Hora do chá
Melissa Hefferlin (EUA, contemporânea)
óleo sobre tela, 149 x 99 cm
Coleção Particular
Betty
James Durden (Inglaterra, 1878-1964)
óleo sobre tela
Kenswick Museum & Art Gallery
No século XIX muitos cientistas se dedicaram ao estudo da frenologia para delinear características dos cérebros humanos. A intenção era determinar através da forma, do peso, das saliências, das características físicas de cada um, se criminosos e gênios se diferenciavam substancialmente uns dos outros, através dessas medidas.
Hoje a frenologia está totalmente desacreditada, mas, quando o escritor inglês William Makepeace Thackeray, faleceu em 1863, aos cinquenta e dois anos, seu cérebro foi retirado e investigado.
Afinal Thackeray era o grande romancista da era vitoriana, autor de As memórias de Barry Lindon, História de Henry Esmond, e da hoje clássica leitura obrigatória para uma bela educação literária Feira das Vaidades. Foram ao todo mais de 27 obras publicadas, Era para todos os efeitos, um gênio.
Seu cérebro, não desapontou o público da época, foi confirmado ser mais pesado do que o normal, 1,658 quilos. No entanto, quando comparado com outros cérebros de escritores famosos, por exemplo, do russo Turgenev, o romancista inglês perdia. Turgenev a 1, 984 quilos era definitivamente tamanho extra grande. Outos cérebros de escritores pesados na balança surpreendem: o francês Anatole France pesou 1,020 quilos e Walt Whitman 1,247 quilos. Talento definitivamente não corresponde ao tamanho do chapéu.
Fonte: Curiosities of Literature, John Sutherland, Skyhorse: 2011. [Kindle]
Sem Título
Zoe Gaston (Irlanda, contemporânea)
“Estava sob uma pilha de livros, embrulhada em panos de cortina carcomidos de traças, enfiada entre camadas de papelão. Ele a mantivera escondida durante toda a guerra. Era a primeira edição do Blaue Reiter Almanac, publicado em 1912, uma espécie de manifesto do grupo de artistas expressionistas de Munique e região nos poucos anos que antecederam a Primeira Guerra Mundial. Foram declarados “degenerados” pelo Partido Nacional-Socialista e seus quadros foram confiscados, vendidos, destruídos ou ocultados.“
Em: Lições, Ian McEwan, tradução de Jorio Dauster, São Paulo, Companhia das Letras: 2022, [Kindle]
Paisagem
Pedro Nascimento ( Brasil, 1927-1986)
óleo s tela, 50 X 65 cm
Marinha, 1980
Aldemir Martins (Brasil, 1922-2006)
acrílica sobre tela, 22 X 33 cm
Casa rural
Cláudio Arena (Brasil, 1945)
óleo sobre tela, 50 x 70 cm
Vaso com flores
Newton Mesquita (Brasil, 1948)
acrílica sobre tela, 90 x 70 cm

Da janela a primavera, 1986
Olímpia Couto (Brasil, 1947)
Vinil sobre tela encerado.
Festival de outono, 1915
Willard Leroy Metcalf (EUA, 1858-1925)
óleo sobre tela
“Lágrimas, inúteis lágrimas, não sei o que exprimem,
Lágrimas das profundezas de algum divino desalento
brotam no coração, e se acumulam nos olhos,
observando os radiantes campos do outono,
pensando nos dias que já se foram.“
Lord Alfred Tennyson (1809-1892), do poema conhecido como Tears, idle tears
Tradução: Ladyce West
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Mensageiro do amor, 1885
Marie Spartali Stillman (Inglaterra, 1844 -1923)
aquarela, têmpera, folha ouro sobre papel colado em madeira, 81 x 66 cm
Museu de Arte de Delaware
Ivan Junqueira (1934-2014)
Pois morrer é apenas isto:
cerrar os olhos vazios
e esquecer o que foi visto;
é não supor-se infinito,
mas antes fáustico e ambíguo
jogral entre a história e o mito;
é despedir-se em surdina,
sem epitáfio melífluo
ou testamento sovina;
é talvez como despir
o que em vida não vestia
e agora é inútil vestir;
é nada deixar aqui:
memória, pecúlio, estirpe,
sequer um traço de si;
é findar-se como um círio
em cuja luz tudo expira
sem êxtase nem martírio.
Em: O tempo além do tempo: antologia, Ivan Junqueira, organização e prefácio, Arnaldo Saraiva, Vila Nova de Famalicão, editora Quasi:2007, p.71
Marinha, vista da baía de Guanabara, RJ, 1944
Emiliano Di Cavalcanti ( Brasil, 1897-1976)
óleo sobre tela, 27 x 35 cm

Sem título
Daniela Zekina (Bulgária, 1960)