Tinta fresca
Lane Timothy (EUA, contemporâneo)
óleo sobre tela, 165 x 106 cm
Tinta fresca
Lane Timothy (EUA, contemporâneo)
óleo sobre tela, 165 x 106 cm
Natureza morta
Salvador Caruso (Brasil, 1906-1951)
óleo sobre tela, 29 x 37 cm
Divagações, 1942
Serge Ivanoff (Rússia, 1893-1983)
óleo sobre tela, 91 x 63 cm
Aparecida do Norte, SP
Jorge Vieira (Brasil, contemporâneo)
óleo sobre tela, 80 x 99 cm
Paisagem
Ingres Speltri (Brasil, 1940)
óleo sobre tela, 76 x 113 cm
Acenando, 2017
HuskMitNavn (Dinamarca, 1975)
acrílica sobre tela, 165 x 120 cm
Sol nas pétalas, 2021
Nato Gomes (Brasil, contemporâneo)
pintura digital
Dia de feira na Lapa, R. J., década 1930
Eugênio Latour (Brasil, 1874-1942)
óleo sobre madeira, 16 x 30 cm
Jovem mulher lendo próximo à árvore de Natal, 1918
Max Rimböck (Alemanha, 1890-1956)
óleo sobre placa, 63 x 51 cm
Benjamin Franklin
Sansão e Dalila, 1610
Peter Paul Rubens (Flandres, 1577 — 1640)
óleo sobre madeira, 185 x 205 cm
National Gallery, Londres
Raquel Naveira
Dalila reclinou-se sobre o divã,
Entre sedas e cetins,
O vestido de veludo vermelho rasgou-se,
Os seios volumosos,
Maçãs douradas,
Brilharam no escuro,
Sansão tocou-os como se fossem lâmpadas;
No alto,
Num nicho na parede,
A deusa Vênus
Observava a cena.
Cheia de prazer,
Toda lisa,
Cor de carne,
Cor de sangue,
Cálida Dalila.
Tentara prender Sansão
Com cordas de nervos,
Frescas e úmidas,
Com fios urdidos no seu tear de intrigas,
E agora,
Ei-lo ali,
Adormecido,
O torso curvado de paixão
Sobre seus joelhos.
Dalila sorri,
Segura as rédeas,
A crina,
Mechas de cabelo
Do homem que ela domina.
Afia a tesoura,
Corta a corrente de força
Numa estranha cirurgia,
Fura-lhe os olhos
Enquanto ele geme,
Cego de desejo.
Em: Casa e Castelo, Raquel Naveira, São Paulo, Escrituras: 2002, p.172-73









