Natureza morta com melancia e caqui, 1968
Mário Zanini (Brasil, 1907-1971)
óleo sobre placa de madeira
Sem título, década de 1960
Mira Schendel (Suíça-Brasil, 1919-1988)
têmpera sobre madeira, 65 x 95 cm
Natureza morta com melancia e caqui, 1968
Mário Zanini (Brasil, 1907-1971)
óleo sobre placa de madeira
Sem título, década de 1960
Mira Schendel (Suíça-Brasil, 1919-1988)
têmpera sobre madeira, 65 x 95 cm
Poços de Caldas
Oscar Pereira da Silva (Brasil, 1867-1939)
grafite e aquarela sobre papel, 18 x 24 cm
A leitura, c. 1760
Pierre Antoine Baudouin (França, 1723-1769)
guache sobre papel
Museu de Artes Decorativas, Paris
Em sua noite de núpcias, Tolstoy, aos trinta e quatro anos, forçou sua noiva de dezoito anos, a ler seu diário com detalhadas descrições de suas aventuras sexuais com outras mulheres, inclusive com mulheres serviçais. Aparentemente essa era sua ideia de abertura e honestidade, mas foi informação demais, de acordo com Sonya. No dia seguinte, ela escreveu em seu diário sobre o nojo que sentiu ao ser submetida a tanta imundície.
Tradução: Ladyce West
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Secret Lives of Great Authors: What Your Teachers Never Told You about Famous Novelists, Poets, and Playwrights, Robert Schnakenberg, Quirk Books: 2008
Vida de fazenda, 1945
Benito Castañeda (Espanha-Brasil, 1885-1955)
óleo sobre tela, 40 x 50 cm
MARS Aldo Malagoli
A caminho da praia
Marilene Gomes (Brasil, contemporânea)
acrílica sobre tela, 60 x 80 cm
Casa do interior, 1982
Armando Vianna (1897-1992), Casa do interior, 1982
óleo sobre tela, 32 x 40 cm
Rosas vermelhas, bem vermelhas
Carlos Bracher (Brasil, 1940)
óleo sobre tela, 81 x 60 cm
Flores
Adolfo Fonzari (Itália-Brasil,1880 – 1959)
óleo sobre tela, 60 x 50 cm
Mercado de flores com Igreja da Glória ao fundo, 1991
Alfredo Lowenstein (Brasil, contemporâneo)
óleo sobre tela, 22 x 27 cm
Virgem anunciada, 1475
Antonello da Messina (Sicília, c. 1429-1431– 1479)
óleo sobre madeira, 45 x 24 cm
Palazzo Abatellis, Sícilia
Na época em que o pintor viveu, a Sícilia estava sob domínio da Espanha. Também sob domínio da Espanha estava a região de Flandres e dos Países Baixos. A influência dos mestres pintores da Europa do Norte é imediatamente sentida. Como? Pelo retrato de Maria. Antonello não a coloca em qualquer ambiente. Estamos vendo uma mulher, de carne e osso, retratada da cintura para cima. É um retrato nos termos dos retratos de Jan van Eick e seus contemporâneos: é uma pessoa reconhecível, uma pessoa com aparência comum. Grande parte dos retratos do pintor seguem a tradição da pintura da Europa do Norte. Maria tem muito pouco que a identifique como a futura mãe de Jesus. Ela não tem halo que signifique sua santidade. Esta nos é dada por dois elementos, que no século XV estavam associados à Anunciação de Maria: o manto azul e o porta-Biblia. Na tradição iconográfica da época, Maria, quando está sendo anunciada pelo anjo Gabriel, tem a leitura dos textos sagrados interrompidos. Mas também porta um véu azul. Aqui, neste quadro, Antonello inventa. Esse momento já passou. Gabriel já foi embora, por isso o título Maria Anunciada (no passado). Vemos, então, Maria, um tanto atônita, retomar sua leitura. Há a transmissão de um grande silêncio nessa tela, grande impacto, porque não há nada que distraia nossa atenção. Não há anjo. Não há o vaso com lírio simbolizando sua pureza. Ela não está na tradicional varanda. Não há mobiliário que leve nossos olhos a outros lugares. Não há hortus conclusus significando sua virgindade. Não temos a pomba do Espírito Santo, nem as frases ditas pelo arcanjo. Tudo foi retirado. Nosso foco é nessa moça, tímida, com os olhos baixos e desviados do livro, como se acompanhasse o voo de despedida de Gabriel. O fundo escuro nos faz prestar atenção nela. Toda força emocional está em seu rosto.
Antonello da Messina não só foi inovador na representação de Maria, mas aproveitou o momento também para mostrar quão exímio era na representação da perspectiva, fazendo um belo escorço na mão estendida de Maria.
Laranjas
Eurico Caiuby (Brasil, 1888-
óleo sobre tela, 85 cm x 75 cm
Natureza Morta
Joaquim Lopes Figueira, Jr. (Brasil, 1904 – 1943)
óleo sobre tela colado em placa. 50 x 58 cm