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Chico Bento vai à escola, ilustração Maurício de Sousa.
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Em aula preste atenção
Naquilo que o mestre ensina,
Não converse, não graceje,
Não perturbe a disciplina.
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(Walter Nieble de Freitas)
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Em aula preste atenção
Naquilo que o mestre ensina,
Não converse, não graceje,
Não perturbe a disciplina.
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(Walter Nieble de Freitas)
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Chico Bento prepara o terreno, ilustração Maurício de Sousa.–
Cabe ao nosso agricultor
A obrigação de saber
Que deve reflorestar,
Se quiser sobreviver.
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(Walter Nieble de Freitas)
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São tantas encruzilhadas!…
Por isso eu me perco assim,
ao trafegar nas estradas
que existem…dentro de mim!…
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(Newton Vieira)
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Ilustração Magret Boriss.–
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Henriqueta Lisboa
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— Menino, vem para dentro,
Olha a chuva lá na serra,
Olha como vem o vento!
— Ah! Como a chuva é bonita
E como o vento é valente!
— Não sejas doido, menino,
Esse vento te carrega,
Essa chuva te derrete!
— Eu não sou feito de açúcar
Para derreter na chuva.
Eu tenho força nas pernas
Para lutar contra o vento!
E enquanto o vento soprava
E enquanto a chuva caía,
Que nem um pinto molhado,
Teimoso como ele só:
— Gosto de chuva com vento,
Gosto de vento com chuva!
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Henriqueta Lisboa (MG 1901- MG 1985), poeta mineira. Escritora, ensaísta, tradutora professora de literatura, Com Enternecimento (1929), recebeu o Prêmio Olavo Bilac de Poesia da Academia Brasileira de Letras. Em 1984, recebeu o Prêmio Machado de Assis da Academia Brasileira de Letras pelo conjunto de sua obra.
Obras:
Fogo-fátuo (1925)
Enternecimento (1929)
Velário (1936)
Prisioneira da noite (1941)
O menino poeta (1943)
A face lívida (1945) — à memória de Mário de Andrade, falecido nesse ano
Flor da morte (1949)
Madrinha Lua (1952)
Azul profundo (1955);
Lírica (1958)
Montanha viva (1959)
Além da imagem (1963)
Nova Lírica ((1971)
Belo Horizonte bem querer (1972)
O alvo humano (1973)
Reverberações (1976)
Miradouro e outros poemas (1976)
Celebração dos elementos: água, ar, fogo, terra (1977)
Pousada do ser (1982)
Poesia Geral (1985), reunião de poemas selecionados pela autora do conjunto de toda a obra, publicada uma semana após o seu falecimento.
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É assim mesmo meu filho,
aqui no mundo há de tudo:
alfaiate maltrapilho
e barbeiro cabeludo…
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(Lauro Cataldi)
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Docemente equilibrada,
ia a lua pelos ares,
qual linda concha embalada
pela corrente dos mares.
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(Gonçalves Dias)
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Maria da Graça Almeida
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Pipipipipipoquinha…
que chuvinha mais gostosa!
Corro logo pra cozinha,
nem disfarço… sou gulosa!
Pipipipipipoquinha…
grita o milho da pipoca!
Quente é o fundo da panela,
óleo ardente o sufoca.
Esfriando na janela,
já branquinho e com sabor,
o grãozinho da panela
transformou-se numa flor!
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Maria da Graça Almeida (Pindorama, SP)– escritora, poetisa, professora, pedagoga, formada em Educação Artística. Do portal de Maria Petronilho.
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Maria Alberta Menéres
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Andava o senhor vento
um dia pelo mar
encontrou um barquinho:
– Senhor vento, que força!
Olhe que me vai afundar!
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Andava o senhor vento
correndo pelo pinhal
quando ouviu um cuco:
– Senhor vento, que força!
Não me faça mal…
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Andava o senhor vento
soprando sobre o rio
encontrou uma gaivota:
– Senhor vento, que força!
Faz-me tanto frio!
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Andava o senhor vento
a deslizar sobre a neve
quando ouviu um floco:
– Senhor vento, que força!
Sinto-me tão leve!
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Andava o senhor vento
passeando no mês de Maio
quando ouviu um menino:
– Senhor vento, que bom!
Lá vai o meu papagaio!
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Maria Alberta Rovisco Garcia Menéres de Melo e Castro (Portugal, 1930) nasceu na cidade de Vila Nova de Gaia. É professora, jornalista e escritora. Sua obra inclui poesia, contos, hisstórias em quadrinhos, teatro, novelas, e adaptação de clássicos da literatura.
