“… um romance não é apenas um fenômeno linguístico. Na poesia, é difícil traduzir as palavras porque o que importa é o seu som, assim como seus significados deliberadamente múltiplos, e é a escolha das palavras que determina o conteúdo. Numa narrativa, temos a situação contrária: o universo que o autor construiu, os acontecimentos que neles ocorrem é que ditam o ritmo,, o estilo e até a escolha das palavras. A narrativa é governada pela regra latina, “Rem tene, verba sequentor” — “Prenda-se ao tema e as palavras virão” — ao passo que na poesia a formulação deve ser mudada para: “Prenda-se às palavras e o tema virá.”
Em: Confissões de um jovem romancista, Umberto Eco, tradução de Clóvis Marques, Rio de Janeiro, Record: 2018, p. 15
é ir a algum lugar sem precisar pegar um trem ou navio, desvendar mundos novos e incríveis. É viver uma vida que você não nasceu para viver e uma chance de ver algo colorido pela perspectiva de outra pessoa. É aprender sem ter que enfrentar as consequências dos fracassos, é aprender como ter sucesso da melhor maneira.”
Em: A última livraria de Londres de Madeline Martin, tradução de Simone Reisner, Kindle edition, 2022.
São Francisco é um dos santos mais representados na pintura brasileira. Há outros, mas nenhum é tão popular quanto ele. Não é só um caso de devoção, acredito, há dois fatores adicionais. Como é considerado o protetor dos animais, muitas pessoas daquelas que têm animais de estimação, levam seus cachorrinhos, gatinhos, pássaros e todo tipo de animal para serem benzidos o que o faz muito popular. Também acredito que por causa desses animais, é um tema que agrada ao artista por poder colocar ou um grande número de pombinhos, (bastante comum) ou outros animais à volta do santo. De qualquer maneira, São Francisco foi pintado pela grande maioria dos artistas do país.
Escrita em números: é impressionante saber os limites autoimpostos por alguns escritores, para o mínimo de palavras produzidas por dia. Aqui vai uma amostra:
Ray Bradbury — escrevia 1.000 palavras por dia desde os 12 anos de idade
Raymond Chandler — não tinha um limite específico, mas sabe-se que escrevia 5.000 palavras por dia
Arthur Conan Doyle, William Golding, Norman Mailer — diziam escrever 3.000 palavras por dia
Ian Fleming escrevia 2.000 palavras/dia, 5 dias por semana, 6 meses, para cada livro de James Bond
Ernest Hemingway — considerava 500 palavras, bom trabalho diário
Stephen King — escrevia 2.000 palavras por dia mas não contava os advérbios
Jack London — escreveu 1.000 palavras por dia, todos os dias de sua vida
Anthony Trollope — escrevia 250 -palavras a cada 15 minutos, marcados no relógio
Thomas Wolfe — não parava até alcançar as 1.200 palavras diárias
EXCEÇÕES
James Joyce considerava duas frases perfeitas, um bom dia de trabalho
Dorothy Parker dizia que não podia escrever cinco palavras sem trocar sete