À janela, terrier ansioso para ir à caçada na distância, 1877
John Callcott Horsley (GB, 1817-1903)
óleo sobre tela, 61 x 53 cm
À janela, terrier ansioso para ir à caçada na distância, 1877
John Callcott Horsley (GB, 1817-1903)
óleo sobre tela, 61 x 53 cm
Tacho, Espigas de Milho e Cocos sobre a Mesa, 1944
Galdino Guttman Bicho (Brasil, 1888-1955)
óleo sobre madeira, 38 X 50 cm
Água Verde, Curitiba, 1947
Guido Viaro (Itália-Brasil, 1897 – 1971)
óleo sobre tela
Ilustração de Richard Sargent (1911-1978)
Sábio nenhum há completo
Neste mundo, assim entendo:
Por mais que seja correto,
O sábio morre aprendendo…
(Sabino de Campos)
O relógio de pêndulo, 1881
De Scott Evans (EUA, 1847–1898)
óleo sobre tela, 116 x 73 cm
Coleção Particular
Joaquim José Teixeira
A um relógio dava corda
Chavinha de áureo metal,
E mui vaidosa do impulso
Parar não quis afinal.
Forçou, pois, e desta força
Dentro a mola arrebentou,
E do tempo o mecanismo
Sem movimento ficou.
Resolvam, mandem governos
Nas raias do seu poder,
Vejam bem nesta chavinha
Que não basta o só querer.
Em: Poetas cariocas em 400 anos, ed. Frederico Trotta, Rio de Jnaeiro, Editora Vecchi: 1965, p. 143
Joaquim José Teixeira nasceu no Rio de Janeiro em 27 de agosto de 1811 e faleceu também no Rio de Janeiro em 1º de janeiro de 1885. Foi advogado, poeta, romancista, dramaturgo,teatrólogo, tradutor, conferencista, oficial da Ordem da Rosa, sócio-fundador do Instituto dos Advogados Brasileiros e sócio do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Colaborou em vários jornais e revistas. Traduziu Goethe, Molière, Fontaine entre outros.
Obras:
Elogio dramático, 1840
Fábulas, 1865
Versos, 1865
Pensamentos, (versos) 1878
Antecipação
Victor Gabriel Gilbert (França, 1847 – 1933)
óleo sobre tela, 54 x 45 cm
No teatro, 1928
Prudence Heward (Canadá, 1896 – 1947)
óleo sobre tela, 101 x 101 cm
Uma curiosidade literária: famosa personagem teatral que nunca foi vista no palco, torna-se tão popular que passa para a história da língua inglesa, como personagem que lembra decência, propriedade, disciplina, mais tarde considerada como autoridade de censura e tirania social.
Mrs. Grundy foi apresentada ao público inglês pela primeira vez por Thomas Morton, (1764-1838) famoso dramaturgo britânico, na peça Speed-the-plough, (1798) cuja melhor tradução para o título seria Seguindo em frente. Procurei por uma tradução desta comédia em 5 atos no Brasil, não encontrei de pronto. Para essa postagem não valeria a pena procurar muito além da internet. Nesta comédia, Mrs. Grundy é um personagem a quem outros personagens se referem, mas que nunca aparece, desde a primeira cena, quando Dame Ashfield, coberta de inveja, chega em casa e comenta com o marido que, a vizinha, Mrs. Grundy conseguiu melhor preço do que eles na manteiga e no trigo. Daí por diante, passa a ter uma obsessão com a vizinha achando que até o sol sempre parece brilhar mais na terra alheia do que na dela.
“Why don’t thee letten Mrs. Grundy alone? I do verily think when thee goest to t’other world, the vurst question thee’ll ax ‘ill be, if Mrs. Grundy’s there?” [Por que não deixas Mrs. Grundy de lado? Na verdade, acho que quando chegares no outro mundo, a primeira pergunta que farás, se Mrs. Grundy está lá?]
Uma performance em Sadler’s Wells, c. 1808
Durante o século XIX Mrs. Grundy cresceu em sua importância, adquiriu algumas outras características de disciplina, defensora da moral aparecendo como autoridade dos costumes sociais e censura. Quase quarenta e cinco anos depois de sua estreia na peça de Morton, Mrs. Grundy volta ao mundo das letras, no romance Phineas Quiddy (1842) de outro dramaturgo inglês, John Poole (1786–1872). E em 1869, John Stuart Mill, filósofo inglês, publica o livro Sujeição das mulheres, em que defende igualdade para as mulheres, e menciona “quem tem mulher e filhas, tem reféns de Mrs. Grundy. Daí por diante, ela é mencionada como árbitra dos costumes sociais em grande número de obras:
A feira das vaidades (1848), William Makepeace Thackeray
Tempos difíceis (1854), Charles Dickens
Mulherezinhas (1868), Louisa May Alcott
Erewhon (1871), Samuel Butler
A arte de ganhar dinheiro (1880), P.T. Barnun
Lobo do mar (1904), Jack London
Music at Night, (1931), Aldous Huxley
That Hideous Strength, (1945) C.S. Lewis
Entre muitos outros Aimée Crocker, Oscar Wilde, William Gilbert, G. K. Chesterton, James Joyce, Robert A. Heinlein, Philip José Farmer, Mohandas Gandhi, Thomas Hard também se referem a Mrs Grundy.
Ficou famosa e nunca esteve no palco. Famosa sem mostrar a cara. Definitivamente outros tempos, sem redes sociais.
Citação do diálogo da peça,
Em: The Reader’s Handbook of Allusions, References, Plots and Stories, E. Cobham Brewer, London, s/d (possivelmente 1919)
Moça lendo num barco, 1889
Géza Polgáry (Hungria, 1862 – 1919)
óleo sobre tela
Flores, 1966
Enrico Bianco (Itália/Brasil, 1918 – 2013)
óleo sobre chapa de madeira, 73 x 49 cm
Um jogo de damas
Francis Coates Jones (EUA, 1857 – 1932)
óleo sobre tela