Rio de Janeiro, paisagem com Cristo Redentor, 1965
Carlos Geyer (Brasil, 1912 – ?)
óleo sobre madeira, 38 x 54 cm
Rio de Janeiro, paisagem com Cristo Redentor, 1965
Carlos Geyer (Brasil, 1912 – ?)
óleo sobre madeira, 38 x 54 cm
Lendo, 1885
Albert Gustaf Aristides Edelfelt ( Finlândia, 1854-1905)
óleo sobre tela
D. Mariana Carlota Verna de Magalhães, Condessa de Belmonte
Pintura Anônima, século XIX
“D. Mariana Carlota Verna de Magalhães era a mulher daquele Verna de Magalhães, Conde de Belmonte, que viera de Portugal contra a fuga de D. João VI. Tiveram ambos, na corte do rei bonacheirão, destaque brilhante. Verna de Magalhães pertencia àquela velha escola de cortesãos rigidamente protocolares. Não é de admirar, portanto, ter sido a etiqueta que o matasse. Como?
Rezava-se, certa vez, grande missa em ação de graças pelo restabelecimento de D. Pedro, já então imperador. Verna de Magalhães, ardia em febre. Mas o cortesão, ao saber da missa, não vacilou: ergueu-se, meteu a casaca de riço verde, espremeu o pescoço num colarinho de palmo, tocou-se para a igreja a fim de assistir à missa. Estavam no momento mais grave. O padre erguia o cálice. Todos ajoelhados. Eis que, de repente, estronda áspero baque. O povo alvoroça-se Que foi? Isto: Verna de Magalhães desabara no chão. E desabara por quê? Fulminado por súbita apoplexia cerebral.
Está visto que D. Pedro, desde esse desastre, tomou sob a sua alta proteção a viúva do cortesão perfeito.
A senhora Verna Magalhães, condessa de Belmonte, passou a ter na corte de D. Pedro I o mesmo relevo fúlgido que tivera na corte de D. João VI.
***
Acontece que a condessa era linda. Lindíssima! Todos os contemporâneos falam da boniteza dela. Foi tida, sem discrepância, como a mulher mais fascinante da corte.
D. Pedro cobiçou-a. E para D. Pedro, quando cobiçava uma mulher, não havia estorvos. A história com ele era sumária: ver e realizar. Com D. Mariana, porém, fracassaram os atrevimentos do Imperador….”
Em: ‘Dona Mariana Carlota’, Ensaios históricos, Paulo Setúbal, São Paulo, Saraiva: 1950, páginas 9 – 10.

Leitura em família, 1905
George Howard (GB, 1843 – 1911)
aquarela

Pra tirar o pó do amor
saiba que o melhor caminho
sequer passa pela dor:
basta um sopro de carinho.
(Adilson Roberto Gonçalves)
Tomates, cebolas e batatas
Hugo Adami (Brasil, 1899-1999)
óleo sobre tela, 35 x 40 cm
Ilustração americana anos 60.
Camille Lemonnier no ateliê do pintor, 1880
Alfred Stevens (Bélgica, 1823 -1906)
óleo sobre tela
Mulher lendo
Irena Łuczyńska-Szymanowska (Polônia,1890-1966)
óleo sobre tela, 56 x 49 cm
Museu Nacional de Varsóvia
Tocando Violão, 2006
Tony Lima (Brasil, 1964)
óleo sobre tela, 80 x 60 cm
Elmano Queiroz
Não sei porque nas horas sossegadas,
Comove tanto a música das ruas.
Parece que, alta noite, essas baladas,
Relembra, coisas íntimas passadas
Em fases mais ditosas de outras luas.
Parece que o cantar do boêmio errante
Vai derramado pela noite fora,
Motivos simples de canções de outrora.
Reminiscências de lugar distante.
Uma capela rústica, pequena,
Ao pé do morro, entre árvores antigas…
Outras vozes simpáticas, amigas…
O luar na aldeia… as noites de novenas.
Os goivos das saudades que passaram
Ressuscitam, na alcova, a noite morta,
Quando esses boêmios passam pela porta,
Cantando essas canções, que outros cantaram.
Lembram noites da infância… A alma assustada…
Um tropel… um rumor… um bater d’asa…
As goteiras, chorando na calçada…
O caboré gemendo, atrás da casa…
Tudo desperta, no silêncio d’alma,
Quando passam cantando pela rua,
Na alcova, a insônia… lá por fora, a calma…
E na volúpia que da Lua transborda
A imagem da saudade branca e nua…
Depois, ao longe, um cão, que um ébrio acorda,
Fica na solidão ladrando à luz…
Em: A lira na minha terra: poetas antigos e contemporâneos no Pará, Clóvis Meira, Belém: 1993, p.114-5