As andorinhas, texto de Coelho Neto

20 05 2024
Cartão Postal, 1ª metade do século XX.

 

 

 

As andorinhas

 

Coelho Neto

Ei-las de volta, enchendo o ar fino e o campo convalescente com os seus ríspidos trinços, com os ruflos das suas pequeninas asas pretas. Ei-las de volta, em bando — umas que pousam no beiral dos telheiros, bicando as penas, saracoteantes ; outras que seguem para o lado fresco das ilhas, onde os vinhais se enfolham.

Ei-las de volta, as andorinhas, que foram invernar em um país sem bruma, recendente e tépido.

Abrem-se todas as gelosias; querem todos vê-las; recebem-nas sorrindo.

Vergônteas nascem nos esqueletos das árvores e florinhas tenras abrem corolas tímidas.

Um azul limpo substitui a nivosa tristura do céu. Aí chega a primavera; começam a aparecer viçosos ramos. De todas as ruínas, de todas as cavernas, abrem coo chilreando, passarinhos novos.

É a vida que reaparece.

Primavera!

 

Em: Português para o Ginásio, José Cretella Júnior, Cia. Editora Nacional. 15ª edição, Sã Paulo, p. 48.

 

 

Raramente comento esses textos que posto.  Mas um texto tão pequeno com tantas palavras que eu não conheço.  Fica difícil!





Dia a dia…

20 05 2024

Não sou a organizadora deste grupo.  Sou participante.  Nele temos quatro artistas plásticas, algumas psicólogas, duas professoras de história da arte, uma formada em cinema, uma empresária aposentada uma médica e uma engenheira  o grupo se encontra aproximadamente uma vez por mês.  E tem uma coisa muito boa, às terças-feiras à noite, temos um encontro via ZOOM, quando lemos ao vivo, cada uma algumas páginas de livros que provavelmente não leríamos sozinhas.  Desta maneira, já lemos dois livros de Yuval Noah Harari: Sapiens e 21 lições para o século XXI; Marcelo Gleiser, A dança do universo, Jorge Caldeira, A história da riqueza no Brasil (leitura atual).  Essas leituras de terças-feiras são em paralelo a qualquer leitura mensal.  Nem todas participam das leituras de via Zoom, vai depender do assunto.  Mas aprendemos muito, fora das nossas áreas de especialização.  Nem todas estavam presentes nesta tarde.





Paisagens brasileiras…

19 05 2024

Paisagem com rio

Campos Ayres (Brasil, 1881-1944)

óleo sobre madeira, 25 x 40 cm

 

 

 

Paisagem, década de 20

Alfredo Volpi (Itália-Brasil, 1896-1988)

óleo sobre tela, 30 x 37 cm

 

 

 

Paisagem do Dique na Bahia, 1980

Jenner Augusto (Brasil, 1924 – 2003)

óleo sobre tela, 37 x 61 cm





Em casa: Eszter Szabo

19 05 2024

Miss November

Eszter Szabo, (Hungria, 1979)

acrílica sobre tela, 70 x 50 cm





Flores para um sábado perfeito!

18 05 2024

Natureza morta, 1936

Monteiro França (Brasil,1876 – 1944)

óleo sobre tela, 71 x 53 cm

 

 

 

Flores do campo

P. LICATTI [José Paulo Licatti]  (Brasil, 1910-1990)

óleo sobre tela, 41 X 33 cm





Dia a dia…

18 05 2024

ENCONTRO DE ESCRITORES –  Aqui estou eu, o poeta e letrista paulista José Mauro e a encantadora Aninha na porta Livraria Argumento, no Leblon, depois de um delicioso jantar no Café Severino.  Foi uma das noites mais agradáveis que passei nos últimos tempos, que espero poder repetir em breve.  José Mauro tem diversas letras de músicas em seu portfólio assim como alguns prêmios.





Rio de sol, de céu, de mar…

17 05 2024

Mosteiro de Santo Antônio, 1937

Milton Dacosta (Brasil,1915-1988)

óleo sobre madeira, 25 x 31 cm

 





Trova do destino

16 05 2024
Ilustração, Clarence Coles Phillips (EUA, 1880-1927)

 

 

 

Ao beijar a tua mão,

que o destino não me deu,

tenho a estranha sensação

de estar roubando o que é meu.

 

(Durval Mendonça)





Imagem de leitura: Arthur Timotheo da Costa

16 05 2024

Leitura, 1921

Arthur Timótheo da Costa (Brasil, 1882-1922)

óleo sobre tela, %7 x 49 cm





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

15 05 2024

Copa

Giovanni Gargano (Brasil, 1952)

óleo sobre tela, 46 x 55 cm

 

 

 

Natureza morta

Henri Carrières (França-Brasil, 1947)

óleo sobre tela,  50 X 60 cm