Natureza morta, 1984
Antonio Augusto Antunes Neto (Brasil, 1936 – 1986)
óleo sobre tela 80 x 90 cm
Natureza morta
Pedro Alexandrino (Brasil, 1864-1942)
óleo sobre tela, 50 x 65 cm
Natureza morta, 1984
Antonio Augusto Antunes Neto (Brasil, 1936 – 1986)
óleo sobre tela 80 x 90 cm
Natureza morta
Pedro Alexandrino (Brasil, 1864-1942)
óleo sobre tela, 50 x 65 cm
No banco do jardim
João Baptista da Costa (Brasil, 1865 – 1926)
óleo sobre madeira, 25 x 19 cm
Sílvia Helena Tocantins
Gentil mangueira que me dá abrigo
no aconchego morno do teu braço,
na tua ramagem encontro o ninho amigo
que há de embalar sempre o meu cansaço.
És tu mangueira de real grandeza,
só espalhando o Bem em tua missão,
além de embelezares a natureza,
és teto, és fruto, és sombra, és proteção.
E nunca negas à mão que te apedreja,
terno repouso contra a chuva e o mormaço,
em troca dá-lhes fruto, seja a quem seja
e ainda embalas, maternal, num abraço.
Bendita seja a mão que te plantou
o sol que fecundou a terra, o orvalho,
onde a tua semente fértil, germinou,
para medares sombra doce e agasalho.
E no teu colo verde de folhagem,
quero sonhar meus ideais acalentados,
esconder meus segredos em tua ramagem
como se eu fosse altivo pássaro encantado.
Em: A lira na minha terra: poetas antigos e contemporâneos no Pará, Clóvis Meira, Belém: 1993, p. 381
Manhã de Sol em São Paulo, 1925
Henrique Manzo (Brasil, 1896-1982)
óleo sobre tela, 67x 89 cm
Tempos de primavera II, 2005
Fernando Leitão (Brasil, 1945)
acrílica sobre tela, 70×90 cm
Praia com flamboyant
Francisco Acquarone (Brasil, 1898-1954)
óleo sobre tela, 38 x 46 cm
A esperança
Ana Goldberger (Brasil, 1947-2019)
acrílica sobre tela – 30×40 cm
Vaso de flores
Edgar Oehlmeyer (Brasil, 1909-1967)
óleo sobre eucatex, 70 x 50 cm
Canal da Barra ao Fundo Pedra da Gávea
Orlando Brito ( Brasil, 1920-1981)
óleo sobre tela, 42 x 34 cm
A lavadeira, 1915
William Henry Margetson (Inglaterra, 1861-1940)
aquarela sobre papel
Coleção Particular
De longe, próximo, 1937
[From the Faraway, Nearby]
Georgia O’ Keefe (EUA, 1887-1986)
óleo sobre tela, 91 x 101 cm
Metropolitan Museum
Ivan Junqueira
Esse punhado de ossos que, na areia,
alveja e estala à luz do sol a pino
moveu-se outrora, esguio e bailarino,
como se move o sangue numa veia.
Moveu-se em vão, talvez, porque o destino
lhe foi hostil e, astuto, em sua teia
bebeu-lhe o vinho e devorou-lhe à ceia
o que havia de raro e de mais fino.
Foram damas tais ossos, foram reis,
e príncipes e bispos e donzelas,
mas todos a morte apenas fez
a tábua rasa do asco e das mazelas.
E ali, na areia anônima, eles moram.
Ninguém os escuta. Os ossos não choram.
Em: O Tempo além do Tempo, Ivan Junqueira, organização e prefácio de Arnaldo Saraiva, Editora Quasi, Vila Nova do Farmalicão: 2007, p, 108