Baía de Guanabara, 1923
Reis Júnior, (Brasil, 1903-1985)
óleo sobre tela
Baía de Guanabara, 1923
Reis Júnior, (Brasil, 1903-1985)
óleo sobre tela
Noite escura!… De repente,
dois faróis surgem na estrada…
E a escuridão sai da frente
como quem foge, assustada.
(Durval Mendonça)
Igreja do Carmo em Belém do Pará, 1985
José Maria de Almeida (Portugal/Brasil, 1906-1995)
óleo sobre tela, 32 x 45 cm

Uma xícara de chá
Lilla Cabot Perry (EUA, 1848 – 1933)
óleo sobre tela, 80 x 64 cm
LACMA [Los Angeles County Museum of Art]
Santa Ágata
Diana de Rosa* (Nápoles, 1602-1643)
óleo sobre tela, 61 x 52 cm
*chamada Anella de Massimo
Helena Lima
Era uma vez a Lua.
Ela tinha medo do escuro.
Era uma vez o Céu.
Ele também tinha medo do escuro.
A Lua pedia emprestada a luz do Sol.
Ele emprestava, às vezes.
O Céu pedia para a Lua acender.
Ela acendia quando podia.
Se o Sol estivesse de bom humor,
a Lua ganhava luminosidade em trezentos e sessenta graus.
Mas quando o mar não estava para peixes e o Sol não estava para estrelas,
não emprestava nada.
Nadinha.
E o Céu ficava escuro.
Escurinho.
A Lua sentia calafrios.
O Céu sentia solidão.
O medo da Lua era de cair e morrer no mar.
O medo do Céu era de fechar e não voltar a clarear.
Um dia, Céu e Lua decidiram:
“Pra acabar com o escuro e a solidão, a gente vai se casar”.
Desde então, os dois passam o dia inteirinho
contando os minutos para o Sol se retirar.
Em: Amores virados pra cá, Helena Lima e Isabelle Borges, Rio de Janeiro, Lago Baikal: 2019, p. 130
Sem título
Sue Halstenberg (EUA, contemporânea)
pastel
Marcelo Gleiser
Idílio matutino, 1893
Ernst Kreidolf (Suíça, 1863-1956)
óleo sobre tela
Museu de Belas Artes, Berna
Entrada do meu Ateliê – Petrópolis, 1988
Win Van Dijk (Holanda,1915 -1990)
óleo sobre tela, 46 X 55 cm
Mário Quintana
Em: Mário Quintana, Prosa e verso – série paradidática — Porto Alegre, Editora Globo: 1978, p.64










