Rio de Janeiro, um parque à beira-mar

7 08 2020

 

 

Carlos Geyer (Brasil, 1912), oleo sobre madeira, iRio de Janeiro, paisagem com cristo redentor, 1965, 38 x 54 cmRio de Janeiro, paisagem com Cristo Redentor, 1965

Carlos Geyer (Brasil, 1912 – ?)

óleo sobre madeira, 38 x 54 cm





Imagem de leitura — Albert Edelfelt

7 08 2020

 

 

 

Albert Ederfelt, Reading 1885,Lendo, 1885

Albert Gustaf Aristides Edelfelt ( Finlândia, 1854-1905)

óleo sobre tela





Dona Mariana Carlota, texto de Paulo Setúbal

6 08 2020

 

647px-Condessa_de_BelmonteD. Mariana Carlota Verna de Magalhães, Condessa de Belmonte

Pintura Anônima, século XIX

 

 

“D. Mariana Carlota Verna de Magalhães era a mulher daquele Verna de Magalhães, Conde de Belmonte, que viera de Portugal contra a fuga de D. João VI. Tiveram ambos, na corte do rei bonacheirão, destaque brilhante.  Verna de Magalhães pertencia àquela  velha escola de cortesãos rigidamente protocolares. Não é de admirar, portanto, ter sido a etiqueta que o matasse.  Como?

Rezava-se, certa vez, grande missa em ação de graças pelo restabelecimento de D. Pedro, já então imperador.  Verna de Magalhães, ardia em febre.  Mas o cortesão, ao saber da missa, não vacilou: ergueu-se, meteu a casaca de riço verde, espremeu o pescoço num colarinho de palmo, tocou-se para a igreja a fim de assistir à missa. Estavam no momento mais grave. O padre erguia o cálice.  Todos ajoelhados. Eis que, de repente, estronda áspero baque. O povo alvoroça-se Que foi? Isto: Verna de Magalhães desabara  no chão. E desabara por quê? Fulminado por súbita apoplexia cerebral.

Está visto que D. Pedro, desde esse desastre, tomou sob a sua alta proteção a viúva do cortesão perfeito.

A senhora Verna Magalhães, condessa de Belmonte, passou a ter na corte de D. Pedro I o mesmo relevo fúlgido que tivera na corte de D. João VI.

 

***

Acontece que a condessa era linda. Lindíssima! Todos os contemporâneos falam da boniteza dela. Foi tida, sem discrepância, como a  mulher mais fascinante da corte.

D. Pedro cobiçou-a.  E para D. Pedro, quando cobiçava uma mulher, não havia estorvos. A história com ele era sumária: ver e realizar.  Com D. Mariana, porém, fracassaram os atrevimentos do Imperador….”

 

Em: ‘Dona Mariana Carlota’, Ensaios históricos, Paulo Setúbal, São Paulo, Saraiva: 1950, páginas 9 – 10.

 





Imagem de leitura — George Howard

6 08 2020

 

 

George Howard (GB) a family reading

Leitura em família, 1905

George Howard (GB, 1843 – 1911)

aquarela





Trova da renovação

5 08 2020

 

limpando a casa, silhueta

 

Pra tirar o pó do amor

saiba que o melhor caminho

sequer passa pela dor:

basta um sopro de carinho.

 

(Adilson Roberto Gonçalves)





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

5 08 2020

 

 

 

Hugo Adami (Brasil, 1899-1999)Tomates, cebolas e batatas, ost, 35x40Tomates, cebolas e batatas

Hugo Adami (Brasil, 1899-1999)

óleo sobre tela, 35 x 40 cm





Na boca do povo: escolha de provérbio popular

4 08 2020

 

 

 

7e86acbe4a297b42c714b5c8f2734300Ilustração americana anos 60.

 

 

“Do prato à boca, perde-se a sopa.”





O escritor no museu: Camille Lemonnier

4 08 2020

 

 

alfred_stevens_lemonnierCamille Lemonnier no ateliê do pintor, 1880

Alfred Stevens (Bélgica, 1823 -1906)

óleo sobre tela





Imagem de leitura — Irena Łuczyńska-Szymanowska

3 08 2020

 

 

Woman Reading by Irena Łuczyńska-Szymanowska (Polish,1890-1966); oil on canvas, 56 x 49, National Museum, Warsaw.Mulher lendo

Irena Łuczyńska-Szymanowska (Polônia,1890-1966)

óleo sobre tela, 56 x 49  cm

Museu Nacional de Varsóvia





Serenata, poesia de Elmano Queiroz

3 08 2020

 

 

Tony Lima (Brasil, 1964),Tocando Violão,80 x 60 cm – OST,Ass. CID e Dat. 2006Tocando Violão, 2006

Tony Lima (Brasil, 1964)

óleo sobre tela, 80 x 60 cm

 

Serenata

Elmano Queiroz

 

Não sei porque nas horas sossegadas,

Comove tanto a música das ruas.

 

Parece que, alta noite, essas baladas,

Relembra, coisas íntimas passadas

Em fases mais ditosas de outras luas.

 

Parece que o cantar do boêmio errante

Vai derramado pela noite fora,

Motivos simples de canções de outrora.

 

Reminiscências de lugar distante.

 

Uma capela rústica, pequena,

Ao pé do morro, entre árvores antigas…

Outras vozes simpáticas, amigas…

O luar na aldeia… as noites de novenas.

 

Os goivos das saudades que passaram

Ressuscitam, na alcova, a noite morta,

Quando esses boêmios passam pela porta,

Cantando essas canções, que outros cantaram.

 

Lembram noites da infância… A alma assustada…

Um tropel… um rumor… um bater d’asa…

 

As goteiras, chorando na calçada…

O caboré gemendo, atrás da casa…

 

Tudo desperta, no silêncio d’alma,

Quando passam cantando pela rua,

Na alcova, a insônia… lá por fora, a calma…

E na volúpia que da Lua transborda

A imagem da saudade branca e nua…

 

Depois, ao longe, um cão, que um ébrio acorda,

Fica na solidão ladrando à luz…

 

[1924]

 

Em: A lira na minha terra: poetas antigos e contemporâneos no Pará, Clóvis Meira, Belém: 1993, p.114-5