Rosas
Carlos Oswald (Brasil, 1882 – 1971)
óleo sobre tela, 75 x 92 cm
Rosas
Carlos Oswald (Brasil, 1882 – 1971)
óleo sobre tela, 75 x 92 cm
Ilustração de Anne Mortimer.
O meu gato é meu amigo…
Em casa, na falta dela,
assiste a T V comigo,
do futebol à novela.
(Dari Pereira)
Cristo Redentor Visto por Santa Tereza
Angeli Bigi (Itália/Brasil, 1891-1953)
óleo s madeira, 24 X 29
Jovem em azul
Brian James Dunlop (Austrália, 1938 – 2009)
óleo sobre tela, 64 x 83 cm

“Nos anos 1950, a América ergueu o globo pelos tornozelos e sacudiu o troco de seus bolsos. A Europa tinha se tornado um primo pobre – só brasões, porém nenhum serviço de jantar. E os indistinguíveis países da África, da Ásia e da América do Sul tinham apenas começado a surgir nas paredes das nossas salas de aula como salamandras ao sol. Certo, os comunistas estavam por lá, em algum lugar, mas, com Joe McCarthy no túmulo e ninguém na Lua, por enquanto os russos apenas se esgueiravam pela páginas do romances policiais.”
Em: Regras de Cortesia, Amor Towles, tradução de Léa Viveiros de Castro, Rio de Janeiro, Rocco: 2012, página 9
Limões
Sonya Grassmann (Bulgária/Brasil, 1933-1997)
óleo sobre eucatex, 38 x 28 cm
Portas abertas com metrônomo
Charles Hardaker (GB, 1934)
óleo sobre tela, 40 x 40 cm
Muito barulho por nada. Este livro foi cotado como um dos melhores livros de 2017 pelo jornal The New York Times. Obra do paquistanês e britânico Mohsin Hamid, na edição brasileira traz, ainda, na capa, a ratificação do ex-presidente dos EUA, Barack Obama — “um dos melhores livros do ano” — que, fica claro, não leu o que eu li naquele ano. Este livro não faria parte da minha lista das melhores leituras de 2017, nem dos anos subsequentes.
A obra é dividida informalmente em três tempos. Trata-se da história entre um homem e uma mulher, mais para “amizade com benefícios” do que uma história de amor, que se desenrola num país qualquer, do Oriente Médio, muçulmano e em guerra. O casal é formado por uma jovem e corajosa mulher acostumada a desafiar costumes tradicionais, e um rapaz, mais conservador do que ela, um homem sonhador e dependente emocionalmente da família. Este primeiro terço da obra é interessante, pois quebra diversas e costumeiras suposições sobre a vida de jovens muçulmanos e do dia a dia de um lugar em conflito. Não tenho como saber se é um retrato realista dessas circunstâncias. Mas a intenção do autor é que assim julguemos.

De repente, no afã de mostrar diversas possibilidades e ajustes no processo de emigração que se faz necessário para os que desejam sobreviver, somos apresentados às vantagens e problemas de imigrantes em diferentes países, enquanto acompanhamos a vida de Nadia e Saeed em lugares do mundo variados, da Grécia aos EUA, passando pela Inglaterra, na migração sequencial em que embarcaram.
Mohsin Hamid, no segundo tempo, revira a narrativa e através de um dispositivo primário, como portas ou portais para diferentes realidades e incita o questionamento da natureza da terra natal, seu significado e relativismo. O autor mistura gêneros, do quase realismo à fantasia. Essa manobra me deixou fria, desinteressada. E mais: perplexa com o sucesso deste livro.
Mohsin Hamid
No terceiro tempo, passados cinquenta anos, encontramos Nadia e Saeed em sua terra natal, onde Saeed ainda sonha em viajar ao Chile para observar o cosmos. Passagem para o Ocidente é frequentemente aplaudido, pelos leitores de língua inglesa, como um texto poético, narrado com delicadeza. No Brasil, na tradução de José Geraldo Couto, essas qualidades não foram ressaltadas. O livro apresenta uma linguagem objetiva e seca. Cristalina. Sem firulas. Não agrada, nem desmerece a leitura.
Difícil recomendar esta leitura.
NOTA: este blog não está associado a qualquer editora ou livraria, não recebe livros nem incentivos para a promoção de livros.
Avenida 15 de Novembro (Hoje, Rua do Imperador) – Petrópolis, 1905
Augusto Luiz de Freitas (Brasil, 1868-1962)
óleo sobre tela, 33 X 26 cm
Nathaniel Hawthorne, 1840
Charles Osgood (EUA, 1809 – 1890)
óleo sobre tela, 74 x62 cm
Peabody Essex Museum, Salem, Ma, EUA

Sem título
Daniel Freire (Brasil, 1927 – 2000)
óleo sobre tela, 40 x 50 cm