Obras
Ficção
O Poeta Faz-se aos 10 Anos, 1973
A canção do vento, 1975
Hoje há Palhaços , 1977
Primeira Aventura no País do João, 1977
À Beira do Lago dos Encantos, 1995
Intervalo, 1952
Cântico de Barro, 1954
A Palavra Imperceptível, 1955
Oração de Páscoa, 1958
Água – Memória, 1960
Os poemas Escolhidos, s/d
A Pegada do Yeti, 1962
Poemas Escolhidos, 1962
Os Mosquitos de Suburna, 1967
Conversas em Versos , 1968
O poema O disse ao poema, 1974
O Robot Sensível, 1978
Antologia da Novíssima Poesia Portuguesa, 1982
Semana sim,semana não,semana pumbas,1998
Clarinete
Figuras Figuronas, 1969
A Pedra Azul da Imaginação, 1975
A Chave Verde ou os Meus Irmãos, 1977
Semana Sim, Semana Sim, 1979
O Que É Que aconteceu na Terra dos Procópios, 1980
Um Peixe no Ar, 1980
O Trintão Centenário, 1984
Dez Dedos Dez Segredos, 1985
À Beira do Lago dos Encantos, 1988
Quem faz hoje anos, 1988)
Colecção “1001 Detectives– 15 volumes (em colaboração com Natércia Rocha e Carlos Correia), entre 1987/92
Sigam a Borboleta, 1996
100 Histórias de Todos os Tempos, 2003
Passinhos de Mariana, Edições Asa, 2004
“Camões, o Super Herói da Língua Portuguesa” 2010
Outra vez não!
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Todo dia de manhã,
Na primeira refeição,
Você deve comer sempre
Uma fruta da estação.
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(Walter Nieble de Freitas)
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A rua onde eu morava era muito alegre!
Era tão alegre que só consigo me lembrar dos dias de muito sol e noites enluaradas. Acho que não chovia naquela época.
Mas também acho que são sempre assim as ruas das crianças.
Todo mundo se conhecia, todo mundo era amigo. Às vezes nós brigávamos, mas logo logo fazíamos as pazes. Criança é assim mesmo, não tem tempo para ficar com raiva.
Nossas brigas eram sempre por motivos nobres: alguém palmeou a mais no jogo de bola de gude; bateu com muita força na hora do pega-ladrão; não quis ficar colado na hora de pegar a bandeirinha e outras coisas dessa gravidade.
Minha rua era muito feliz, porque nós não sabíamos perceber a infelicidade.
Era sempre festa. Os amigos estavam sempre juntos. Tinha o Zezinho, o garoto rico da rua, filho da dona Olga, uma portuguesa durona; tinha a Lucinha, que todo mundo queria namorar. Tinha o Manteiga, o Saião, o Manel Gordo (era assim mesmo, ninguém conseguia chamá-lo de Manoel), tinha o Boca de Sapo e o Meleca, entre outros. Que turma!
Na minha rua era sempre época de alguma coisa.
Tinha a época de soltar pipas, de manjar balão, de rodar pião, de jogar bola ou búrica, de roubar goiaba. De futebol não, era sempre época.
Em frente da casa onde eu morava tinha um pé de manacá, que é um arbusto sempre florido e muito perfumado. De tanto vovó falar que gostava dele, sempre que vejo um pé de manacá, eu lembro da vovó.
Na hora de manjar balão, tinha sempre um engraçadinho para contar uma história de lobisomem ou de mula-sem-cabeça. Era terrível.
Engraçado, agora apercebo, parece que não se fala mais em lobisomem ou mula-sem-cabeça. Será que eles também acabaram?
Quase no final da minha rua, tinha um morro onde, lá em cima tem, até hoje, a igreja de Santa Catarina.
Nós costumávamos subir até certa altura, levando um pneu. Chegando lá, um de nós se acomodava dentro do pneu e os outros empurravam ladeira abaixo. Ah! não tinha coisa melhor. Você rodava, rodava, rodava e chegava lá embaixo tonto, tonto e quase vomitando.
Certo dia, o Manel Gordo resolveu experimentar a brincadeira. Todos nós empurramos o gordo pra dentro do pneu e… lá foi ele. A barriga do Manel parece que esparramava para os lados do pneu e ele esticava os braços pedindo para parar. Não tinha jeito. Só conseguiu parar dentro de uma poça de lama. Rapidinho alguém acabou com a nossa brincadeira.
Tenho muitas histórias da minha rua para contar. Só não tenho quem queira ouvir. Ninguém tem tempo. É uma pena, porque a minha rua tinha muitas histórias interessantes.
Tomara que os adultos deixem as crianças de hoje construírem ruas felizes também.
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Em: Cheiro de Manacá, José Carlos Serrano Freire, Rio de Janeiro, Editora Caetés: 1998
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José Carlos Serrano Freire (Brasil) Professor, Bacharel em Direito, Trainer em Programação Neurolinguística, palestrante, escritor, Diretor do Instituto Prof Serrano Freire.
Obras:
Afinal… Por que os nossos alunos não aprendem
Seja o professor que você gostaria de ter
Sou professor, 2002
Como não matar seu cliente de raiva, 2008
Feliz vida nova, 2001
Cheiro de Manacá, 1998
Um anjo em minha vida
Meu amigo Paulinho, 2003
Os amigos do Paulinho
A rua onde eu morava, 2004
A arte de falar em público