Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

11 08 2021

Cajus

Auguste Petit (França-Brasil,1844 -1927)

óleo sobre tela, 30 x 40 cm





Em casa: John Singer Sargent

8 08 2021

Homem lendo, 1908

John Singer Sargent (EUA, 1856-1925)

óleo sobre tela

Reading Art Museum, Pensilvânia

 

 

Feliz Dia dos Pais!





Rio de Janeiro, uma joia tropical

6 08 2021

Dia chuvoso no Rio de Janeiro, 1963

Francisco Céa (Brasil, 1908 – 1978 ?)

óleo sobre tela, 70 x 50 cm





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

4 08 2021

Laranjas e bananas, 1895

João Baptista da Costa (Brasil, 1865 – 1926)

óleo sobre madeira,  36 X 45 cm





Em casa: Henri Matisse

1 08 2021

Jovem à janela, 1921

Henri Matisse (França, 1869-1954)

óleo sobre tela, 52 x 50cm

Baltimore Museum of Art, MD





Flores para um sábado perfeito!

31 07 2021

Flores

Adriana Banfi Passarelli (Itália/Brasil, 1947)

aquarela sobre papel, 17 x 24 cm

 





Rio de Janeiro, um joia tropical

30 07 2021

Jardim Botânico, 1979

Alberto Pinedo (Brasil, 1919)

óleo sobre eucatex, 55x 37 cm





Cinelândia, texto de Rubem Braga

29 07 2021

Bar Amarelinho na Cinelândia

Virgílio Dias (Brasil, 1956)

óleo sobre tela

 

 

“… Mais tarde, já na Faculdade, e morando no Catete, me lembro que sábado, de tarde, as vezes a gente metia uma roupa branca bem limpa, bem passada (depois de vários telefonemas à tinturaria) e vínhamos, dois ou três amigos, lavados, barbeados, penteados, assim pelas cinco da tarde, fazer o footing na Cinelândia.  E estavam ali moças de Copacabana e do Méier, com seus vestidos de seda estampados, a boca muito pintada, burburinhando entre as confeitarias e os cinemas. Não nos davam lá muita atenção, essas moças: seus pequenos corações fremiam perante os cadetes e os guardas-marinhas, mais guapos e belos em seus uniformes resplendentes com seus espadins brilhantes.

Tudo isso passou: o sábado inglês, as dificuldades do trânsito e o próprio tempo agiram, e nesta bela tarde de sábado em que me extravio pelo Centro, há apenas alguns palermas como eu zanzando pela Cinelândia. Só agora reparo nisso, e então me sinto um velho senhor saudosista; não há mais sábado na Cinelândia, creio que não há mais cadetes nem guardas-marinhas, todos são tenente-coronéis, capitães-de-corveta e de fragata, perdidos em Agulhas Negras, quartéis, cruzadores recondicionados nesses mares do mundo. …”

 

Em: A borboleta amarela (crônicas), Rubem Braga, 6ª edição, Rio de Janeiro, Record: 1982, p. 117





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

28 07 2021

Figos, 1989

Madiano Tomei (Itália-Brasil, 1936-2002)

óleo sobre tela colada em placa, 30 x 40 cm





Plaza Mayor, poesia de Reynaldo Valinho Alvarez

26 07 2021

O casamento, [A boda], 1792

Francisco de Goya (Espanha, 1746 -1828)

óleo sobre tela, 269 x 396 cm

Museu do Prado

 
 
Plaza maior

 

Reynaldo Valinho Alvarez

 

 
O mundo, em guerra, não permite abraços.
Mas, nos rostos da rua, há os mesmos traços.

 

 

Diante de Goya, no Museu do Prado,

vejo sombras que as sombras circundantes

parecem reencarnar. Voltando à rua,

vou para o centro velho. Nestes rostos

que me fitam ou não, há retrarados

do mesmo Goya. Sombras tão goyescas

quanto as sombras que vi entre outras sombras.

Assombra-me o prodígio ao sol ardente

de uma Espanha estival. Que liame estreita

os vínculos dos tempos num só tempo?

Que força une as cadeias com que Cronos

ligou as mãos de tantos entre os séculos?

Agora encaro a praça e vou contando,

como os níqueis do bolso,  tantos Goyas.

 

 

Em: A faca pelo fio: poemas reunidos, Reynaldo Valinho Alvarez, Rio de Janeiro, Imago: 1999, p.59

NOTA: esta postagem é uma homenagem a Reynaldo Valinho Alvarez que faleceu esta semana, aos noventa anos. Um dos poetas contemporâneos de que mais gosto, com provam as diversas poesias de alguns de seus livros que possuo.