Vendedor de Frutas, 1925
Tarsila do Amaral (Brasil, 1886-1973)
óleo sobre tela, 108 x 84 cm
Museu de Arte Moderna, Rio de Janeiro
Baiana
Ivan da Silva Moraes (Brasil, 1936-2003)
óleo sobre tela, 99 x 81 cm
Vendedor de Frutas, 1925
Tarsila do Amaral (Brasil, 1886-1973)
óleo sobre tela, 108 x 84 cm
Museu de Arte Moderna, Rio de Janeiro
Baiana
Ivan da Silva Moraes (Brasil, 1936-2003)
óleo sobre tela, 99 x 81 cm
Em 1934, depois de ler uma história de Ernest Hemingway na revista Cosmopolitan intitulada One Trip Across, mais tarde publicado no livro To have and to have not — publicado em português e traduzido por Luiz Peazê comoTer e Não ter — o jovem Arnold Samuelson, recém formado jornalista americano, viajou mais de três mil quilômetros para se encontrar com o autor do conto que tanto lhe impressionara.
Não foi um encontro fácil para o jovem viajante. Mas valeu-lhe a espera de dois dias até ser recebido na varanda de Hemingway para um bate-papo. Samuelson depois de conversar com o escritor por algum tempo, explicando de sua dificuldade em realizar o sonho de escrever ficção, Hemingway finalmente o aconselhou a evitar os escritores contemporâneos. Ele deveria, no entanto. competir, com os que já haviam morrido e se mirar nas obras que tivessem sobrevivido ao teste do tempo. Ou seja, às obras que ainda eram significativas. E finalmente Samuelson saiu da visita em Key West, com a lista cuja fotografia vemos aqui. Para facilitar a leitura, aqui estão os livros recomendados por Hemingway.
Stephen Crane
The Blue Hotel [não achei tradução no Brasil]
The Open Boat [não achei tradução no Brasil]
Gustave Flaubert
Madame Bovary
James Joyce
Dubliners — Dublinenses (português)
Stendhal
The Red and the Black — O vermelho e o negro (português)
Somerset Maugham
Of Human Bondage — Servidão humana (português)
Tolstói
Anna Karenina — Anna Karenina (português)
War and Peace — Guerra e Paz (português)
Thomas Mann
Buddenbrooks — Os Buddenbrook (português)
George Moore – G. E. Moore
Hail and Farewell [não achei tradução no Brasil]
Dostoiévski
Tolstói
Anna Karenina — Anna Karenina (português)
War and Peace — Guerra e Paz (português)
Thomas Mann
Buddenbrooks — Os Buddenbrook (português)
George Moore – G. E. Moore
Hail and Farewell [não achei tradução no Brasil]
Dostoiévski
Brothers Karamazov — Os irmãos Karamazov (português)
Diversos poetas
The Oxford Book of English Verse
E. E. Cummings*
The Enormous Room — A cela enorme (português)
Emily Brontë*
Wuthering Heights — O morro dos ventos uivantes (português)
W. H. Hudson
Far Away and Long Ago [não achei tradução no Brasil]
Henry James
The American — [não achei tradução no Brasil]
Bonbon
Maria Rivans (Inglaterra, contemporânea)
colagem e posterior gravura
As colagens e gravuras de Maria Rivans, artista plástica contemporânea, inglesa têm me fascinado desde que conheci seu trabalho. Gosto da combinação de arte pop, e outras levas do passado. A obra de Rivans está enraizada na tradição estabelecida por Andy Wahrol. Como ele, ela retrata celebridades, principalmente de atrizes de Hollywood de décadas passadas, famosas por filmes clássicos, como são as colagens e gravuras: acima, retratando Sofia Loren, ou a abaixo, retratando Elizabeth Taylor.
Kailani
Maria Rivans (Inglaterra, contemporânea)
colagem e posterior gravura
Maria Rivans explora também a colagem com raízes no próprio movimento pop inglês, iniciado pelo IG Grupo Independente, em Londres em 1952. O que lembra o trabalho dessa época, é a semelhança com as colagens de Richard Hamilton, nas figuras aparentemente sem conexão, soltas em proporções diversas. Esse trabalho de colagem do grupo inglês foi um passo além das obras inspirados pelos primeiros surrealistas, como Max Ernst, famoso por suas novelas colagem.
O que faz nossas casas hoje tão diferentes e sedutoras?, 1956
[Just what is it that makes today’s homes so different, so appealing?]
Richard Hamilton (Inglaterra, 1922-2011)
Colagem
Museu de Arte, Tubingen, Alemanha
Prestando atenção aos adornos de cabelos nas colagens de Maria Rivans dá para notar imagens de tamanhos diferentes, aparentemente sem relacionamento umas com as outras, mas caprichosas nas escolhas.
Lily
Maria Rivans (Inglaterra, contemporânea)
colagem e posterior gravura
Além dessas deliciosas referências a diversas etapas de movimentos artísticos do século XX, Maria Rivans também faz um belo aceno à arte Rococó do século XVIII. Talvez por pintar a ‘nobreza’ Hollywoodiana, ela também tenha querido dar um ar nostálgico, frívolo e de belas cortesãs às beldades retratadas ao nos lembrar do grande volume e das intrincadas construções das perucas usadas na corte de Maria Antonieta.

É sempre gratificante ver como os artistas se colocam no contexto das artes. Maria Rivans está aqui nos dizendo: “Olhem só, sou do século XXI, estou usando técnicas e abordagens de minha época, mas minha arte está enraizada numa sequência de conhecimentos adquiridos através dos tempos.”
Judy
Maria Rivans (Inglaterra, contemporânea)
colagem e posterior gravura
José Lins do Rego, 1939
Cândido Portinari (Brasil, 1903-1962)
óleo sobre tela, 73 x 60 cm
Lavadeiras no rio, 1918
Alípio Dutra (Brasil, 1892-1964)
óleo sobre tela, 36 x 74 cm
Lavadeiras, 1969
Homero Massena (Brasil,1886-1974)
óleo sobre tela
Coleção Particular
Lavadeiras
Dario Mecatti (Itália-Brasil, 1909-1976)
Óleo sobre tela, 70 X 80 cm
Domingo no parque com pet, III, 2023
Nato Gomes (Brasil, contemporâneo)
pintura digital (diversos tamanhos)
Algumas de minhas coisas favoritas
Surabhi Gaikwad (India-Catar, contemporânea)
óleo sobre tela, 119 x 100 cm
Graciosa e as mini peras, 2018
Renato Meziat (Brasil, 1952)
óleo sobre tela, 88 x 117 cm
Flores e frutas
Gladys Maldaun (Brasil, 1943)
óleo sobre tela, 70 x 50cm
Paisagem do Rio de Janeiro
Francisco Coculilo (Brasil, 1885-1945)
óleo sobre cartão, 39 x 31 cm

















