Quadrinha do primeiro livro

10 11 2011

 

 

Não sou mais analfabeto!

Felizmente já sei ler!

Este meu primeiro livro

Vai-me dar muito prazer!

(Walter Nieble de Freitas)





Quadrinha para a bandeira do Brasil

9 11 2011

Bandeira do Brasil, mosaico.

Pavilhão das quatro cores,

Verde, branca, ouro e anil,

Tu espelhas a grandeza

Do nosso imenso Brasil.

(Walter Nieble de Freitas)





Quadrinha do lugar do lixo

8 11 2011

Margarida põe o lixo no cesto, ilustração Walt Disney.

Há, nas ruas da cidade,

Recipientes apropriados,

Onde as cascas e os papéis

Devem ser depositados.

(Walter Nieble de Freitas)





Quadrinha do tagarela

5 11 2011

Pato Donald e Margarida como índios americanos, ilustração de Walt Disney.

Tanto fala o tagarela

que quando o faz sem cautela,

se não o deixam banguela,

o acertam na canela.

(Paschoalino Lauro)





A melancolia das ruas, poema de Olegário Mariano

4 11 2011

Minha rua antes da chuva, 2007

Luiz  Paulo de  Morais (Brasil, conteporâneo)

Flickr

A melancolia das ruas

Olegário Mariano

Choveu o dia todo… Era chuva de vento.

O dínamo da Vida amiudando os instantes,

Acelerava em continuado movimento,

Os automóveis, as carroças, os viandantes.

As casas de comércio, portas largas,

Fechadas, sonolentas e pesadas…

Os caminhões deitando cargas

Sobre a chapa polida das calçadas…

Tudo a rua sentiu embriagada e felina.

De quando em quando, no alto, lá bem no alto,

Um pássaro sonoro esgarçava a neblina

E o rumor do motor vinha morrer no asfalto…

Depois a rua adormeceu… Veio descendo

A noite…  Foram desaparecendo

As vozes todas…  Para que retê-las?

Agora as poças d’água estão sorrindo,

Monótonas, humildes, refletindo

O céu…   Tão longe o céu cheio de estrelas!

Olegário Mariano Carneiro da Cunha, (PE1889 —  RJ 1958). Poeta, político e diplomata brasileiro.

 Obras: 

 Angelus (1911)

Sonetos (1921)

Evangelho da sombra e do silêncio (1913)

Água corrente, com uma carta prefácio de Olavo Bilac (1917)

Últimas cigarras (1920)

Castelos na areia (1922)

Cidade maravilhosa (1923)

Bataclan, crônicas em verso (1927)

Canto da minha terra (1931)

Destino (1931)

Poemas de amor e de saudade (1932)

Teatro (1932)

Antologia de tradutores (1932)

Poesias escolhidas (1932)

O amor na poesia brasileira (1933)

Vida Caixa de brinquedos, crônicas em verso (1933)

 O enamorado da vida, com prefácio de Júlio Dantas (1937)

Abolição da escravatura e os homens do norte, conferência (1939)

Em louvor da língua portuguesa (1940)

A vida que já vivi, memórias (1945)

Quando vem baixando o crepúsculo (1945)

Cantigas de encurtar caminho (1949)

Tangará conta histórias, poesia infantil (1953)

Toda uma vida de poesia, 2 vols. (1957)





Quadrinha da ovelha e da lã

30 10 2011

Ovelhinha, MW Editora e Ilustrações

Quero saudar a ovelhinha

Da qual eu sou grande fã.

Sem ela eu nunca teria

Meus agasalhos de lã.

(WNF)





Valsa, poema dissílabo de Casimiro de Abreu

29 10 2011

Fim de baile

Rogelio de Egusquiza Barrena (Espanha 1845-1915)

óleo sobre tela

VALSA

Casimiro de Abreu

Tu, ontem,

na dança

que cansa,

voavas

c’as faces

em rosas

formosas

de vivo,

lascivo

carmim;

na valsa

tão falsa,

corrias,

fugias,

ardente,

contente,

tranqüila,

serena,

sem pena,

de mim!

Casimiro José Marques de Abreu (Barra de São João, 4 de janeiro de 1839 — Nova Friburgo, 18 de outubro de 1860) poeta brasileiro da segunda geração romântica. Foi a Portugal com seu pai em 1853, onde permaneceu até 1857. Morreu aos 21 anos de idade de tuberculose. Deixou um único livro de poesias publicado em 1859, Primaveras, mas foi o suficiente para se tornar um dos mais populares poetas brasileiros de todos os tempos.

Obras:

Teatro:

Camões e o Jaú , 1856

Poesia:

Primaveras, 1859

Romances:

Carolina, 1856

Camila, romance inacabado, 1856

A virgem loura,

Páginas do coração, prosa poética,1857





Quadrinha infantil da alimentação: o bolo da mamãe

29 10 2011

Tia Nena, a maior doceira do mundo, ilustração Maurício de Sousa.

Com as gemas de seis ovos

Da galinha carijó,

A mamãe fez,  outro dia,

Um gostoso pão de ló.

(Walter Nieble de Freitas)





Quadrinha sobre amizade

28 10 2011

Ilustração Victoria Scott.

Amigos, são todos eles

como aves de arribação:

— Se faz bom tempo, eles vêm;

se faz mau tempo, eles vão…

(Soares da Cunha)





Quadrinha da borboleta

27 10 2011

Ilustração: menino e borboleta, autor desconhecido.

Qual menino sonhador

eu fico às vezes pensando

que a borboleta é uma flor

que gosta de andar voando.

(Soares da Cunha)