Sonhando acordada à janela, 1904
Carl Frithjof Smith (Noruega 1859-1917)
óleo sobre tela, 100 x 81 cm
Sonhando acordada à janela, 1904
Carl Frithjof Smith (Noruega 1859-1917)
óleo sobre tela, 100 x 81 cm
Flores para Guignard, 2023
Fernando Lucchesi (Brasil, 1947)
acrílica sobre tela, 100 x 100 cm
Vaso de flor e Ouro Preto, década de 30
Alberto da Veiga Guignard (Brasil, 1895-1962)
óleo sobre tela, 40 X 33 cm
Alberto da Veiga Guignard foi um dos nossos grandes pintores da primeira metade do século XX. Foi também professor e sua influência pode ser sentida até hoje quer naqueles que se dedicam às paisagens, quer naqueles que também se situam entre os retratistas. Guignard fez escola no Brasil e até hoje, sessenta anos depois de sua morte, vemos artistas contemporâneos admitirem sua admiração pelo seu trabalho.
Autorretrato, 1891
Eliseu Visconti (Itália-Brasil, 1866-1944)
óleo sobre tela, 50 x 34 cm
Coleção Particular
Lagoa Rodrigo de Freitas, vista de Ipanema, 1988
Celmo Rodrigues (Brasil, 1930-2000)
óleo sobre tela, 35 x 65 cm
Fausto Guedes Teixeira
Negro o cabelo, a fronte iluminada,
O nariz curvo, a boca pequenina,
Nos olhos escuríssimos cravada
Uma estrela no fundo da retina.
Nas faces uma rosa desmaiada
E outra rosa nos lábios purpurina,
Seus pequeninos pés os duma fada
E o seu corpo um corpinho de menina.
Todos os traços cheios de expressão,
Nas mãos um fogo estranho que lhas beija,
Porque eu lhe pus nas mãos o coração.
Eis o esboço rápido daquela
Que, sempre que na vida alguém a veja,
Nunca mais vê ninguém senão a ela!
Natureza morta, 1981
Joanita Cavalcanti (Brasil, 1936)
óleo sobre tela, 50 x 70 cm
Maçãs, s/d
Antonio Rocco (Itália-Brasil, 1880-1944)
óleo sobre madeira, 36 x 56 cm
A Natureza morta com frutas está entre os primeiros exercícios de pintura na vida do estudante. A complexidade aumenta à medida que diferente formas de frutas e legumes aparecem em cima de uma mesa para o aluno representar. Aos poucos professores introduzem novos objetos, de preferência alguns que possam captar reflexões de luz como a bacia de metal na obra de Antônio Rocco, que mesmo sem estar datada, ao que eu saiba, podemos colocá-la como produzida na primeira metade do século XX, já que o pintor faleceu em 1944, no Brasil, ainda antes do final da Segunda Guerra Mundial.
Ambos os quadros são bastante tradicionais na representação. Mas o de Joanita Cavalcanti está mais próximo do que ao final do século XX chamávamos de foto realismo. No entanto ela continua usando objetos de metal próximo às frutas, contrastando as imagens de reflexo da luz no metal e no verniz da mesa.
Quase todos os pintores figurativos se dedicam às vezes com bastante empenho às Naturezas Mortas. Estão entre os temas mais aceitos pelo publico. Aos poucos voltaremos a esses temas.
Quando há pedras nos caminhos,
não fujo rumo aos atalhos,
sou daqueles passarinhos
que não temem espantalhos.
(Ney Damasceno)