A Virgem corrigindo o Menino Jesus na frente de três testemunhas, 1926
Max Ernst (Alemanha, 1891- 1976)
óleo sobre tela, 196 x 130 cm
Museu Ludwig, Colônia
A Virgem corrigindo o Menino Jesus na frente de três testemunhas, 1926
Max Ernst (Alemanha, 1891- 1976)
óleo sobre tela, 196 x 130 cm
Museu Ludwig, Colônia
Rosas, 1910
Eugênio Latour (Brasil, 1874-1942)
óleo sobre tela, 24 x 33 cm
Jardim Botânico, vista da Estrada Dona Castorina, 1931
Paulo Gagarin (Rússia/Brasil, 1885-1980)
óleo sobre tela, 50 x 62 cm
Judith, 2012
[Mulher lendo livro]
Ralf Heynen (Holanda, 1978)
óleo sobre tela, 60 x 70 cm
Leitura, Karel Simunek (República Checa. 1869-1942) — Selo de livro
“Este era o único aspecto trágico dos livros: eles mudavam as pessoas. Mas não as realmente más. Essas não se tornavam pais melhores, maridos melhores, amigos melhores. Continuavam sendo tiranos, torturavam seus funcionários, filhos e cães, eram odiosos nas pequenas coisas e covardes nas grandes, e se rejubilavam com o constrangimento das vítimas.
— Os livros eram meus amigos — disse Catherine … — Acho que aprendi todos os meus sentimentos com os livros. Neles amei mais, sorri mais e aprendi mais do que em toda a minha vida sem leitura.”
Em: A livraria mágica de Paris, Nina George, Rio de Janeiro, Record: 2016, tradução de Petê Rissatti, página 63.
Natureza morta
Luís Cláudio Morgilli (Brasil, 1955)
óleo sobre tela
Retrato de jovem sentada com livro
Adelaide Cole Chase (EUA, 1868 -1944)
óleo sobre tela, 109 x 85 cm
Menino
Arthur Timótheo da Costa (Brasil, 1882-1923)
óleo sobre madeira
França Júnior
“Eu era pequeno e rechonchudo, como uma bola. O nariz escondia-se-me entre as bochechas e não havia mostrado ainda essa tendência para disparar pela cara, como aconteceu mais tarde. Pediam-me beijos e diziam, segurando-me no queixo: “Que menino bonito!” — Não se riam, a gente daquele tempo não era lá das mais exigentes. O meu ideal, em ser republicano, era o da liberdade sem limites. No dia em que o grito de: férias! ecoava quatro cantos do colégio, uma sensação inexprimível se apoderava de todo o meu ser. Férias! Nessa palavra mágica não se encerrava só a ausência de palmatória e o abandono dos livros, mas principalmente a roça com todos os seus prazeres e encantos. Quinze dias a correr pelos campos, a perseguir como um louco as borboletas azuis, virar cambalhotas na relva, adormecer extenuado à sombra do arvoredo, tudo isto bulia-me por tal forma com o sistema nervoso que eu sentia comichões em todo o corpo e não podia estar cinco minutos sem dizer: “Chi! Que belo! Vamos amanhã! Tomara que fosse hoje já! Trá la´lá, lá li, li!”
[Exemplo de narrativa com retrato]
Em: Flor do Lácio, [antologia] Cleófano Lopes de Oliveira, São Paulo, Saraiva: 1964; 7ª edição. (Explicação de textos e Guia de Composição Literária para uso dos cursos normais e secundário) p. 234.
Goiás velho, 1990
Antônio Amâncio (Brasil, contemporâneo)
óleo sobre tela, 70 x 50 cm
Mulheres num café, 1924
Pietro Marussig (Itália, 1879 – 1937)
Óleo sobre tela
Museo del Novecento. Milão
“Perdu havia organizado um clube de leitura para Madame Bomme e as viúvas da rue Montagnard, que quase nunca recebiam a visita de filhos e netos e já definhavam diante da televisão. Elas amavam livros, mas, além disso, a literatura era uma desculpa para a saírem de casa e se dedicarem à degustação de licores adocicados.
A maioria das senhoras escolhia obras eróticas. Perdu lhes entregava os livros disfarçados com sobrecapas de títulos mais discretos: Flora dos alpes, para A vida sexual de Catherine M., padrões de tricô provençal para O amante, de Duras, receitas de geleia de York para Delta de Vênus de Anaïs Nin. As degustadoras de licores eram gratas pelo disfarce — no fim das contas, as viúvas conheciam seus parentes, que viam a leitura como um hobby excêntrico de pessoas esnobes demais para ver televisão, e a literatura erótica como algo bizarro para senhoras com mais de sessenta.
No entanto, nenhum andador bloqueou seu caminho.”
Em: A livraria mágica de Paris, Nina George, Rio de Janeiro, Record: 2016, tradução de Petê Rissatti, página 45.