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Chico Bento bebe água, ilustração de Maurício de Sousa.
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Nunca te esqueças, criança,
Que a água é a melhor bebida,
Mas precisa ser tomada
Sempre filtrada ou fervida.
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(Walter Nieble de Freitas)
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Nunca te esqueças, criança,
Que a água é a melhor bebida,
Mas precisa ser tomada
Sempre filtrada ou fervida.
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(Walter Nieble de Freitas)
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Para ter sempre verduras,
No almoço e no jantar,
No quintal da minha casa
Uma horta eu vou plantar.
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(Walter Nieble de Freitas)
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Desconheço a autoria dessa ilustração.–
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Cassiano Ricardo
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E começa a longa história
do navio que ia e vinha
pela estrada azul do Atlântico:
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Ia, levando pau-brasil
e homens cor da manhã, filhos do mato,
cheios de sol e de inocência;
vinha trazendo delegados…
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Ia, levando uma esperança;
vinha trazendo foragidos de outras pátrias
para a ilha da Bem-aventurança.
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Ia levando um grito de surpresa;
————- da terra criança;
e vinha abarrotado de saudade
————–portuguesa…
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Em: Martim Cererê de Cassiano Ricardo, Rio de Janeiro, José Olympio: 1974
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Cassiano Ricardo Leite (São José dos Campos, 26 de julho de 1895 — Rio de Janeiro, 14 de janeiro de 1974) foi um jornalista, poeta e ensaísta brasileiro.
Obras:
Dentro da noite, poesia, 1915
A flauta de Pã, poesia, 1917
Jardim das Hespérides, poesia, 1920
Atalanta, poesia, 1923
A mentirosa de olhos verdes, poesia, 1924
Borrões de verde e amarelo, poesia, 1925
Vamos caçar papagaios, 1926
Martim Cererê, poesia, 1928
Canções da minha ternura, poesia, 1930
Deixa estar, jacaré, poesia, 1931
O Brasil no original, crítica, teoria e história literárias, 1937
O Negro na Bandeira, crítica, teoria e história literárias, 1938
Pedro Luís: visto pelos modernos, crítica, teoria e história literárias, 1939
Academia e a poesia moderna, crítica, teoria e história literárias, 1939
Marcha para Oeste, crítica, teoria e história literárias, 1942
O sangue das horas, poesia, 1943
Paulo Setúbal, o poeta, crítica, teoria e história literárias, 1943
A academia e a língua brasileira, crítica, teoria e história literárias, 1943
Um dia depois do outro (1944-1946), poesia 1947
Poemas murais, 1947-1948, poesia, 1950
A face perdida, poesia, 1950
Vinte e cinco sonetos, poesia, 1952
Poesia na técnica do romance, crítica, teoria e história literárias, 1953
O Tratado de Petrópolis, crítica, teoria e história literárias, 1954
Meu caminho até ontem, poesia, 1955
O arranha-céu de vidro, poesia, 1956
João Torto e a fábula : 1951-1953, poesia 1956
Pequeno Ensaio de Bandeirologia, crítica, teoria e história literárias, 1956
Poesias completas, poesias, 1957
Poesia, poesia, 1959
Martins Fontes, 1959
Homem Cordial, crítica, teoria e história literárias, 1959
Montanha russa, poesia, 1960
A difícil manhã, poesia, 1960
O Indianismo de Gonçalves Dias, 1964
A floresta e a agricultura, crítica, teoria e história literárias, 1964
Algumas Reflexôes Sobre Poética de Vanguarda, 1964
Poesia praxis e 22, crítica, teoria e história literárias, 1966
Jeremias sem-chorar (1964)
Viagem no tempo e no espaço (Memórias) poesia, 1970
Serenata sintética, poesia XX
Sobreviventes, mais um poema Circunstancial , poesia, 1971
Seleta em Prosa e Verso, miscelânea, 1972
Sabiá e sintaxe, crítica, teoria e história literárias, 1974
Invenção de Orfeu (e outros pequenos estudos sobre poesia), poesia, 1974
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Minie e Clarbela atravessam a rua, ilustração de Walt Disney.–
A segurança no trânsito,
Sabem todos muito bem,
Não só cabe aos motoristas,
Cabe aos pedestres também.
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(Walter Nieble de Freitas)
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Em meu ranchinho pequeno,
tanta beleza se expande,
que o meu riacho sereno
parece que é um rio grande!
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(Clenir Neves Ribeiro)
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Em aula preste atenção
Naquilo que o mestre ensina,
Não converse, não graceje,
Não perturbe a disciplina.
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(Walter Nieble de Freitas)
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Chico Bento prepara o terreno, ilustração Maurício de Sousa.–
Cabe ao nosso agricultor
A obrigação de saber
Que deve reflorestar,
Se quiser sobreviver.
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(Walter Nieble de Freitas)
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Natureza morta com tinteiro, s/d
José Ferraz de Almeida Júnior (Brasil, 1850-1899)
óleo sobre tela, 38 x 51 cm
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Lindolfo Gomes
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Amo-te, ó minha Língua Portuguesa,
Doce, maviosa, rica e feiticeira,
De todas do universo és a primeira,
Que nenhuma haverá de mais beleza.
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Do carme expressional da Natureza
Em ti ressoa a sinfonia inteira…
E, transplantada à terra brasileira,
Mais formosa ficaste com certeza.
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Vingaram de teu tronco outros renovos,
Do esplendor destas matas no conchego…
És Bíblia de três raças e dois povos…
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Resumes num vocábulo um poema:
Saudade, flor das plagas do Mondego,
Mais saudosa na pátria de Iracema!
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Em: 232 Poetas Paulistas: antologia, ed. e seleção Pedro de Alcântara Worms, Rio de Janeiro, Conquista:1968.
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Lindolfo Eduardo Gomes (SP 1875 – RJ 1953) Poeta, Jornalista, contista, ensaísta, folclorista, professor e teatrólogo. Passou sua juventudo em Resende, no estado do RJ, mudando-se mais tarde para Juiz de Fora, MG, onde passou grande parte da sua vida profissional tendo redigido para os jornais O Pharol, Jornal do Commercio, Diário do Povo, Diário Mercantil, revista Marília, entre outros.
Obras:
Folclore e Tradições do Brasil, 1915
Contos Populares Brasileiros, 1918
Nihil novi, 1927
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São tantas encruzilhadas!…
Por isso eu me perco assim,
ao trafegar nas estradas
que existem…dentro de mim!…
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(Newton Vieira)
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Para firmar o comércio
Das Índias e Portugal,
Uma esquadra foi entregue
A Pedro Álvares Cabral.
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Eram treze embarcações
Com brancas velas de pano
Que iriam concretizar
Velho sonho lusitano.
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Ao chegar às costas da África,
Cabral ordenou que a frota
Desviasse das calmarias
Que estavam em sua rota.
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Assim procedeu a esquadra,
Para a Vinte e Dois de Abril
Chegar nesta linda terra
Hoje chamada Brasil.
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Esse fato aconteceu
No ano de mil e quinhentos:
Um grande feito na História
Dos grandes descobrimentos.
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Walter Nieble de Freitas
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Em: 1000 Quadrinhas Escolares, Walter Nieble de Freitas, São Paulo, Editora Difusora Cultural: 1965.