Chico Ferreira (Brasil, 1949)
acrílica sobre tela, 50 x 40 cm
Restaurante dos Esquilos, no Alto da Tijuca, s.d.
Fernando Corrêa e Castro (Brasil,1933)
óleo sobre tela, 38 x 46 cm
Agostinho Batista de Freitas (Brasil, 1927-1997)
óleo sobre tela, 54 x 73 cm
Yugo Mabe (Brasil, 1955)
acrílica sobre tela, 60 x 73 cm
São Paulo, Rio Tamanduateí, 1965
Innocêncio Cabral Borghese (Brasil, 1897-1985)
óleo sobre tela, 40 x 49 cm
Fernando Cassiani (Brasil, 1921-2001)
óleo sobre tela, 40 x 30 cm
Composição Urbana, São Paulo, 2013
Gilberto Primo (Brasil, contemporâneo)
acrílica sobre tela, 40 x 140 cm
Estação Cidade Jardim, São Paulo, 2005
Márcio Schiaz (Brasil, 1965)
óleo sobre tela, 31 x 70 cm
Menase Waidergorn (Romênia/Brasil, 1927)
óleo sobre tela, 50 x 40 cm
Lucia de Lima (Brasil, contemporânea)
acrílica sobre tela, 27 x 35 cm
Henrique Simas
Invisível é o ar
Invisível é a nuvem desfeita no céu
Invisível é a sombra que geme na noite
Invisível é a pérola no fundo do mar
Invisível é a marca do ressentimento
Invisível é a estrela que passou.
Invisível também és tu
Garça encantada da lagoa!
Em: Horizonte Vertical: poemas, Henrique Simas,prefácio de Alceu Amoroso Lima, Rio de Janeiro, Olímpica: 1967, p.90
Christophe Saccard (França, contemporâneo)
acrílica sobre tela, 61 x 50 cm
Uli Fritz (Alemanha, 1958)
acrílica sobre tela, 49 x 80 cm
Victória Albuquerque
Sou uma forma nominal,
Não aceito conjunção,
Mas aceito a condição
De manter os pés no chão
Se depois
Puder voar.
Sou forma nominal
Mas não tenho forma
Nem cor, ou traço
Sou nominal,
Mas não sou nome,
Tampouco.
Sou gesto, sou voz,
Sou mente.
Substantivo abstrato,
Inconsequente.
Nem forma, nem nominal,
Transparente.
Vinicius E. C. Dias
Ao reabrir meus olhos,
Levanto-me ainda um pouco ontem.
Dirijo-me ao mesmo banheiro,
Ao mesmo espelho,
Mas me encontro outrem
Hoje.
Espero algum tempo,
Pois se ele não traz compreensão,
Ao menos diminui a tensão
De saber-se desconhecido.
Sorrio então ironicamente.
O espelho retribui:
Mente.
Eu sou meu autorretrato.
Juliane Gamboa
Eu temporal
de todas as multidões
de todas as gerações
de todas as rebeliões
de todo caos natural
e de todo equilíbrio consequente:
eu.
eu indeterminada
eu intermediária
eu atrasada
eu encharcada
a vida vem me pedindo
e o tempo vem me podando
é ele que venta na espreita
que faz de mim voo e me ajeita
que me canta, me acerta, me enfeita
e me prepara pra outra estação