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Pateta vai fazer gol, ilustração de Walt Disney.
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Não peço vaga, nem rogo,
nos “rachas” lá da varzinha;
em toda pelada eu jogo,
mas, porque a bola é minha!
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(Ademar Macedo)
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Não peço vaga, nem rogo,
nos “rachas” lá da varzinha;
em toda pelada eu jogo,
mas, porque a bola é minha!
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(Ademar Macedo)
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Ilustração para Dafne, de Pamela Francisco.–
As mães são divinas plantas
que deram frutos, sementes…
Para Deus são todas santas
com milagres diferentes.
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(Maria Nascimento Santos)
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Manoel Costa (Brasil, 1943)
óleo sobre tela, 45 x 60 cm
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Alice de Paula Freitas
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É mês de maio… na fria noite
Bailam felenas, tontas, pelo ar…
Brincam as folhas ao leve açoite
Das brisas mansas, sob o luar…
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Fosforescentes, de vaga-lumes
Passa entre as silvas o leve bando…
No ar se esgarçam vagos perfumes
De rosas brancas se desfolhando…
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Escuta… os ruídos que vêm da mata
Baixinho ferem nossos ouvidos…
Grilos que cantam a serenata
Em semibreves… em sustenidos…
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Suspira a noite… plácida, a lua,
Lividamente, vaga no além…
Tão linda e branca, brilhante e nua…
… E as magnólias que inveja têm!
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Desce a neblina… a curva serra
Seu alvo manto toda branqueia!
É mês de maio… Na minha terra
Abrem-se os lírios à lua cheia!
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Alice de Paula Morais (SP 1908-?) Nasceu em Ilhabela. Professora.
Obras:
Folhas ao vento, poesia
Poemas do outono, poesia, 1969
Rumo ao poente, poesia, 1979
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Neste domingo de maio,
A ti, querida Mãezinha,
Ofereço com ternura,
Esta singela quadrinha.
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(Walter Nieble de Freitas)
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Ilustração Maurício de Sousa.–
Ao burro, nossa homenagem
Pelo seu grande valor;
Ajuda o homem do campo,
É forte trabalhador.
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(Walter Nieble de Freitas)
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Mãe e filhos no jardim, 1928
René Brimstead
Para House & Garden, Julho de 1928.
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Zalina Rolim
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Venha do céu o melindroso Anjinho
— Maravilha de graça e de inocência
De nosso lar a flor e da existência
O rescendente laço de carinho.
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Venha do céu na doce refulgência
De um sorriso de Deus ao nosso ninho…
Criatura gentil, meigo entezinho,
Do eterno Bem a misteriosa essência.
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Venha… e com ele o resplendor da graça
Que — avezinha ideal — passa e perpassa
E acende em nosso olhar doce lampejo…
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Venha… e com ele a vaga de ternura
Que o coração dos pais funde e mistura
Na deliciosa música do beijo.
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Em: 232 Poetas Paulistas, antologia de Pedro de Alcântara Worms, Rio de Janeiro, Conquista:1968
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Maria Zalina Rolim Xavier de Toledo — nasceu em Botucatu (SP), em 20 de julho de 1869.
Professora alfabetizadora transferiu-se com a família para São Paulo em 1893.
Educadora, entre 1896 e 1897, exerceu o cargo de vice-inspetora, do Jardim da Infância anexo à Escola Normal Caetano de Campos, em São Paulo.
Escreveu para diversas revistas femininas e jornais como A Mensageira, O Itapetininga, Correio Paulistano e A Província de São Paulo.
Faleceu em São Paulo, em 24 de junho de 1961.
Obras:
1893 – O coração
1897 – Livro das Crianças
1903 – Livro da saudade (organizado nesta data para publicação póstuma)
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Quanta bondade e ternura
O teu coração encerra;
Mamãezinha és para mim
O anjo bom desta terra!
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(Walter Nieble de Freitas)
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Cascão lendo na cama, ilustração Maurício de Sousa.–
Eu encontro nos bons livros
O guia certo e seguro,
Que ilumina a minha vida
e prepara o meu futuro.
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(Walter Nieble de Freitas)
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Primavera, s/d
Adelson do Prado (Brasil, 1944)
óleo sobre tela, 72 x 72 cm
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Henriqueta Lisboa
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Certa madrugada fria
irei de cabelos soltos
ver como crescem os lírios.
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Quero saber como crescem
simples e belos — perfeitos! —
ao abandono dos campos.
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Antes que o sol apareça,
neblina rompe neblina
com vestes brancas, irei.
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Irei no maior sigilo
para que ninguém perceba
contendo a respiração.
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Sobre a terra muito fria
dobrando meus frios joelhos
farei perguntas à terra.
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Depois de ouvir-lhe o segredo
deitada por entre lírios
adormecerei tranquila.
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Em: Nova Lírica, Henriqueta Lisboa, Belo Horizonte, Imprensa Oficial: 1971.
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Henriqueta Lisboa (MG 1901- MG 1985), poeta mineira. Escritora, ensaísta, tradutora professora de literatura, Com Enternecimento (1929), recebeu o Prêmio Olavo Bilac de Poesia da Academia Brasileira de Letras. Em 1984, recebeu o Prêmio Machado de Assis da Academia Brasileira de Letras pelo conjunto de sua obra.
Obras:
Fogo-fátuo (1925)
Enternecimento (1929)
Velário (1936)
Prisioneira da noite (1941)
O menino poeta (1943)
A face lívida (1945) — à memória de Mário de Andrade, falecido nesse ano
Flor da morte (1949)
Madrinha Lua (1952)
Azul profundo (1955);
Lírica (1958)
Montanha viva (1959)
Além da imagem (1963)
Nova Lírica ((1971)
Belo Horizonte bem querer (1972)
O alvo humano (1973)
Reverberações (1976)
Miradouro e outros poemas (1976)
Celebração dos elementos: água, ar, fogo, terra (1977)
Pousada do ser (1982)
Poesia Geral (1985), reunião de poemas selecionados pela autora do conjunto de toda a obra, publicada uma semana após o seu falecimento.
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Mosteiro de Batalha, Portugal, *
Azulejaria portuguesa
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Manuel Bandeira
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Quando nalma pesar de tua raça
A névoa da apagada e vil tristeza,
Busque ela sempre a glória que não passa,
Em teu poema de heroísmo e de beleza.
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Gênio purificado na desgraça,
Te resumiste em ti toda a grandeza:
Poeta e soldado… Em ti brilhou sem jaça
O amor da grande pátria portuguesa.
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E enquanto o fero canto ecoar na mente
Da estirpe que em perigos sublimados
Plantou a cruz em cada continente,
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Não morrerá, sem poetas nem soldados,
A língua que cantaste rudemente
As armas e os barões assinalados.
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Em: Bandeira, antologia poética, Manuel Bandeira, Rio de Janeiro, Sabiá:1961, 5ª edição.
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* Escolhi uma representação do Mosteiro de Batalha, em Portugal por ser uma das obras arquitetônicas que conheço de maior impacto. É realmente um monumento extraordinário. Infelizmente desconheço alguma pintura de pintor português que represente esse local ou até mesmo detalhes desse local.