Ilustração Fred Irvin (1914-2006)
Ninguém nasce, filho ou Pai,
já prontinho e acabado;
dia a dia é que se vai
sendo aos poucos lapidado.
(Amilton Monteiro)
Ninguém nasce, filho ou Pai,
já prontinho e acabado;
dia a dia é que se vai
sendo aos poucos lapidado.
(Amilton Monteiro)
Melões e laranjas
Adilson Santos (Brasil, 1944)
óleo sobre madeira, 81 x 100cm
Cajus, 1997
Reynaldo Fonseca (Brasil, 1925-2019)
óleo sobre eucatex, 63 x 54 cm
E um para ela
Arlene Steinberg (EUA, 1954)
lápis de cor Neocolor II, 36 x 51 cm
Coluna do mexerico
Arlene Steinberg (EUA, 1954)
lápis de cor, 30 x 61 cm
Júbilo
Arlene Steinberg (EUA, 1954)
lápis de cor Neocolor II, 19 x 41 cm
Salsa
Arlene Steinberg (EUA, 1954)
lápis de cor Neocolor_II, 71 x 46 cm
Sinfonia Primaveril
Arlene Steinberg (EUA, 1954)
lápis de cor Neocolor II , 38 x 64 cm
Geléia de morango
Arlene Steinberg (EUA, 1954)
lápis de cor
The Cats Meow
Arlene Steinberg (EUA, 1954)
lápis de cor Neocolor II, 33 x 66 cm
–
Além do arco-iris
Arlene Steinberg (EUA, 1954)
lápis de cor
Sem título
Emmanuel Garant (Canadá, 1953)
óleo sobre tela
Napoleão Bonaparte
Cabra Markhor, 2900-2700 A. C.
Cobre
Mesopotâmia, Início da Primeira Dinastia
Cabra sobre uma base de seis pés, mostrando uma estrutura enorme no seu dorso.
Museu do Iraque, Bagdá
Esta peça mostra extraordinária habilidade em trabalhar o cobre. Sua função é, provavelmente, simbólica para rituais religiosos. Os caprinos Markhor são naturais das montanhas da Ásia Central e do Sul, e são conhecidos por apresentarem chifres encaracolados.
Porto dos barcos, Niterói, 1925
Antonio Garcia Bento (Brasil, 1897 -1929)
óleo sobre tela colada em placa, 24 x 35 cm
Uma leitura interessante
Fritz Wagner (Alemanha,1896-1939)
óleo sobre tela, 31 x 26 cm
Rainer Maria Rilke, Cartas a um jovem poeta.
Esse foi um mês de muitas leituras inacabadas. Da capa ao fim foram só quatro livros. Mesmo o que levou nota ZERO, foi lido até o fim – algumas palavras sobre ele já foram colocadas aqui no blog. Dois livros se destacam: Orbital, resenha seguirá em breve e A ordem do tempo, que não é ficção, mas física, colocarei uma pequena nota ainda esta semana aqui no blog. E vamos em frente… O próximo mês deve trazer mais títulos que se encontram a meio caminho, no momento. Uma obra com demolição paredes, troca de piso, de um vizinho, tem feito a leitura difícil aqui em casa. Desculpas? rs… não tanto, é difícil mesmo.
Jovem grega próximo à fonte, 1850
Jean-Baptiste Camille Corot (França, 1796-1875)
óleo sobre tela, 55 x 39 cm
Louvre
Vicente de Carvalho
“Deixa-me, fonte!” Dizia
A flor, tonta de terror.
E a fonte, sonora e fria
Cantava, levando a flor.
“Deixa-me, deixa-me, fonte!”
Dizia a flor a chorar:
“Eu fui nascida no monte…
“Não me leves para o mar.”
E a fonte, rápida e fria,
Com um sussurro zombador,
Por sobre a areia corria,
Corria levando a flor.
“Ai, balanços do meu galho,
“Balanços do berço meu;
“Ai, claras gotas de orvalho
“Caídas do azul do céu!…”
Chorava a flor, e gemia,
Branca, branca de terror.
E a fonte, sonora e fria,
Rolava, levando a flor.
“Adeus, sombra das ramadas,
“Cantigas do rouxinol;
“Ai, festa das madrugadas,
“Doçuras do pôr do sol;
“Carícias das brisas leves
“Que abrem rasgões de luar…
“Fonte, fonte, não me leves,
“Não me leves para o mar!”
*
As correntezas da vida
E os restos do meu amor
Resvalam numa descida
Como a da fonte e da flor….
Em: Rosa, Rosa de Amor, 1902