Não sou mais analfabeto!
Felizmente já sei ler!
Este meu primeiro livro
Vai-me dar muito prazer!
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(Walter Nieble de Freitas)
Não sou mais analfabeto!
Felizmente já sei ler!
Este meu primeiro livro
Vai-me dar muito prazer!
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(Walter Nieble de Freitas)
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Pavilhão das quatro cores,
Verde, branca, ouro e anil,
Tu espelhas a grandeza
Do nosso imenso Brasil.
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(Walter Nieble de Freitas)
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Há, nas ruas da cidade,
Recipientes apropriados,
Onde as cascas e os papéis
Devem ser depositados.
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(Walter Nieble de Freitas)
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Pato Donald e Margarida como índios americanos, ilustração de Walt Disney.–
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Tanto fala o tagarela
que quando o faz sem cautela,
se não o deixam banguela,
o acertam na canela.
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(Paschoalino Lauro)
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Minha rua antes da chuva, 2007
Luiz Paulo de Morais (Brasil, conteporâneo)
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Olegário Mariano
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Choveu o dia todo… Era chuva de vento.
O dínamo da Vida amiudando os instantes,
Acelerava em continuado movimento,
Os automóveis, as carroças, os viandantes.
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As casas de comércio, portas largas,
Fechadas, sonolentas e pesadas…
Os caminhões deitando cargas
Sobre a chapa polida das calçadas…
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Tudo a rua sentiu embriagada e felina.
De quando em quando, no alto, lá bem no alto,
Um pássaro sonoro esgarçava a neblina
E o rumor do motor vinha morrer no asfalto…
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Depois a rua adormeceu… Veio descendo
A noite… Foram desaparecendo
As vozes todas… Para que retê-las?
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Agora as poças d’água estão sorrindo,
Monótonas, humildes, refletindo
O céu… Tão longe o céu cheio de estrelas!
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–Olegário Mariano Carneiro da Cunha, (PE1889 — RJ 1958). Poeta, político e diplomata brasileiro.
Obras:
Angelus (1911)
Sonetos (1921)
Evangelho da sombra e do silêncio (1913)
Água corrente, com uma carta prefácio de Olavo Bilac (1917)
Últimas cigarras (1920)
Castelos na areia (1922)
Cidade maravilhosa (1923)
Bataclan, crônicas em verso (1927)
Canto da minha terra (1931)
Destino (1931)
Poemas de amor e de saudade (1932)
Teatro (1932)
Antologia de tradutores (1932)
Poesias escolhidas (1932)
O amor na poesia brasileira (1933)
Vida Caixa de brinquedos, crônicas em verso (1933)
O enamorado da vida, com prefácio de Júlio Dantas (1937)
Abolição da escravatura e os homens do norte, conferência (1939)
Em louvor da língua portuguesa (1940)
A vida que já vivi, memórias (1945)
Quando vem baixando o crepúsculo (1945)
Cantigas de encurtar caminho (1949)
Tangará conta histórias, poesia infantil (1953)
Toda uma vida de poesia, 2 vols. (1957)
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Ovelhinha, MW Editora e Ilustrações–
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Quero saudar a ovelhinha
Da qual eu sou grande fã.
Sem ela eu nunca teria
Meus agasalhos de lã.
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(WNF)
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Fim de baile
Rogelio de Egusquiza Barrena (Espanha 1845-1915)
óleo sobre tela
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Casimiro de Abreu
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Tu, ontem,
na dança
que cansa,
voavas
c’as faces
em rosas
formosas
de vivo,
lascivo
carmim;
na valsa
tão falsa,
corrias,
fugias,
ardente,
contente,
tranqüila,
serena,
sem pena,
de mim!
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Casimiro José Marques de Abreu (Barra de São João, 4 de janeiro de 1839 — Nova Friburgo, 18 de outubro de 1860) poeta brasileiro da segunda geração romântica. Foi a Portugal com seu pai em 1853, onde permaneceu até 1857. Morreu aos 21 anos de idade de tuberculose. Deixou um único livro de poesias publicado em 1859, Primaveras, mas foi o suficiente para se tornar um dos mais populares poetas brasileiros de todos os tempos.
Obras:
Teatro:
Camões e o Jaú , 1856
Poesia:
Primaveras, 1859
Romances:
Carolina, 1856
Camila, romance inacabado, 1856
A virgem loura,
Páginas do coração, prosa poética,1857
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Tia Nena, a maior doceira do mundo, ilustração Maurício de Sousa.–
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Com as gemas de seis ovos
Da galinha carijó,
A mamãe fez, outro dia,
Um gostoso pão de ló.
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(Walter Nieble de Freitas)
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Ilustração Victoria Scott.–
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Amigos, são todos eles
como aves de arribação:
— Se faz bom tempo, eles vêm;
se faz mau tempo, eles vão…
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(Soares da Cunha)
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Qual menino sonhador
eu fico às vezes pensando
que a borboleta é uma flor
que gosta de andar voando.
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(Soares da Cunha)