Natureza morta, 1969
Luiz Verri (Brasil, 1912-1990)
óleo sobre tela, 46 x 38 cm
Flores, 1996
Carlos Bracher (Brasil, 1941)
óleo sobre tela, 81 x 100 cm
Natureza morta, 1969
Luiz Verri (Brasil, 1912-1990)
óleo sobre tela, 46 x 38 cm
Flores, 1996
Carlos Bracher (Brasil, 1941)
óleo sobre tela, 81 x 100 cm
Rapaz com capucho
Carlos Alberto Petrucci (Brasil, 1919 – 2012)
óleo sobre tela
Mário Faustino
O mar reza por mim
Somente sua voz terrível é digna daquele
a quem retorno o mais triste dos homens
embora nunca tenha sido o pródigo
Sou apenas uma pobre criança
pela primeira vez diante de si própria
E que tenho medo
As imagens penetram a face intacta
e os ouvidos resistem à sinfonia
nada mudou apenas eu transbordo.
Também há quantos eu não escrevo poemas?
Há miríades de séculos irmão,
25/2/1948
Em: O homem e a sua hora e outros poemas, Mário Faustino, org. Maria Eugenia Boaventura, São Paulo, Companhia das Letras: 2009, p. 203
Aterro do Flamengo, Rio de Janeiro, 1988
Hyram Ney de Araújo Silva (Brasil, 1934-2010)
acrílica sobre tela
GENTE QUE ADICIONA
Ontem passei um final de tarde delicioso com Cláudia Palma., minha ex-aluna que hoje encabeça o programa Os contos dão conta, que é a transformação através da conto-terapia. Cláudia é formada em arte terapia Junguiana e atualmente se dedica à leitura de contos como meio de terapia. Excelente aluna, entusiasta de sua profissão, acabou tornando seu conhecimento no sucesso que eu já esperava que fosse ter. Pessoa de alto astral, grande vivência e excelente cultura, iluminou minha tarde com muito gosto. Conversamos sobre tudo do bairro da Gávea onde nós duas crescemos, em diferentes épocas, às novidades trazidas pelo Instagram, e é claro boa parte do tempo falamos sobre Mulheres que correm com os lobos, de Clarissa Pinkola Estés, livro importante para as duas. O volume de Cláudia bate o meu em uso e marcações. Precisaremos repetir, havia muito tempo que não nos víamos.
Quem acompanha este blog por algum tempo, nestes dezesseis anos de postagens diárias, sabe que tenho gosto pelos premiados pelo Booker (prêmio de literatura). Em geral tenho mais afinidade com os premiados pelo Booker do que pelos premiados pelo Pulitzer ou pelo National Book Critics Award, ambos americanos, ou do que o Nobel de literatura. Nem todos os livros do Goncourt, (França) nem do Jabuti (Brasil) me agradam. Não sei explicar exatamente as razões. Talvez seja uma questão dos livros que li na minha formação… Mas não importa, sempre aguardo com ansiedade a longa lista dos finalistas do Booker, que saiu hoje, para o prêmio de 2024. São treze, ao todo. A baker’s dozen. [Uma dúzia de padeiro] Desses treze, a lista se reduzirá em seis e desses então teremos o vencedor do ano. Tento ler o maior número possível deles todos, tarefa que se tornou mais fácil depois que pudemos comprar esses livros em suas versões eletrônicas e ler… ler… ler… Aqui vai a lista que saiu hoje. Há alguns nomes bastante conhecidos. Rachel Kushner parece estar já há uns dois ou três anos nos lábios de qualquer pessoa interessada nos livros lidos do momento. Apesar de interessante, ela não faz parte do meu grupo de grandes favoritos.
Wild Houses by Colin Barrett
Headshot by Rita Bullwinkel
James by Percival Everett
Orbital by Samantha Harvey
Creation Lake by Rachel Kushner
My Friends by Hisham Matar
This Strange Eventful History by Claire Messud
Held by Anne Michaels
Wandering Stars by Tommy Orange
Enlightenment by Sarah Perry
Playground by Richard Powers
The Safekeep by Yael van der Wouden
Stone Yard Devotional by Charlotte Wood
Há muito poucos desses escritores que conheço de outros livros. Nenhum desses títulos já se encontra publicado no Brasil. Mas conheço Rachel Kushner, Percival Everett, e Anne Michaels e conheço de nome, sem nunca ter lido, Hisham Matar, Claire Messud.
E vocês? Gostam do Booker? Preferem os escritores no Nobel? Do Goncourt? Do Jabuti? Conhecem alguns desses escritores selecionados entre os melhores para serem finalistas do prêmio deste ano?