Floreiro, 1970
Enrico Bianco (Itália-Brasil, 1918-2013)
óleo sobre placa, 17 x 14 cm
Natureza morta, 1981
Armando Vianna (Brasil, 1897-1992)
óleo sobre tela, 50 x 60 cm
Floreiro, 1970
Enrico Bianco (Itália-Brasil, 1918-2013)
óleo sobre placa, 17 x 14 cm
Natureza morta, 1981
Armando Vianna (Brasil, 1897-1992)
óleo sobre tela, 50 x 60 cm
Leitora de livraria
David Hatfield (EUA, 1940)
Raul Bopp
Na praça. De tarde. Há batuque; Tambores.
Domingo de festa de São Benedito,
O sol se mistura com um sorriso na alegria de Caratatena,
Toda engravatada de bandeirolinhas.
E os negros chegam na “chegança”. O carimbó toca apressado
É domingo de festa de São Benedito.
Na boca do mato, de pouco em pouco, espouca um foguete.
Vem chegando a procissão, com o santo no andor, enfeitado de fita
E, num passo grave desfilam as velhas de olhos lúgubres, conversando com Deus:
“não deixem cair em tentação. Amém”.
As contas do meu rosário
São balas de artilheria
Se Deus não viesse ao mundo, meu Jesus,
Tristes de nós, que seria!
Na velha capela da praça bate o sino:
“Quem dá, dá; quem não dá, não tem nada que dá.”
Em: Poemas para a Infância: antologia escolar, editado por Henriqueta Lisboa, s/d, São Paulo: Edições de Ouro, p. 40-41.
Tarde de domingo
Michael Peter Ancher ( Dinamarca, 1849 – 1927)
óleo sobre tela
Jane Austen
Canal da Lagoa Rodrigo de Freitas para praia, visto do Jardim de Alah, 1962
Yvonne Visconti Cavalleiro (França-Brasil, 1902-1965)
óleo sobre eucatex, 30 cm x 40 cm.
Moça lendo no banco
Sebastia Boada (Espanha, 1935-2022)
óleo sobre tela
Nós todos temos autores favoritos. Ray Bradbury lista os seus.
“Você tem uma lista de escritores favoritos, eu tenho a minha: Dickens, Twain, Wolfe, Peacock, Shaw, Molière, Jonson, Wycherly, Sam Johnson. Poetas: Gerard Manley Hopkins, Dylan Thomas, Pope. Pintores: El Greco, Tintoretto. Músicos: Mozart, Haydn, Ravel, Johann Strauss (!). Pense em todos esses nomes e você vai pensar em entusiasmos, apetites, fomes, grandes ou pequenas, mas de qualquer forma, importantes. Pense em Shakespeare e Melville e você vai pensar em trovão, raio, vento. Todos sabiam da alegria de criar em formatos grandes ou pequenos, em telas ilimitadas ou restritas. Esses são os filhos dos deuses. Souberam se divertir em seu trabalho. Não importa se a criação foi difícil aqui e ali, ao longo do caminho, ou se doenças e tragédias acometeram sua vida mais íntima. As coisas importantes são aquelas que nos foram transmitidas por suas mãos e mentes, e essas coisas estão cheias até a tampa de vigor animal e vitalidade intelectual. Seus ódios e desesperos foram relatados com uma espécie de amor.
Em: Zen na arte da escrita, Ray Bradbury, tradução de Petê Rissatti, Rio de Janeiro, Globo: 2020, p. 15-16
Natureza morta, 1977
Gustavo Rosa (Brasil, 1946-2013)
óleo sobre tela, 65 x 54 cm
Natureza morta, 1981
Humberto da Costa (Brasil, 1941)
óleo sobre tela, 46 X 55 cm
A lição de escrita, c. 1905
Pierre-Auguste Renoir (França, 1841-1919)
óleo sobre tela, 46 x 55 cm
A ser leiloado em 9-4-2025, Christie’s de Paris
um dos quadros do colecionador: Henri Cannone