Quadrinha de mãe e filho

26 02 2012

Aos olhos cheios de afeto
da mãe que o viu pequenino
seja qual for sua idade
o filho é sempre um menino

(Soares da Cunha)





Quadrinha da bela manhã

25 02 2012

Ilustração Tibor Gergely.

Trinam pássaros nos galhos…

a brisa é leve e sombria;

a aurora sobre os orvalhos

abre as cortinas do dia.

(Manoel Cavalcante))





Viagem, poesia de Cleonice Rainho — uso escolar

24 02 2012

Viagem 

Cleonice Rainho

Lá vai o navio,

cortando o mar.

Lá vai o avião,

furando o ar.

É azul o céu

e verde o mar.

E eu fico pensando

na cor da saudade

que os viajantes levam

da terra e do lar.

Cleonice Rainho Thomaz Ribeiro, (Angustura, MG, 15/3/1919), mudando-se para Juiz de Fora. Premiada poetisa e trovadora conhecida, professora de Letras Portuguesas, formada pela PUC Rio de Janeiro.  Fundadora da Associação de cultura Luso-brasileira de Juiz de Fora.

 

Obras:

 

Poesias, 1956

Sombras e sonhos, 1956

O chalé verde, 1964

Ternura páginas maternais, 1965

Terra Corpo sem Nome, 1970

Varinha de condão: poesia infantil, 1973

O Galinho azul; A minhoca mágica, 1976

Vôo Branco, 1979

Parabéns a você, 1982

João Mineral, 1983

O castelo da rainha Ba, 1983

Torta de maçã, 1983

Uma sombra nas ruas, 1984

Intuições da Tarde, 1990

Verde Vida; poesia, 1993

O Palácio dos Peixes, 1996

O Linho do Tempo, 1997

Poemas Chineses, 1997

Liberdade para as Estrelas, 1998

3 km a picos, s/d

La cucaracha, s/d





Trova do chapéu

23 02 2012

Tua modista, senhora,
mostrou ter grande talento,
prendendo um chapéu de plumas
numa cabeça de vento.

(Djalma Andrade)





Soneto da quarta-feira de cinzas — Vinícius de Moraes

22 02 2012

O beijo, 1886

Auguste Toulmouche (França, 1829-1890)

óleo sobre tela, 63 x 47 cm

Soneto da quarta-feira de cinzas

Vinícius de Moraes

Por seres quem me foste, grave e pura

Em tão doce surpresa conquistada

Por seres uma branca criatura

De uma brancura de manhã raiada

Por seres de uma rara formosura

Malgrado a vida dura e atormentada

Por seres mais que a simples aventura

E menos que a constante namorada

Porque te vi nascer de mim sozinha

Como a noturna flor desabrochada

A fala de amor, talvez perjura

Por não te possuir, tendo-te minha

Por só quereres tudo, e eu dar-te nada

Hei de lembrar-te sempre com ternura.





Quadrinha do café da manhã

17 02 2012

Café da manhã, 1950

Edna Wolf Henner Mashgan (EUA 1907-2001)

óleo sobre tela

Além do café com leite,

Manteiga, ovos e pão,

Coma também uma fruta

Na primeira refeição.

(Walter Nieble de Freitas)





O cisne, poesia para a infância de Manoel Moreyra

16 02 2012

Cisnes, ilustração de R. Bruce Horsfall, para a revista American Girl, agosto de 1936.

O cisne

Manoel Moreyra

No cristal azul do lago,

a mancha branca de um cisne,

airoso, altivo, elegante,

parecendo feito a giz,

vai deslizando, ao afago

suavíssimo da brisa,

numa indolência tranquila

que a paz da vida bendiz.

Nos lagos azuis do Sonho,

quem vive assim — é feliz…

Em: Poesia brasileira para a infância, coletadas por Cassiano Nunes e Mário da Silva Brito, São Paulo, Saraiva: 1968 — Coleção Henriqueta.

Manoel Moreyra nasceu em Arouca, Portugal em 23 de setembro de 1904, tendo vindo muito criança para o Brasil.   Considerava-se braisleiro.  Sua mãe, viúva,, trabalhadora infatigável , não pode, infelizmente financiar-lhe os estudos.  Menino ainda Moreyra  ingressou na Inglêsa, (S.P.R.) em Santos, como empregado.  Publicou seu primeiro livro de versos,  Rosas do meu sonho, na década de 1920.   Sua poesia é simples, clara, natural.  Sempre exigiu seu nome soletrado com Y.  Viveu em Santos, colaborando para o tradicional jornal santista, A Tribuna.  [ Informações do livro mencionado acima]





Quadrinha do amigo e do colega

14 02 2012

Amigos, pintura de Mark Arian (EUA).

Amigo é uma conquista
fruto da interação.
Colega é só um turista,
que passa no coração.

(Heliodoro Morais)





Quadrinha da boa ação

12 02 2012

Ilustração de Clive Upton, 1971.

Quando a safra é recolhida,
quem planta o bem não se espanta;
na agricultura e na vida
a gente colhe o que planta!

(Pedro Ornellas)

 





Verão, poesia de Hélio Pellegrino

11 02 2012

Ilustração Ethel Betts, 1908.

Verão

Hélio Pellegrino

Colho a sombra das coisas

sob o sol

Como quem colhe frutas

Rio, 24/2/80

Em: Minérios Domados, Hélio Pellegrino, Rio de Janeiro, Rocco:1993.