Minhas leituras em 2020

28 12 2020

O livro aberto

Felix Appenzeller (Suíça, 1892- 1964)

 

Nem sempre consegui ler durante o período de reclusão social da pandemia do Corona VIrus.  Muita mudança.  Nem sempre  tranquilidade me acompanhou  e me encontrei de março a dezembro lendo e relendo as mesmas passagens de livros, com a sensação de que não as entendia ou de que os livros eram intermináveis.  Mesmo assim li quarenta e três livros, dos quais 3 foram relidos

 

 

Aqui está a lista do que li, sem qualquer ordem

 

Salvando a Mona Lisa, Gerri Chanel

Quatro mulheres sob o sol da Toscana, Frances Mayes

A vida pela frente, Émile Ajar

A distância entre nós, Thrity Umrigar

O maravilhoso bistrô francês, Nina George

Uma fortuna perigosa, Ken Follett

A caderneta de endereços vermelha, Sofia Lundberg

 A casa holandesa, Ann Patchett

Ninguém precisa acreditar em mim, Juan Pablo Villalobos

Uma dor tão doce, David Nicholls

Caçando carneiros, Haruki Murakami

Um lugar bem longe daqui, Delia Owens

Vasto mundo, Maria Valéria Rezende

Nenhum olhar, José Luís Peixoto

Me chame pelo seu nome, André Aciman

Nada ortodoxa, Deborah Feldman

Três irmãs, três rainhas, Philippa Gregory

O desvio, Gerbrand Bakker

Os sete maridos de Evelyn Hugo, Taylor Jenkins Reid

Os segredos que guardamos,  Lara Prescott

A paciente silenciosa,  Alex Michaelides

Pátria, Fernando Aramburu

Eleanor Oliphant está muito bem, Gail Honeyman

A espiã vermelha, Jennie Rooney

O crepúsculo e a aurora, Ken Follett

Herdando uma biblioteca, Miguel Sanches Neto

Trânsito, Raquel Cusk

The plot against America, Philip Roth

[Complô contra a América, na tradução em português, Cia das Letras]

A maçã envenenada, Michel Laub

The essays of Leonard Michaels

Eve in Holywood, Amor Towles

The Secret Cypher of Albrecht Durer, Elizabeth Garner

She wolves, Helen Castor

O canto da rosa, Rosa Goldfarb

James Abbott McNeil Whistler, William Miller

The Hammock, Lucy Paquette

21 Lessons for the 21st century, Yuval Noah Harari

[21 lições para o século XXI, na tradução em português, Cia das Letras]

The Impressionist Quartet, Jeffrey Meyers

Biografia do Língua, Mário Lúcio Sousa

As verdadeiras riquezas, Kaouther Adimi

A herdeira, Daniel Silva

Branca Bela, Geraldo França de Lima

O jogo das contas de vidro, Herman Hesse

4321, Paul Auster

Esses três últimos livros foram relidos. 

 

De todos, quais as minhas recomendações?  RECOMENDO SEM RESTRIÇÔES

Caçando carneiros, Haruki Murakami

Complô contra a América, Philip Roth

Espiã vermelha, A  Jennie Rooney

Me chame pelo seu nome, André Aciman

21 lições para o século XXI, Yuval Noah Harari

 

 

Não preciso dizer que os três livros relidos são todos também recomendados sem restrições:

Branca Bela, Geraldo França de Lima

Jogo das contas de vidro, O, Herman Hesse

4321, Paul Auster

 





Em casa: Robert Weise

27 12 2020

Mágica natalina, 1905

[Crianças debaixo da árvore de Natal]

Robert Weise (Alemanha, 1870 – 1923)

óleo sobre tela





Flores para um sábado perfeito!

