Rio de sol, de céu, de mar…

27 09 2024

Paisagem do Silvestre, em Santa Tereza, ao fundo Pão de Açúcar – Rio, 1930

Bruno Lechowski (Polônia-Brasil, 1887-1941)

óleo sobre tela, 33 X 40 cm





Um paraíso para a fauna dos sertões, texto de Hermano Ribeiro da Silva

26 09 2024

Pantanal

Antônio Poteiro (Portugal-Brasil, 1925-2010)

óleo sobre tela, 60 x 70 cm

 

 

Um paraíso para a fauna dos sertões

 

Hermano Ribeiro da Silva

 

Caminhar a pé pelos sertões não constitui, por certo, agradável sistema de viagem para os que se habituaram ao sedentarismo das cidades, os quais necessitam dotar-se de enorme dose de estoicismo, a fim de suportar os mil dissabores das jornadas que estafam e até chegam a desacorçoar. E nessa contingência, malgrado a melhor saúde e robustez, forçosamente se tem que submeter, no confronto com os caboclos raquíticos, a uma derrota inevitável e quase desmoralizadora…

Mas caminhar a pé pelos sertões, em contraposição, como que a premiar os padecimentos, traz consigo inumeráveis motivos propiciatórios para as impressões demoradas e mais verídicas do habitat, para as apreensões visuais mais nítidas e mais pormenorizadas dos cenários. A gente, assim, integra-se melhor na rusticidade do ambiente, situação essa que institui fator extraordinariamente favorável par o conhecimento da sua existência total.

Ora, por exemplo, no que concerne à fauna do planalto mato-grossense, se viajássemos em automóvel, pouco haveria de sobrar para a nossa admiração, porquanto o ronco do motor determina a fuga de grande parte dos animais e aves. Ao contrário, seguindo a pé pelas baixadas sempre procurando os trilheiros menos frequentados, constantemente deparamos à nossa dianteira com os testemunhos da magnífica riqueza zoológica que frequenta o desdobramento da Chapada. […]

Nas campinas , nos cerrados, ou nas esparsas nesgas de mato (“pindaíbas”), que compõem a flora do planalto, habitam milhares de veados de todas as espécies, bandos de perigosas queixadas, varas de catetos, os tamanduás solitários, tatus, grupos numerosos das enormes emas velocíssimas, uma infinita população chinesa de siriemas a gritar de sol a sol, perdizes e codornas que a cada momento levantam voo ao nosso lado; depois, à beira dos riachos e dos córregos se escondem as pacas, as capivaras e as antas, e finalmente , a tiranizar o mundo das selvas, surgem as respeitáveis onças nos seus esturros agoniados, ameaçadores.

Nestas linhas não se faz a mera descrição subjetiva de um filme fantasista. Mesmo que não se tenha por finalidade a caça, toda essa fauna vai se apresentando prodigamente aos olhos do viajante que queira fugir da estrada real e possua vontade para enfrentar os dissabores das cavalgadas e das marchas a pé. E é por isso que nos saiu menos enfadonho o longo roteiro a que nos dispusemos efetuar, deslumbrados muitas vezes diante daqueles espetáculos, muitas vezes empenhados em correrias animadas, na expectativa de variar e melhorar as refeições de penitência.

 

Em: Garimpos de Mato Grosso: viagens ao sul do estado e ao lendário rio das Garças, Hermano Ribeiro da Silva, Rio de Janeiro, Edições Saraiva: 1954, pp 69-70

 





Dorme, dorme, bonequinha… poesia infantil de Corrêa Júnior

26 09 2024
Ilustração Helen Jackson, 1893

 

 

Dorme, dorme, bonequinha

 

Corrêa Júnior

 

Dorme, dorme, bonequinha,
que a Noite já vai chegar,
com o mais lindos dos sorrisos
para o teu sono embalar!

 

Dorme, dorme, bonequinha,
que a Mamãe já vai chegar,
com a mais doce das cantigas,
para o meu sono embalar !

Em: Barquinho de papel: poesias Infantis, Corrêa Júnior, 1961





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

25 09 2024

Cajus, 1915

Henrique Bernardelli (Chile-Brasil, 1857-1936)

óleo sobre tela, 40 x 55 cm

 

 

Verduras e cesto sobre a mesa

José Lima (Brasil, 1910-1980)

óleo sobre tela. 65 x 80 cm





Nossas cidades: Campinas

24 09 2024

Ipê roxo no meio da Avenida Orozimbo Maia, Campinas, SP

Helena Ohashi (Brasil, 1895-1966)

óleo sobre tela, 30 X 40cm.





Eu, pintor: Aelbert Cuyp

23 09 2024

Auto-retrato como criança, c. 1650

[Atribuído]

Aelbert Cuyp  (Holanda, 1620 – 1691)

óleo sobre tela

Museu Bredius, Haia

 





Flash!

23 09 2024

Que coleção de amigos!

Da esquerda para a direita: Carlos Drummond de Andrade, Vinícius de Moraes, Manuel Bandeira, Mario Quintana e Paulo Mendes Campos.





Paisagens brasileiras…

22 09 2024

Guarapocaia, Ilha Bela

Arlindo Castellane di Carli (Brasil, 1910 – 1985)

óleo sobre eucatex – 40 x 67 cm

 

 

Ilha de Paquetá com Baía de Guanabara ao fundo,1947

José Medeiros  (Brasil, ? – ?)

óleo sobre madeira,  32 x 44 cm

 

 

Marinha

Rodolfo Weigel (Brasil,1907 1987)

óleo sobre eucatex,  40 x 30 cm





Leitura breve!

22 09 2024

PEQUENOS LIVROS PARA FIM DE SEMANA!

O PAPEL DE PAREDE AMARELO
Charlotte Perkins Gilman

Diversas edições (O livro está em domínio publico) e também em e-book.

Um suspense. Nesta edição mostrada…109 páginas.

Um clássico de suspense e excelente literatura.

 





Em casa: Sharyn Bursic

22 09 2024

Vida com gatos

Sharyn Bursic (Austrália, contemporânea)

óleo sobre tela