Helène Rouart lendo, rua Lisbonne, n.d.
Henri Rouart (França, 1833-1912)
óleo sobre tela
Coleção Particular
Helène Rouart lendo, rua Lisbonne, n.d.
Henri Rouart (França, 1833-1912)
óleo sobre tela
Coleção Particular
Mesa com cebolas, cesto de palha e talha, 1988
Nilton Bravo (Brasil, 1937-2005)
óleo sobre tela, 38 x 54 cm
Ethel Sands (Inglaterra, 1872-1962)
óleo sobre tela, 51 x 61 cm
Guildhall Art Gallery, Londres
Paisagem com ipê roxo às margens do Rio Piabanha, Petrópolis, 1943
Oswaldo Teixeira (Brasil, 1904-1975)
óleo sobre tela, 64 x 80 cm
John Singer Sargent (EUA, 1856-1925)
óleo sobre tela, 137 x 244 cm
Lady Lever Art Gallery, Inglaterra
“Registro: um dia de intenso calor; amenizado por uma brisa constante. Subi a margem do riacho de água escura e fluente, na verdade, um afluente do Tweed, com caniço na mão procurando um lugar para ficar. À luz do sol, a sombra formada pelas árvores à beira do rio é escura como a boca de uma caverna. Encontro o local desejado, coloco minha garrafa de cerveja dentro de um pequeno redemoinho que se forma na superfície d’água. Pesquei por uma hora. Peguei três trutinhas, que devolvi ao rio. Comi pão e queijo, bebi cerveja estupidamente gelada e voltei para casa a pé, passando pelo interior até chegar a Kildonnan com o sol batendo nas minhas costas. Um dia de completa solidão, de tranquilidade e beleza perfeita às margens do rio. Uma forma de felicidade que preciso encontrar mais vezes.”
Em: As aventuras de um coração humano, William Boyd, Rio de Janeiro, Rocco: 2008, tradução de Antônio E. de Moura Filho, p. 135
Eliseu Visconti (Itália/Brasil, 1866-1944)
óleo sobre tela
Coleção Particular
Gonçalves Crespo
Cercada de mestiças, no terreiro,
Cisma a Senhora Moça; vem descendo
A noite, e pouca a pouco escurecendo
O vale umbroso e o monte sobranceiro.
Brilham insetos no capim rasteiro,
Vêm das matas os negros recolhendo;
Na longa estrada ecoa esmorecendo
O monótono canto do tropeiro.
Atrás das grandes, pardas borboletas,
Crianças nuas lá se vão inquietas
Na varanda correndo ladrilhada.
Desponta a lua; o sabiá gorjeia;
Enquanto às portas do curral ondeia
A mugidora fila da boiada.
1869
Em: Obras Completas, Gonçalves Crespo, Livros de Portugal, s/d, Rio de Janeiro, p. 114.