26 12 2020

No vaso azul

Ana Goldberger (Brasil, 1947 – 2019)

acrílica sobre tela, 40 x 40 cm





Melhores leituras do ano para o grupo ENCONTROS NA PRAÇA

25 12 2020

 

O grupo de leitura Encontros na Praça, inaugurado em 2020, teve  um único encontro físico, em março.  Desde então os encontros foram virtuais, por causa da pandemia do CORONA-VIRUS.  O grupo é formado por dez mulheres, de diferentes ramos de atividade,  que através dos meses de reclusão social, mudaram seus hábitos, maneiras de exercer profissões, mudaram de endereço e assim mesmo escolheram a leitura como uma das muitas maneiras de manter os longos dias fora do que era normal, preenchidos de maneira agradável.  O grupo um dia voltará a se encontrar  pessoalmente, mas por enquanto não tem previsão da data para isso acontecer, principalmente agora, no final do ano quando a cidade do Rio de Janeiro vê nova onda de contágio, pior do que no início do ano.

 

Por causa da própria pandemia houve meses em que o grupo leu mais de um livro.  Por isso, mesmo tendo só nove encontros essas leitoras se dedicaram à leitura de treze livros.

 

 

Os melhores do ano:
  • A distância entre nós, Thrity Umrigar
  • Um cavalheiro em Moscou, Amor Towles
  • A trégua, Mario Benedetti

LIVROS LIDOS

 

1 – A uruguaia, Pedro Mairal

2 – Salvando a Mona Lisa, Gerri Chanel

3 – Quatro mulheres sob o sol da Toscana, Frances Mayes

4 – A vida pela frente, Émile Ajar

5 – A distância entre nós, Thrity Umrigar

6 – Nora Webster, Cólm Toibín

7 – O leitor do trem das 6:27, Jean-Paul Didierlaurent

8 — O último amigo, Tahar Ben Jelloun

9 – Um cavalheiro em Moscou, Amor Towles

10 – O maravilhoso bistrô francês, Nina George

11 – Uma fortuna perigosa, Ken Follett 

12 – Cerejas de maio, Judy Botler

13 – A trégua, Mario Benedetti





Natal

24 12 2020

Sergey Yakovlevich Dunchev  (Rússia, 1916 – 2004)





Belas Naturezas Mortas Natalinas de Sansão Pereira

23 12 2020

Natureza morta

Sansão Pereira (Brasil, 1919 – 2014)

Óleo sobre tela, 80 X 100 cm

 

 

 

 

Natureza morta

Sansão Pereira (Brasil, 1919 – 2014)

Óleo sobre tela, 80 X 100 cm

 

 

Natureza morta

Sansão Pereira (Brasil, 1919 – 2014)

Óleo sobre tela, 100 X 80 cm

Natureza morta

Sansão Pereira (Brasil, 1919 – 2014)

Óleo sobre tela, 80 X 100 cm

 

 

Natureza morta

Sansão Pereira (Brasil, 1919 – 2014)

Óleo sobre tela, 80 X 100 cm





Mãe, poema de Stella Leonardos

22 12 2020

Maternidade

Aurélio d’Alincourt (Brasil, 1919 – 1990)

óleo sobre placa, 41x 33 cm

 

Mãe

 

Stella Leonardos

 

Tudo que há na fonte pura

Vem da mina de onde brota

E do fundo da espessura

Nasce a sombra de uma grota.

Todo verdor de uma planta

Deve à terra seu verdor.

Todo pássaro que canta

Herdou raça de cantor.

Qualquer gesto bom que eu tenha,

Toda vez que eu ficar triste,

Todo sonho que me venha,

Tudo que em mim houve e existe

Será teu, Mãe. Porque és água,

Pedra e chão, rama e raiz

De meu mundo: quer na mágoa

Quer no momento feliz.

