Trova da filosofia das rosas

20 05 2012

Cesto com rosas, cartão postal.

Pude notar, nos caminhos,

mesmo em horas desditosas,

que rosas não têm espinhos;

espinhos é que têm rosas!

(Pedro Ornellas)





Simplicidade, Felicidade… poema de Guilherme de Almeida

20 05 2012

Paisagem com pastora, s/d

Gentil Garcez (Brasil, 1903-1992)

óleo sobre tela, 43 x 60 cm

Simplicidade, Felicidade…

Guilherme de Almeida

Simplicidade… Simplicidade…

Ser como as rosas, o céu sem fim,

a árvore, o rio… Por que não há de

ser toda gente também assim?

Ser como as rosas: bocas vermelhas

que não disseram nunca a ninguém

que têm perfumes… mas as abelhas

e os homens sabem o que elas têm!

Ser como o espaço, que é azul de longe,

de perto é nada… Mas quem o vê

— árvores, aves, olhos de monge —

busca-o sem mesmo saber porquê.

Ser como o rio  cheio de graça,

que move o moinho, dá vida ao lar,

fecunda as terras… E, rindo, passa,

despretencioso, sempre a cantar.

Ou ser como a árvore: aos lavradores

dá lenha e fruto; dá sombra e paz;

dá ninho às aves; ao inseto, flores…

Mas nada sabe do bem que faz.

Felicidade– sonho sombrio!

Feliz é o simples que sabe ser

como o ar, as rosas, a árvore, o rio:

simples, mas simples sem o saber!

Em: Poesia Brasileira para a Infância, de Cassiano Nunes e Mário da Silva Brito, São Paulo, Saraiva: 1968, Coleção Henriqueta.

Guilherme de Andrade e Almeida (SP 1890- SP 1969) foi um advogado, jornalista, poeta, ensaísta e tradutor brasileiro. Formou-se em direito em 1912, pela Faculdade de Direito de São Paulo.

Obras:

Nós (1917);

A dança das horas (1919);

Messidor (1919);

Livro de horas de Soror Dolorosa (1920);

Era uma vez… (1922);

A flauta que eu perdi (1924);

Meu (1925);

Raça (1925);

Encantamento (1925);

Simplicidade (1929);

Você (1931);

Poemas escolhidos (1931);

Acaso (1938);

Poesia vária (1947);

Toda a poesia (1953).





Quadrinha do bom turista

19 05 2012

Mickey, Minie e Pateta fazem turismo de ônibus, ilustração Walt. Disney.

Presença sempre bem quista,

toda vez que ele aqui vem,

Deus abençoe o turista!

– E os seus dólares também!!!

(José Ouverney)

 





Quadrinha dos castelos de areia

18 05 2012

Sereia, ilustração de Maurício de Sousa.

Fazer castelos na areia

é um passatempo excelente

para esperar a sereia

surgir no mar de repente!

(Amilton Maciel Monteiro)





Quadrinha infantil da boa mãe porquinha

17 05 2012

Porquinhos na lama, ilustração M&W editores.

Ralhando com seus porquinhos

a porca, mãe exemplar,

vendo-os, assim, bem limpinhos…

– já pro barro se sujar !!!

(Amália Max)





Quadrinha do dizer sem pensar

16 05 2012

Elefante falando com girafa, Ilustração Maurício de Sousa.

A mais grave das ofensas
quase sempre tem raízes
quando dizes o que pensas
ou não pensas no que dizes.

(Izo Goldman)





Visita, poesia infantil de Ribeiro Couto

16 05 2012

Ilustração de meados do século XX, sem indicação de autor.

Visita

 

Ribeiro Couto

 –

Um raio de sol atravessa a janela.

alegria entrou com esse raio de sol.

Como está claro agora o meu quarto de doente!

 –

Se eu fosse um  raio de sol não desceria a um

quarto de doente.

Iria para aquela nuvem que vai passando lá

longe,

aquela nuvenzinha branca no céu azul,

para viajar com ela, para ser feliz…

 –

Entretanto, fica, raio de sol.

Espera um momento, raio de sol…

Meu raio de sol…

Rui Esteves Ribeiro de Almeida Couto (Santos, 12 de março de 1898 — Paris, 30 de maio de 1963), mais conhecido simplesmente como Ribeiro Couto, foi um jornalista, magistrado, diplomata, poeta, contista e romancista brasileiro.  Foi membro da Academia Brasileira de Letras desde 28 de março de 1934 (ocupando a vaga de Constâncio Alves na cadeira 26), até sua morte.

Obra

Poesia

O jardim das confidências (1921)

Poemetos de ternura e de melancolia (1924)

Um homem na multidão (1926)

Canções de amor (1930)

Noroeste e alguns poemas do Brasil (1932)

Noroeste e outros poemas do Brasil (1933)

Correspondência de família (1933)

Província (1934)

Cancioneiro de Dom Afonso (1939)

Cancioneiro do ausente (1943)

Dia longo (1944)

Arc en ciel (1949)

Mal du pays (1949)

Rive etrangère (1951)

Entre mar e rio (1952)

Jeux de L’apprenti Animalier. Dessins de L’auteur. (1955)

Le jour est long, choix de poèmes traduits par l’auter (1958)

Poesias reunidas (1960)

Longe (1961)

Prosa

A casa do gato cinzento, contos (1922)

O crime do estudante Batista, contos (1922)

A cidade do vício e da graça, crônicas (1924)

Baianinha e outras mulheres, contos (1927)

Cabocla, romance (1931);

Espírito de São Paulo, crônicas (1932)

Clube das esposas enganadas, contos (1933)

Presença de Santa Teresinha, ensaio (1934)

Chão de França, viagem (1935)

Conversa inocente, crônicas (1935)

Prima Belinha, romance (1940)

Largo da matriz e outras histórias, contos (1940)

Isaura (1944)

Uma noite de chuva e outros contos (1944)

Barro do município, crônicas (1956)

Dois retratos de Manuel Bandeira (1960)

Sentimento lusitano, ensaio (1961)





Quadrinha do bom professor

15 05 2012

Rolo, na aula de matemática, Ilustração Maurício de Sousa.

No seu trabalho fecundo,

um professor exemplar

não pode mudar o mundo

mas nos ensina a mudar!

(Francisco Macedo)





Quadrinha do diploma

14 05 2012

Chico Bento estuda na última hora antes da prova, ilustração Maurício de Sousa.

Filho… estuda que eu te ajudo!

Capricha, porque é na soma

do esforço e amor pelo estudo

que se conquista o diploma!

(Ailto Rodrigues)





Quadrinha de ser mãe III

13 05 2012

Dia das mães, cartão francês.

Quando todos te negarem

um pão, um beijo, um olhar,

ela te ampara e acarinha

pois ser mãe – sempre é se dar!

(J. G. de Araújo Jorge)