As terras de Minas, 1983
Inimá de Paula (Brasil, 1918-1999)
óleo sobre tela, 81 101 cm
As terras de Minas, 1983
Inimá de Paula (Brasil, 1918-1999)
óleo sobre tela, 81 101 cm
Rosas, 2012
Douglas Okada (Brasil, 1984)
óleo sobre tela, 50 x 70 cm
Retrato de menina, 1921
William Charles Penn (GB, 1877–1968)
óleo sobre tela

Gosto imensamente da poesia de Manuel Bandeira. Acho-o, se não o maior poeta do século XX, certamente entre os três mais importantes poetas brasileiros da época. Acredito ter lido quase toda sua obra. Um atrativo a mais para o livro Um beijo de Colombina de Adriana Lisboa é que Manuel Bandeira está presente, ou melhor, é a alma, do romance. Por isso tive grandes expectativas ao abrir o livro.
Adriana Lisboa, por outro lado, só conheço de um livro anterior: Rakushisha. Por ele, a autora passou a figurar no rol de escritores/ poetas favoritos, pois me lembro de sua prosa delicada, cheia de surpresas e inusitadas visões dos temas do cotidiano.

Acreditei, portanto, quando escolhi a leitura desse livro, que iria ter dupla apreciação, que iria ter deleite ao quadrado. A prosa de Adriana Lisboa continua límpida, delicada, mesmo nesta obra, que não é tão poética quanto minha memória atribuía a ela. Manuel Bandeira continua um dos grandes poetas brasileiros de todos os tempos. Mas o poeta Manuel Bandeira perdeu-se nesse texto e Adriana Lisboa não mostrou a mágica de sua prosa-poética vista em outras de suas obras .
A trama se desenrola a partir de um casal de namorados, num relacionamento recente, em que de repente, a namorada, Teresa, morre afogada. Para melhor entender o que acontece o rapaz revê a história deles até o afogamento em Mangaratiba (RJ). Aos poucos um retrato mais detalhado de Teresa, jovem escritora às portas de um sucesso literário retumbante, começa a se firmar e surge a dúvida: teria ela, excelente nadadora , sofrido um golpe do acaso? Ou o afogamento teria sido deliberado, um suicídio?
Adriana Lisboa
A narrativa corre bem pelo primeiro terço do livro, para se perder e chegar a um final quase forçado, como se tivesse sido planejado de antemão e encontrasse dificuldade de desabrochar. O mistério sobre a morte de Teresa, que poderia ser visto como um gancho para puxar o leitor a cada página não parece tão importante nem para o leitor, nem para o namorado narrador. Não vi na trama secundária, seu envolvimento com uma antiga namorada, qualquer propósito a não ser o de lembrar o lugar de residência de Manuel Bandeira.
Enfim, uma ideia boa, com uma narrativa leve, que tinha tudo para ser mais do que só agradável, que infelizmente não chegou a encantar essa leitora. Uma oportunidade perdida. Adriana Lisboa continua com uma bela prosa, mas quase não chega ao que se propõe.
NOTA: este blog não está associado a qualquer editora ou livraria, não recebe livros nem qualquer incentivo para a promoção de livros.
Canal de Marapendi
Raimundo Botelho (Brasil, 1946)
óleo sobre tela, 60 x 80 cm
Cobre, cristais e abacaxi
Pedro Alexandrino ( Brasil, 1864-1942)
óleo sobre tela, 73 x 87 cm
Coleção Particular
Menina lendo
Jahaziel Minor (EUA, contemporânea)
óleo sobre cartão
Paisagem com igreja e casario em Diamantina, MG, 1986
Milton Eulálio (Brasil, 1955)
óleo sobre tela, 50 x 40 cm
Perspectiva agrícola nº 36, década de 1970
Aldir Mendes de Souza (Brasil, 1941-2007)
Óleo sobre tela, 40 x 62 cm
Cesto com flores, cravos brancos e vermelhos, 1955
Domingos Gemelli (Brasil, 1903-1985)
óleo sobre tela, 54 x 73 cm