 

Em: Pedra no Lago, Stella Leonardos, Rio de Janeiro, Livraria São José:1956, p. 45

 





Ao Pé da Letra escolhe as melhores leituras do ano

21 12 2020

A votação das melhores leituras do ano do Grupo  de Leitura Ao Pé da Letra  aconteceu ontem na última reunião, neste ano em que desde março os encontros são virtuais, e continuarão assim indefinidamente.  Durante a pandemia as discussões têm sido mais ordeiras, ninguém pode falar fora de ordem, um tanto menos detalhadas, para não demorar muito, mas laços de amizade se solidificaram porque o grupo se reuniu virtualmente mais vezes para conversar, fora dos encontros sobre livros, para ajudar a passar momentos de ansiedade e ajuste às circunstância da pandemia, no Rio de Janeiro.  Foram doze livros lidos, e este foi o resultado da votação:

O melhor do ano:

Nada ortodoxa, Deborah Feldman

Em segundo lugar:

Me chame pelo seu nome, André Aciman

Em terceiro lugar:

4321, Paul Auster

Outros livros lidos:

Vasto mundo, Maria Valéria Rezende

O jogo das contas de vidro, Herman Hesse

Nenhum olhar, José Luís Peixoto

Uma dor tão doce, David Nicholls

Caçando carneiros, Haruki Murakami

Um lugar bem longe daqui, Delia Owens

A caderneta de endereços vermelha, Sofia Lundberg

 A casa holandesa, Ann Patchett

Ninguém precisa acreditar em mim, Juan Pablo Villalobos





Em casa: Herbert James Gunn

20 12 2020

Pauline no vestido amarelo, 1944

Herbert James Gunn (GB, 1893-1964)

óleo sobre tela

Harris Museum & Art Gallery, Preston





Uma vida entre amigos

19 12 2020

Natureza morta: livros, maçãs, janela

Dmitri Annenkov (Rússia, 1965)

óleo sobre tela

Aos setenta e cinco anos Maria Albertina Anachoreta Amazonas não hesitou aceitar o convite para participar do grupo de leituras Papalivros.  Em dezessete anos esteve ausente cinco vezes, mas leu cada um e todos os livros sugeridos. Participou ativamente das discussões com entusiasmo, ouvindo opiniões diversas e defendendo a visão do que lia. Entrou no Papalivros em 2003, membro fundador, e dividiu conosco sua experiência, contando, quando era apropriado, histórias de alunos que teve numa vida dedicada ao magistério.  Dona de repertório de piadas variado, sempre nos presenteou com momentos de riso solto e alegria, mostrando àqueles que a conheciam o prazer de estar viva e gratidão pelo que lhe coube em vida. Dona de prodigiosa memória, Albertina nos deliciou com vinhetas de sua época de jovem moradora na Tijuca, das vesperais dançantes do Tijuca Tênis Club, da paixão à primeira vista por seu marido, das idas aos cinemas da Praça Saens Peña, dos dias de faculdade no Instituto Lafayette.

Neste mês, no entanto, aos noventa e dois anos de idade, Albertina nos deixou.  Desde o início da reclusão social ela sofreu com a falta dos encontros com amigas; pela abstenção das idas ao cinema, um dos passatempos favoritos; com a ausência dos chazinhos à tarde nas confeitarias do Flamengo, bairro onde morou por muitos anos.  Gregária e  muito querida, padeceu com a solidão que lhe foi imposta.  Ficou triste.  Não teve interesse de participar dos encontros virtuais.  Se para nós eles já parecem insatisfatórios, como esperar que suprissem a necessidade de socialização de uma senhora sem domínio da internet? Até que o corpo cansou. Foi-se.  Ficamos nós, dezenove companheiras de leitura,  de conversas, de telefonemas, de idas ao cinema ou ao chá da tarde, companheiras de bons momentos e das preocupações gerais; ficamos nós, de repente, sentindo um vazio imenso que mesmo assim mal reflete o espaço de importância que Albertina teve em nossas vidas. Ficamos com  imensas saudades, parecendo roubadas, trapaceadas, pelas circunstâncias, pela  pandemia, pelo desenrolar inesperado de eventos até este ano impensáveis; enganadas e traídas por não podermos mais desfrutar de sua alegria e entusiasmo.  Adeus Albertina, vá em paz.

Deixa o marido, Mário, dois filhos e dois netos.

Albertina Amazonas (1928-2020) com o escritor e seu ex-aluno, Francisco Azevedo, num dos encontros do Papalivros.