Domingo, um passeio no campo!

9 10 2022

Paisagem

Victorina Sagboni (Brasil, 1932-2009)

óleo





“Disciplina”, poesia de Tania Horta

8 10 2022

A carta de amor

Hendrik Jacobys Scholten (Holanda, 1824-1907)

óleo sobre madeira, 33 x 26 cm

 

 

 

Disciplina

 

Tania Horta

 

Para fugir de ti

distraio o meu coração

arrumando quinquilharias,

meus armários, minhas gavetinhas.

Como podes o meu amor tão grande

transformar em coisas comezinhas?

 

 

Em: Coração fechado para obras, Tania Horta, capa e ilustrações de Ziraldo, São Paulo, Massao Ono: 1991 p. 42





Flores para um sábado perfeito!

8 10 2022

Vaso com rosinha caipira, 2017

Maty Vitart (Marrocos-Brasil, 1955)

látex sobre tela, 97 x 80 cm

 





Narrativa versus poesia, Umberto Eco

7 10 2022

Sem título

Daniela Astone (Itália, 1980)

óleo sobre tela

“… um romance não é apenas um fenômeno linguístico. Na poesia, é difícil traduzir as palavras porque o que importa é o seu som, assim como seus significados deliberadamente múltiplos, e é a escolha das palavras que determina o conteúdo. Numa narrativa, temos a situação contrária: o universo que o autor construiu, os acontecimentos que neles ocorrem é que ditam o ritmo,, o estilo e até a escolha das palavras. A narrativa é governada pela regra latina, “Rem tene, verba sequentor” — “Prenda-se ao tema e as palavras virão” — ao passo que na poesia a formulação deve ser mudada para: “Prenda-se às palavras e o tema virá.”

Em: Confissões de um jovem romancista, Umberto Eco, tradução de Clóvis Marques, Rio de Janeiro, Record: 2018, p. 15





Imagem de leitura: Edmond Aman-Jean

6 10 2022

Intimidade

Edmond Aman-Jean (França, 1858-1936)

Óleo  sobre tela

Coleção Particular





No trabalho: Lucien Bolivar Manson

6 10 2022

A secretária

James Bolivar Pissarro (Inglaterra, 1879-1945)

óleo sobre tela,  76 x 63 cm





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

5 10 2022

Bule e frutas

João Suzuki (Brasil, 1935-2010)

Aquarela





Palavras para lembrar

5 10 2022

Atualizando-se, 2021

Anna Reznikova (Chipre, contemporânea)

óleo sobre tela, 60 x 50 cm

 

“Ler…

é ir a algum lugar sem precisar pegar um trem ou navio, desvendar mundos novos e incríveis. É viver uma vida que você não nasceu para viver e uma chance de ver algo colorido pela perspectiva de outra pessoa. É aprender sem ter que enfrentar as consequências dos fracassos, é aprender como ter sucesso da melhor maneira.”

 

 

Em: A última livraria de Londres de Madeline Martin, tradução de Simone Reisner, Kindle edition, 2022.





4 de outubro, dia de São Francisco, protetor do animais

4 10 2022

São Francisco, 1999

Adelson do Prado (Brasil, 1944)

acrílica sobe tela, 81 x 100 cm

 

São Francisco é um dos santos mais representados na pintura brasileira.  Há outros, mas nenhum é tão popular quanto ele.  Não é só um caso de devoção, acredito, há dois fatores adicionais.  Como é considerado o protetor dos animais, muitas pessoas daquelas que têm animais de estimação, levam seus cachorrinhos, gatinhos, pássaros e todo tipo de animal para serem benzidos  o que o faz muito popular.  Também acredito que por causa desses animais, é um tema que agrada ao artista por poder colocar ou um grande número de pombinhos, (bastante comum) ou outros animais à volta do santo.  De qualquer maneira, São Francisco foi pintado pela grande maioria dos artistas do país.

 

São Francisco

Álvaro Borges (Brasil, 1928-1994)

óleo sobre cartão, 50 x 50 cm

São Francisco, 1983

Antônio Maia (Brasil, 1928-2008)

acrílica sobre tela, 57 x 43 cm

São Francisco de Assis, 1973

Aldo Bonadei (Brasil, 1906-1974)

óleo sobre madeira, 73 x 54 cm

São Francisco, 1980

Elisabeth Lavoie (Brasil, contemporânea)

acrílica  sobre tela

São Francisco

Cícero Dias (Brasil, 1907-2003)

óleo sobre tela, 71 x 59 cm

São Francisco, 1970

Clóvis Graciano (Brasil, 1907-1988)

óleo sobre tela, 79 x 62 cm

São Francisco e os peixes, 1986

Petrônio Bax (Brasil, 1927-2009)

óleo sobre tela, 60 x 50 cm

São Francisco com papagaio, 1970

Sebastião Januário (Brasil 1939)

têmpera sobre tela, 100 x 81 cm

São Francisco com tucano, 2002

Joubert Pantanero (Brasil, 1946)

óleo sobre tela,  60x 70 cm

São Francisco de Assis,1981

Reynaldo Fonseca (Brasil, 1925- 2019)

óleo sobre tela, 50 x 70 cm

São Francisco, 1970

Vicente do Rêgo Monteiro (Brasil,1899-1970)

óleo  sobre tela colada em chapa, 61 x 37 cm

São Francisco com pássaros, 1973

José de Dome (Brasil, 1921-1982)

óleo sobre tela, 100 x 50 cm

São Francisco, 1981

Edson Lima (Brasil, 1936)

óleo sobre tela, 54 x 65 cm





Curiosidade literária

3 10 2022

A leitura

Angelo Guido Gnocchi (Itália-Brasil, 1893-1969)

óleo  sobre tela,  30 x 43 cm

 

 

 

Escrita em  números:  é impressionante saber os limites autoimpostos por alguns escritores, para o mínimo de palavras produzidas por dia.  Aqui vai uma amostra:

 

Ray Bradbury — escrevia 1.000 palavras por dia desde os 12 anos de idade

Raymond Chandler — não tinha um limite específico, mas sabe-se que escrevia 5.000 palavras por dia

Arthur Conan Doyle, William Golding, Norman Mailer — diziam escrever 3.000 palavras por dia

Ian Fleming escrevia 2.000 palavras/dia,  5 dias por semana, 6 meses, para cada livro de James Bond

Ernest Hemingway — considerava 500 palavras, bom trabalho diário

Stephen King — escrevia 2.000 palavras por dia mas não contava os advérbios

Jack London — escreveu 1.000 palavras por dia, todos os dias de sua vida

Anthony Trollope — escrevia 250 -palavras a cada 15 minutos, marcados no  relógio

Thomas Wolfe — não  parava até alcançar as 1.200 palavras diárias

 

EXCEÇÕES

James Joyce considerava duas frases perfeitas, um bom dia de trabalho

Dorothy Parker dizia que não podia escrever cinco palavras sem trocar sete