Flores para um sábado perfeito!

30 11 2024

Girassóis e borboletas

Adir Sodré (Brasil, 1962-2020)

acrílica sobre tela, 85 x 94 cm

 

 

Flores, 1997

Carlos Haraldo Sörensen (Brasil,1928 – 2008)

óleo sobre tela, 50 x 40 cm





Rio de sol, de céu, de mar…

29 11 2024

Urca aquarelada

Isabella de Sá Pereira (Brasil, 1912-1995)

aquarela sobre papel, 33 x 48 cm





Refeições literárias: Marcel Proust

28 11 2024

Mesa de jantar, 1897

Henri Matisse  (França, 1869-1954)

óleo sobre tela, 100 x 131 cm

Coleção Particular

 

 

 

Mas (sobretudo a partir do instante em que o bom tempo se instalava em Combray) muito depois que a hora altiva do meio-dia, descida da torre de Santo Hilário que ela armoriava com os doces florões momentâneos de sua coroa sonora, vibrava em torno de nossa mesa, junto ao pão bento, também chegado familiarmente da igreja, nós ainda nos deixávamos ficar sentados diante dos pratos das Mil e Uma Noites, adormentados pelo calor e principalmente pela refeição. Pois, ao fundo permanente de ovos, de costeletas, de batatas, de compotas, de biscoitos, que nem sequer nos anunciava mais, Françoise acrescentava — de acordo com os trabalhos dos campos e pomares, o fruto da pesca, as surpresas do comércio, as amabilidades dos vizinhos e seu próprio gênio inventivo, e de tal forma que nosso cardápio, como essas quatro-folhas que esculpiam no século XIII à entrada das catedrais, refletia de certo modo o ritmo das estações e os episódios da vida — um rodovalho, porque a peixeira lhe garantira que estava fresco, um peru, porque descobrira um esplêndido no mercado de Roussainville-le-Pin, alcachofras com tutano, porque ainda não as preparara dessa maneira, uma perna de carneiro assada, porque o ar livre dá apetite e teria tempo de “baixar” dentro de sete horas, espinafres para variar, damascos, porque constituíam ainda uma raridade, groselhas, porque dali a quinze dias não haveria mais, framboesas, porque o sr. Swann as trouxera expressamente, cerejas, por serem as primeiras que dava a cerejeira do quintal depois de dois anos de esterilidade, o requeijão de que eu tanto gostava outrora, um doce de amêndoas, porque o encomendara na véspera, um brioche, porque era nossa vez de “oferecê-lo”. Depois de tudo, feito expressamente para nós, mas dedicado em particular a meu pai, era-nos oferecido um creme de chocolate, inspiração e atenção pessoal de Françoise, fugaz e leve como uma obra de circunstância onde ela pusera todo o seu talento. Aquele que se recusasse a provar, dizendo: “Já terminei, não tenho mais fome”, ter-se-ia imediatamente rebaixado ao nível desses grosseiros que, até no presente que lhe faz um artista de uma obra sua, examinam o peso e o material, quando o que vale é a intenção e a assinatura. Deixar no prato uma gota que fosse, denotaria a mesma impolidez que se levantar a gente diante do próprio compositor, antes de terminada a audição.”

 

 

Em: No caminho de Swann, Marcel Proust, tradução de Mário Quintana.





“Desenho de caminhão”, poesia infantil de Antonieta Dias de Moraes

27 11 2024
Ilustração de Rosa Petherick

 

 

Desenho de Caminhão

 

Antonieta Dias de Moraes

 

Lápis, papel, num minuto

ele faz seu avião,

fez um navio minúsculo,

fez também um caminhão.

 

O navio foi ao fundo,

caiu longe do avião.

O menino deu um pulo,

entrou no seu caminhão.

 

Quem tem um lápis tem tudo,

alegrias da invenção,

tem à frente o vasto mundo,

estradas pro caminhão.

 

O menino já tem rumo,

tem caminhos, condução;

agora, vai num segundo

dar partida ao caminhão.

 

 





Minutos de sabedoria: Washington Irving

26 11 2024

No portão da eternidade, 1890

Vincent van Gogh (Holanda, 1853-1890)

óleo sobre tela, 81 x 65 cm

Kröller-Müller Museum, Otterlo, Holanda

 

“Há algo de sagrado nas lágrimas. Elas não são a marca da fragilidade, mas do poder.  Elas se expressam de maneira mais eloquente do que dez mil línguas.  São as mensageiras da tristeza esmagadora, da profunda contrição e do amor indescritível.”

 

Washington Irving

(EUA, 1783-1859)

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Tradução: Ladyce West

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“There is sacredness in tears. They are not the mark of weakness, but of power. They speak more eloquently than ten thousand tongues. They are the messengers of overwhelming grief, of deep contrition, and of unspeakable love.”

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Nossas cidades: Macaé

26 11 2024

Igreja nossa Senhora da Guia Pacobaíba, Macaé, 1970

Edy Gomes Carollo (Brasil, 1921-2000)

óleo sobre tela, 48 x 36 cm,





Paisagens brasileiras…

25 11 2024

Árvores e casas na roça, 1979

Carlos Bracher (Brasil,  1941)

óleo sobre tela, 46 x 61cm

 

 

Casario nas montanhas, 1989

Chen Kong Fang (China – Brasil, 1931-2012)

óleo sobre tela, 40 x 50 cm

 

 

 

Paisagem, 1955

Tikashi Fukushima (Japão-Brasil, 1931-2001)

nanquim aquarelado – 38 X 27cm





Flores para um sábado perfeito!

23 11 2024

Antúrios na janela

Anne Marie Nivoulies de Pierrefort (França-Brasil, 1879-1968)

óleo sobre tela, 82 x 65 cm

 

 

 

Flores para Guignard, 2016

Fernando Lucchesi (Brasil, 1947)

acrílica sobre tela, 130 x 130 cm





Rio de sol, de céu, de mar…

22 11 2024

Chafariz do jardim Botânico

Manoel Faria (Brasil, 1895-1980)

óleo sobre eucatex,  25 x 33 cm





Flash!

21 11 2024

Hilda Hilst e Lygia Fagundes Telles