Palavras para lembrar: Ralph Waldo Emerson

29 11 2024
Mulher patinando no gelo com livro, 1897

 

“A biblioteca de um homem é uma espécie de um harém.”

 

Ralph Waldo Emerson

(1803-1882)





Rio de sol, de céu, de mar…

29 11 2024

Urca aquarelada

Isabella de Sá Pereira (Brasil, 1912-1995)

aquarela sobre papel, 33 x 48 cm





Refeições literárias: Marcel Proust

28 11 2024

Mesa de jantar, 1897

Henri Matisse  (França, 1869-1954)

óleo sobre tela, 100 x 131 cm

Coleção Particular

 

 

 

Mas (sobretudo a partir do instante em que o bom tempo se instalava em Combray) muito depois que a hora altiva do meio-dia, descida da torre de Santo Hilário que ela armoriava com os doces florões momentâneos de sua coroa sonora, vibrava em torno de nossa mesa, junto ao pão bento, também chegado familiarmente da igreja, nós ainda nos deixávamos ficar sentados diante dos pratos das Mil e Uma Noites, adormentados pelo calor e principalmente pela refeição. Pois, ao fundo permanente de ovos, de costeletas, de batatas, de compotas, de biscoitos, que nem sequer nos anunciava mais, Françoise acrescentava — de acordo com os trabalhos dos campos e pomares, o fruto da pesca, as surpresas do comércio, as amabilidades dos vizinhos e seu próprio gênio inventivo, e de tal forma que nosso cardápio, como essas quatro-folhas que esculpiam no século XIII à entrada das catedrais, refletia de certo modo o ritmo das estações e os episódios da vida — um rodovalho, porque a peixeira lhe garantira que estava fresco, um peru, porque descobrira um esplêndido no mercado de Roussainville-le-Pin, alcachofras com tutano, porque ainda não as preparara dessa maneira, uma perna de carneiro assada, porque o ar livre dá apetite e teria tempo de “baixar” dentro de sete horas, espinafres para variar, damascos, porque constituíam ainda uma raridade, groselhas, porque dali a quinze dias não haveria mais, framboesas, porque o sr. Swann as trouxera expressamente, cerejas, por serem as primeiras que dava a cerejeira do quintal depois de dois anos de esterilidade, o requeijão de que eu tanto gostava outrora, um doce de amêndoas, porque o encomendara na véspera, um brioche, porque era nossa vez de “oferecê-lo”. Depois de tudo, feito expressamente para nós, mas dedicado em particular a meu pai, era-nos oferecido um creme de chocolate, inspiração e atenção pessoal de Françoise, fugaz e leve como uma obra de circunstância onde ela pusera todo o seu talento. Aquele que se recusasse a provar, dizendo: “Já terminei, não tenho mais fome”, ter-se-ia imediatamente rebaixado ao nível desses grosseiros que, até no presente que lhe faz um artista de uma obra sua, examinam o peso e o material, quando o que vale é a intenção e a assinatura. Deixar no prato uma gota que fosse, denotaria a mesma impolidez que se levantar a gente diante do próprio compositor, antes de terminada a audição.”

 

 

Em: No caminho de Swann, Marcel Proust, tradução de Mário Quintana.





Imagem de leitura: Guillermo Marti Ceballos

27 11 2024

Leitora I, 2008

Guillermo Marti Ceballos (Espanha, 1958)

óleo sobre tela





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

27 11 2024

Lampião e Frutas Vermelhas, etc,1981

Carlos Scliar (Brasil, 1920-2001)

vinil e colagem encerados sobre tela colada em placa, 65 x 100 cm

 

 

 

Composição: natureza morta, 2000

Nando Ribeiro (Brasil, 1963)

óleo sobre tela





Minutos de sabedoria: Washington Irving

26 11 2024

No portão da eternidade, 1890

Vincent van Gogh (Holanda, 1853-1890)

óleo sobre tela, 81 x 65 cm

Kröller-Müller Museum, Otterlo, Holanda

 

“Há algo de sagrado nas lágrimas. Elas não são a marca da fragilidade, mas do poder.  Elas se expressam de maneira mais eloquente do que dez mil línguas.  São as mensageiras da tristeza esmagadora, da profunda contrição e do amor indescritível.”

 

Washington Irving

(EUA, 1783-1859)

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Tradução: Ladyce West

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“There is sacredness in tears. They are not the mark of weakness, but of power. They speak more eloquently than ten thousand tongues. They are the messengers of overwhelming grief, of deep contrition, and of unspeakable love.”

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Nossas cidades: Macaé

26 11 2024

Igreja nossa Senhora da Guia Pacobaíba, Macaé, 1970

Edy Gomes Carollo (Brasil, 1921-2000)

óleo sobre tela, 48 x 36 cm,





Paisagens brasileiras…

25 11 2024

Árvores e casas na roça, 1979

Carlos Bracher (Brasil,  1941)

óleo sobre tela, 46 x 61cm

 

 

Casario nas montanhas, 1989

Chen Kong Fang (China – Brasil, 1931-2012)

óleo sobre tela, 40 x 50 cm

 

 

 

Paisagem, 1955

Tikashi Fukushima (Japão-Brasil, 1931-2001)

nanquim aquarelado – 38 X 27cm





E veio o domingo…

24 11 2024

A leitora

Catherine Marché (França, contemporânea)

óleo sobre madeira, 53 x 60 cm

 

 

“Carlos, sossegue, o amor é isso que você está vendo: hoje beija, amanhã não beija, depois de amanhã é domingo e segunda-feira ninguém sabe o que será.”

 

Carlos Drummond de Andrade

 





Em casa: Albert Bréauté

24 11 2024

Tocadora de bandolim com vestido rosa

Albert Bréauté (França, 1853-1939)

óleo sobre tela,  46 x 38 cm