A leitora, 2011
Waldomiro Santana (Brasil, 1952)
acrílica sobre tela, 90 x 120 cm
Natureza morta, 1992
Walter Lewy (Alemanha-Brasil, 1905-1995)
óleo sobre tela, 79 x 83 cm
Natureza morta, c. 1969
João Simeone (Brasil, 1907-1969)
óleo sobre tela, 48 x 40 cm
Procurei a felicidade
por este mundo sem fim,
sem saber que na verdade
estava dentro de mim.
(José Carlos Dutra do Carmo)
Em 1895, H. G. Wells escreveu diversos contos e novelas hoje vistos como os parâmetros da ficção científica. Essas obras não foram bem recebidas pela crítica. Mas, de que entendem os críticos, não é mesmo? Aos poucos suas criações foram adquirindo leitores e mais leitores principalmente pela precisão de algumas das previsões sobre o futuro da humanidade. Ele previu a invenção do ar condicionado, da televisão, da gravação de vídeos, do uso de caminhões de muitas rodas, do aparecimento do avião e também do uso de aviões nas guerras. E, surpreendentemente, H. G Wells previu o início da Segunda Guerra Mundial, assim como a revolução sexual, na segunda metade do século XX.
H. G. Wells se tornou muito popular pela novela Guerra dos Mundos, publicada em 1898 e transmitida pela rádio CBS dos EUA, com a potente voz do ator Orson Welles. Essa narrativa levou pânico a milhares de americanos em 30 de outubro de 1938, pois não se deram conta de estarem ouvindo uma obra de ficção e acreditaram na invasão de marcianos acontecendo naquele momento em que ouviam a rádio.
Mas Herbert George Wells acabou sendo um pacifista lembrado por guerras, foi imortalizado também como o autor das regras dos jogos de guerra de soldados de brinquedo. Ele publicou dois livros um pouco antes da Primeira Guerra Mundial que abordava jogos de guerra entre soldadinhos de brinquedo. Little Wars publicado em 1913 se tornou o primeiro livro de regras para este jogo de mesa. Por essas contribuições à recreação dos jogos com participação de batalhões de soldados de brinquedo, H. G. Wells é reconhecido hoje como “o pai dos jogos de guerra em miniatura”.
Luiz Infante
Era uma vez um grilo
que morava numa gaiola
em grande estilo.
De cri-cri em cri-cri
Foi vivendo tranquilo
A comer alface ao quilo,
Quase tão voraz
Como qualquer esquilo.
Respondendo ao protesto
Sobre o ruído que fazia,
Disse com ironia
“Se era silêncio que queria
Era só pedi-lo,
Que um grilo não é
Uma telefonia”
Em: Poemas Pequeninos para Meninas e Meninos, Luiz Infante, V. N. de Gaia: Gailivro: 2003, p 40
Copos de leite, 1942
Domingos Gemelli (Brasil, 1915-1985)
óleo sobre tela, 54 x 65 cm
Vaso com copos-de-leite, 1952
Arcangelo Ianelli (Brasil, 1922-2009)
óleo sobre tela, 72 x 59 cm
Garrafão com Mexericas, 1980
Colette Pujol (Brasil, 1913-1999)
Pastel seco sobre papel, 50 x 65 cm
Pinacoteca Municipal de Mauá, SP
Tangerinas
Auguste Petit (França-Brasil, 1844-1927)
óleo sobre tela, 37 x 48 cm
Forsítia, 2020
Louise Baker (Canadá, contemporânea)
acrílica sobre tela, 61 x 61 cm
Ladyce West
A cor da esperança é o amarelo
que chega cedo nas flores da forsítia.
Singelos sinos em rebeldes galhos —
borboletas pousadas e vistosas —
brotam nas varas despidas do inverno.
Vence o frio, fura a neve e o solo congelado
traz consigo o aviso do destino
lembra sol, renovação e alegria
aponta radiante o porvir
encarna o sinal da primavera
que celebra só, altaneira e modesta.
Em: À meia voz, Ladyce West, Rio de Janeiro, Autografia: 2020, p. 35