Ciclovia da Lagoa Rodrigo de Freitas, frente à Hípica
Lucia de Lima (Brasil, contemporânea)
acrílica sobre tela, 50 x 70 cm
Ciclovia da Lagoa Rodrigo de Freitas, frente à Hípica
Lucia de Lima (Brasil, contemporânea)
acrílica sobre tela, 50 x 70 cm
Natureza morta com morangos
Pedro Alexandrino (Brasil, 1856 – 1942)
óleo sobre tela, 38 x 47 cm
MASP, São Paulo
Rui Pires Cabral
No começo do amor, quando as cidades
nos eram desconhecidas, de que nos serviria
a certeza da morte se podíamos correr
de ponta a ponta a veia elétrica da noite
e acabar na praia a comer morangos
ao amanhecer? Diziam-nos que tínhamos
a vida inteira pela frente. Mas, amigos,
como pudemos pensar que seria assim
para sempre? Ou que a música e o desejo
nos conduziriam de estação em estação
até ao pleno futuro que julgávamos
merecer? Afinal, o futuro era isto.
Não estamos mais sábios, não temos
melhores razões. Na viagem necessária
para o escuro, o amor é um passageiro
ocasional e difícil. E a partir de certa altura
todas as cidades se parecem.
Rui Pires Cabral, ‘Longe da Aldeia’
Natureza morta com lagostas, 1962
Durval Pereira (Brasil, 1917-1984)
óleo sobre tela, 76 x 91 cm
Natureza morta com frutos do mar
Edgard Oehlmeyer (Brasil, 1909-1967)
óleo sobre tela, 65 x 92 cm
A bela adormecida, 1834
Elisabeth Alida Haanen (Holanda, 1809-1845)
óleo sobre tela, 28 x 22 cm
Coleção Particular
Cavalos, 1980
Ganem [Luiz Nelson Ganem] (Brasil, 1923)
técnica mista sobre cartão, 60 x 88 cm
Armindo Rodrigues
Já rebentei de correr
Sete cavalos a fio.
O primeiro era cinzento
Com sonhos de água sem fundo
E cor do norte o segundo
Com ferraduras de prata.
O terceiro era um mistério
E o quarto cor de agonia.
O quinto, de olhos em brasa,
Era só prata e espanto.
O sexto não se sabia
Se era cavalo, se vento.
Corria o sétimo tanto
Que nem a cor se lhe via.
Quanto mais ando mais meço
As distâncias que há em mim
Cada desejo é um fim
E cada fim um começo.
Em: Antologia de poemas portugueses para a juventude, diversos autores, seleção de Henriqueta Lisboa, prefácio de Bartolomeu Campos de Queirós, Editora Peirópolis, 2011
Pão de Açúcar e baía de Guanabara, 1938
Paulo Gagarin (Rússia-Brasil, 1885-1980)
óleo sobre tela, 36 x 45 cm