
Noite de verão na ilha de Sando, 1890
Eilif Peterssen (Noruega, 1862 – 1928)
Coleção Particular

Noite de verão na ilha de Sando, 1890
Eilif Peterssen (Noruega, 1862 – 1928)
Coleção Particular
Natureza Morta, 1939
Mário Zanini (Brasil, 1907 – 1971)
óleo sobre tela, 40 x 30 cm
A pequena ponte, Caldas Novas, 1978
Inimá de Paula (Brasil, 1918 – 1999)
óleo sobre tela, 55 x 65 cm
Paisagem colonial, 1998
Armínio Pascual (Brasil, 1920 – 2006)
óleo sobre eucatex, 30 x 40 cm
Adélia Prado
Ao entardecer no mato, a casa entre
bananeiras, pés de manjericão e cravo-santo,
aparece dourada. Dentro dela, agachados,
na porta da rua, sentados no fogão, ou aí mesmo,
rápidos como se fossem ao Êxodo, comem
feijão com arroz, taioba, ora-pro-nobis,
muitas vezes abóbora.
Depois, café na canequinha e pito.
O que um homem precisa pra falar,
entre enxada e sono: Louvado seja Deus!
Paisagem com rio e figura
Clóvis Péscio (Brasil, 1951)
óleo sobre tela, 70 x 90 cm
As luzes, 1992
Carlos Heraldo Sorensen (Brasil, 1928 – 2008)
óleo sobre tela, 65 x 50 cm
Praça da Harmonia, 2016
Fernando Mendonça (Brasil, 1962)
acrílica sobre tela, 40 x 70 cm
Imersão mística
Charles-Clos Olsommer (Suíça, 1883 – 1966)

Miranda, de A Tempestade, 1916
John William Waterhouse (GB, 1849 – 1917)
óleo sobre tela, 100 x 137 cm
Coleção Particular
Luís Pimentel
Nada restará depois das águas.
São assim as tempestades
que vêm quando menos se espera
ou quando mais se procura.
Nada sobrará desses barulhos
de raios, fogo e trovões aflitos,
corações aos gritos, a treva lá fora.
Nada restará deste silêncio,
além do pingo choroso na torneira.
Pouco a se fazer depois dos tombos:
desentupir os ralos, enterrar os mortos,
secar os panos e fechar as janelas.
Por fim seguir aos trancos e trancos,
até a queda do próximo barranco
— sem contornos, sem encostas.
Em: As miudezas da velha (e outros poemas miúdos), Luís Pimentel, Rio de Janeiro, Myrrha: 2003, 2ª edição, página 48. [Prêmio Jorge de Lima de Poesia, da União Brasileira de Escritores]
Primavera em Saint Hubert, c. 1915
Eliseu Visconti (Itália/Brasil, 1866 – 1944)
óleo sobre tela, 36 x 49 cm
Coleção Airton Queiroz
