Igreja da matriz, Jundiaí
Diógenes Duarte Paes (Brasil, 1896-1964)
óleo sobre tela
Leitora
Georg Tappert (Alemanha, 1880-1957)
pastel, 65 x 49 cm
O escritor inglês, Daniel Defoe (1660-1731), autor de Robinson Crusoé, teve muitas atividades de trabalho antes de ficar conhecido como panfletista e escritor. Uma das coisas mais estranhas que fez foi tentar vender perfumes feitos das secreções anais de gatos.
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Em tempo: muitos perfumes famosos têm como ingrediente a secreção anal de animais chamados gatos civetas, (que tecnicamente não são gatos) encontrados na Indonésia e na África. Hoje, por razões éticas essas essências são produzidas sinteticamente. Entre os perfumes conhecidos que têm este componente estão: Yves Saint Lorain, Kouros; Calvin Klein, Obsession; Guerlain, Coque D’Or e também o Djedi; Jean Patou, Eau de Joy e Adieu Sagesse; Schiaparelli, Shocking; Jean Patou, Patou pour l’Homme; Emanuel Ungaro, Ungaro pour l’Homme II; Revlon, Intimate; Avon, Topaze, Charisma, Tribute e Trazarra; Chanel, Chanel Nº5- Eau de Cologne e Coco Chanel; Lancôme, todas as variedades do Climat Parfum; Cartier, Panthere; Emilio Pucci, Eau de Zadig; entre dezenas e mais dezenas de perfumes usados nos dias de hoje.
Leitor, 1986
Gregório Gruber (Brasil, 1957)
aquarela e pastel, 70 x 100 cm
Augusto Frederico Schmidt
Meus avós portugueses no meu sangue
Estão falando há muito, e é assim somente
Que, por vezes, as vozes dos outros sangues
Não se fazem ouvir e não comandam.
Meus avó portugueses são teimosos
E procuram vencer-me transformando
Essas minhas volúpias de erradio,
De vagamundo, em nobres sentimentos.
Querem-me esses avós, do Minho e Douro,
Um ser capaz de amar a terra à antiga,
E nesse amor construir toda uma vida;
Querem-me um crente em Deus e um fiel exemplo
De constância no amor: e, é certo, às vezes,
Isso acontece, mas somente às vezes.
Em: Eu te direi as grandes palavras – seleção poética, Augusto Frederico Schmidt, Rio de Janeiro, José Aguilar:1975, p. 76-77
Porcelana, flores e pêssegos, 1937
Louise Visconti (França, 1882-Brasil, 1954)
aquarela sobre papel, 32 x 47 cm
Kayhan lendo The New York Times, 2017
[Resistência começa em casa]
Aliza Nisenbaum (México, 1977)
óleo sobre tela, 195 x 160 cm
Jonathan Swift
Best Seller
Karn Dupree (EUA, contemporânea)
gravura
Eça de Queiroz passou a vida obcecado em se manter magro, muito magro. Tinha horror à gordura corporal. Mas gostava e apreciava belas e suntuosas refeições. De fato, a descrição de vastos repastos está presente em grande número de suas obras. Acreditava que é pela comida que se descobre as características de um povo. Comia e bebia muito bem, mas, ao término de refeição substancial, saía para andar por horas e horas e cobrindo quilômetros para contrabalançar o que tinha ingerido. Morreu jovem, aos cinquenta e cinco anos de câncer do estômago.