
Monumento aos pracinhas, 2014
[Monumento Nacional aos Mortos na Segunda Guerra Mundial]
Sérgio Piancó (Brasil, contemporâneo)
acrílica

Monumento aos pracinhas, 2014
[Monumento Nacional aos Mortos na Segunda Guerra Mundial]
Sérgio Piancó (Brasil, contemporâneo)
acrílica

Homem lendo livro para menina da fronteira, 2011
Alfredo Rodriguez (Mexico, 1954)
óleo sobre tela

Tropicana I, 1985
Anysio Dantas (Brasil, 1933 – 1990)
serigrafia tiragem 76-100, 89 x 66 cm
Walter Nieble de Freitas
Alta, esguia, majestosa,
De uma beleza sem par,
Contemplo a esbelta palmeiraaaaa
Banhada pelo luar.
A seus pés um lago azul,
Onde em calma ela se mira,
Põe na paisagem noturna
Cintilações de safira.
De longe, chega em surdina
A voz rouca das cascatas:
É a sinfonia dos rios
Soluçando serenatas.
Nessa hora em que a noite é um templo,
E o firmamento, um altar,
Sob os círios das estrelas
Em silêncio a vi rezar.
Na linguagem da saudade,
O coração da palmeira,
Pedia as bênçãos do céu
Para a terra brasileira.
Em: Barquinhos de Papel: poesias infantis, Walter Nieble de Freitas, São Paulo, Difusora Cultural:1961, pp. 61-62
Alhos
Maria Márcia Pimentel (Brasil, 1940)
óleo sobre tela, 24 x 35 cm
Paisagem Urbana em Bauru,SP
Mário Zanini (Brasil, 1907-1971)
óleo sobre tela, 36 X 45 cm
Crucificação de São Pedro, c. 1600
Michelangelo Merisi da Caravaggio (Itália, 1571 – 1610)
óleo sobre tela, 230 x 175 cm
Igreja de Santa Maria do Povo, Roma
♦ “Michelangelo Merisi dito il Caravaggio porque nascido em Caravaggio, aldeia da região Bergamasca: aos 16 anos já com a pintura no sangue transfere-se para Roma onde executará obras capitais, a vocação de Mateus na Igreja de San Luigi de Francesi, Paulo a caminho de Damasco e Pedro crucificado, em Santa Maria del Popolo.
♦ De natureza selvagem irreverente anticonformista, prestigiam-no altos senhores, altas putas, eclesiásticos. Divide-se em rixas discussões de rua taverna bordel. Desafia inimigos a duelo, fere, é ferido.
♦ Ataca a rude matéria da vida. Ajudado pela técnica do claro-escuro inventa a pintura objetiva. O povo participa da ação. Cresce o gênio do detalhe. O realismo transpõe os esquemas herdados, adianta-se em concisão e intensidade: Caravaggio fixa as coisas na sua consistência corpórea, torna polêmica a luz, que passa do elemento secundário a protagonista.
♦ É um deus, o deus Caravaggio. Entre seus numerosos descendentes, Velásquez e Rembrandt. Qual dos três o maior? Nenhum; os três são maiores.
♦ Caravaggio durante uma rixa mata à força de espada um certo Ranuncio Tommaso, que só por isto é inaugurado. Temendo a fúria pontificia foge para Malta onde o grão-mestre da ordem, Alof de Wignacourt, recebe-o em fasto e lhe empresta dois escravos para segui-lo. Futuramente aparentado a Rimbaud, apesar da glória Caravaggio permanece inadaptável, feroz, surdo ao diálogo. Tateando no claro-escuro, bêbado seminu sem flores vagueia pela Itália.
♦ Praia de Porto Ercole (Toscana). Contrai malária. Perde os papéis de identidade, a bagagem e as telas que trouxera de Malta. Tendo litigado com o grão-mestre, os esbirros deste desencadeiam a vingança. Ferido, golpeado no rosto, grita em vão por socorro. Apostrofa os cães e suas fezes. Michelangelo Merisi dito il Caravaggio, outrora chama, desespera-se de não poder pintar — escuro demais — o abismo do nada que já desvenda; e — claro de mais — o espaço da própria morte.
Em: Transístor, Murilo Mendes, Rio de Janeiro, Nova Fronteira: 1980, pp. 214-215.
Paisagem, 1942
Ernesto de Fiori (Itália/Brasil, 1884 – 1945)
óleo sobre etela, 39 x 49 cm
Pintura em vermelho, 2008
Renato Meziat (Brasil, 1952)
óleo sobre tela, 90 × 124 cm
Morro Chapéu Mangueira, 1932
Roberto Burle Marx (Brasil, 1909 -1994)
óleo sobre tela, 54 x 65 cm.
Acho que já nos encontramos
Arne Westerman (EUA, 1927 – 2017)
acrílica sobre tela, 60 x 76 cm