Luxo na Roma antiga: calor no símbolo do poder

27 10 2025
Mosaico romano e casal reclinado na cama. cópia de obra grega. 

 

Quando vemos as ruínas das casas romanas, raramente nos damos conta de que abaixo dos complexos mosaicos, se as casas eram de pessoas de posses ou de influência, poderia haver um sistema de aquecimento do chão, principalmente em comunidades romanas localizadas em território de longos invernos.

Os romanos foram os grandes engenheiros do mundo ocidental, não há como negar.  Muito do que inventaram e construíram ainda é usado nos dias de hoje, com adaptações e ajustes, é claro.  O sistema de aquecimento do piso das casas luxuosas do império, leva o nome de hipocausto romano.  Era baseado no ar quente que circulava por dutos.  Esse ar quente vinha de fornalhas, mantidas em constante lume através de escravos: homens aprisionados, de qualquer lugar do planeta mas terras incorporadas ao império depois de guerras. 

 

 

 

O hipocausto apareceu primeiro como um serviço à população, fazendo possível o aquecimento da água quente para os populares banhos públicos.  Mais tarde o mesmo sistema foi transposto para as casas dos muito abastados, assim como hoje vemos casas de pessoas com posses que usufruem de cinemas em casa, de academia de exercícios em casa e outros luxos privados. 

O primeiro hipocausto de que se tem notícia é do século I AC, construído por arquitetos que serviam a Marcus Agrippa, genro do imperador Augustus.  O sistema foi implantado nos banhos públicos não só em Roma, como em suas províncias. Mas a técnica se espalhou rapidamente e foi adotada tanto para o consumo público como para as casas particulares. Já no século II da nossa era, sob o reinado de Adriano e de Antoninus Pius o aquecimento dos pisos das casas ricas do império era bastante comum.  E o aquecimento do lar se transformou num símbolo de luxo e riqueza.

 

 

Ruínas mostrando o sistema de aquecimento de um banho romano em Chester, Inglaterra.





Paisagens brasileiras…

26 10 2025

Paisagem, estradinha em Secretário, Petrópolis, 1971

Edgar Walter (Brasil, 1917-1994)

óleo sobre tela, 73 x 92cm

 

 

Cena rural

Giuseppe Perissinotto (Itália-Brasil, 1881-1965). CEN

óleo sobre cartão. 54 x 36 cm





Em casa: Vicente Palmaroli y Gonzáles

26 10 2025

À janela

Vicente Palmaroli y Gonzáles (Espanha, 1834-1896)

óleo sobre painel de mogno, 42 x 30 cm

 

 

Tenho tido pedidos para colocar detalhes dos quadros no blog.  Nem sempre conseguirei.  Porque aumenta o número de ações que preciso fazer antes de postar as fotos, aumentando o tempo que dedico a cada postagem.  Em média passo de 60 a 90 minutos por dia com as postagens no blog (procurando a ilustração, o texto, se combinam ou não, etc., julgando, bem ou mal se está bom, se é uma ciatação verdadeira, etc.  Depois de achar um tela, ainda aumentar a resolução, dá um pouquinho mais de trabalho).  Vocês já devem ter notado que quando não tenho muito tempo tempo, ou se estou viajando, vai só uma postagem naquele dia mesmo.  Não gosto de trabalhar no blog pelo celular.  Trabalho no computador, porque tenho tela grande, maior que o normal, para minhas aulas. Estou acostumada com o espaço. Trabalhar com o telefone não dá muito certo para mim.  E algumas vezes, pré-datando as postagens, às vezes elas saem um pouco fora de ordem.  Minha culpa, na maioria das vezes.

IA ultimamente tem me ajudado em aumentar a resolução. Mas tenho procurado soluções gratuitas.  Essas coisas estão em constante evolução e nem sempre os programas se atualizam. Acaba saindo muito caro para um mero hobby.  Porque esse blog é um hobby, vocês sabem…  Aqui está uma foto cuja resolução foi aumentada por IA (quatro vezes).  E os cortes feitos por mim.  As obras contemporâneas, em geral mais simples nas composições e com menos detalhes, não se prestam a esse tipo de refinamento do conhecimento.

 

 

DETALHE DA OBRA ACIMA de Vicente Palmaroli y Gonzáles 

 

DETALHE DA OBRA ACIMA de Vicente Palmaroli y Gonzáles 

 

 

DETALHE DA OBRA ACIMA de Vicente Palmaroli y Gonzáles 





Trova do acidente

25 10 2025
“Minha nossa é o carro deles!… Pare, por favor… eu desço”, Tintin o detetive belga, por Hergé.

 

 

Todo “barbeiro” sustenta

que a batida foi assim:

– Veio um poste a mais de oitenta,

na contra-mão, contra mim!…

(Izo Goldman)





Flores para um sábado perfeito!

25 10 2025

Vaso com rosas e cravos, década de 1940

Carlos Oswald (Brasil, 1882-1972)

óleo sobre tela, 68 X 90 cm 

 

 

 

Vaso com rosas amarelas

Jorge Reider (Austria-Brasil, 1912-1962)

óleo sobre tela,  50 x 70 cm





Telefone sem fio, poesia infantil de Dilan Camargo

25 10 2025
E-fone de lata, 2005, por Ivan Cruz

 

 

 

Telefone sem fio

 

  Dilan Camargo

 

O primeiro disse:

“excelente”.

O último entendeu:

“isso é leite”.

 

O primeiro disse:

“Ana de salto alto”.

O último entendeu:

“banana no asfalto”.

 

O primeiro disse:

“abracadabra

palavra mágica”.

O último entendeu:

“água prá cabra

que vai de viagem”.

 





Leitura é mágica!

24 10 2025
Ilustração Maurice Sendak.





Flash!

24 10 2025
Manuel Bandeira dedilha um violão. 





Vento do mar e o sol no meu rosto a queimar…

24 10 2025

Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 1949

Carlos Chambelland (Brasil,1884 – 1950)

óleo sobre tela 33 x 41 cm





Peregrinos de Santiago de Compostela, Claudia Piñeiro

23 10 2025
Aquarela, Jennifer Lawson.

 

 

Não tenho dúvidas de que muitos dos que caminham também não acreditam em nenhum deus, são tão ateus quanto eu. Não é a religião que os leva a fazer o Caminho de Santiago. Completam o percurso com o objetivo de chegar a um lugar concreto, de ter um objetivo, uma certeza. E provar para si mesmos que podem realizar o que se propuseram a fazer, como um desafio. Acreditam em si mesmos, em sua perseverança, em sua fortaleza física e anímica para não desistir antes de chegar. É nisso que depositam sua fé, neles mesmos.”

 

Claudia Piñeiro, Catedrais