Trova das visitas

17 02 2022
Ilustração, Walt Disney

Visitas, meu camarada,

sempre dão prazer à vida:

não sendo quando à chegada,

será, por certo, à saída…

 

(Pedro Uzzo)





Domingo, um passeio no campo!

13 02 2022

Fazenda

Riokai Ohashi (Japão, 1895-1943)

óleo sobre cartão colado em placa, 31 x 40 cm





Eu, pintora: Maggie Laubser

12 02 2022

Autorretrato, 1928

Maria Magdalena (Maggie) Laubser (África do Sul, 1886-1973)

óleo sobre tela, 47 x 33 cm

Sanlam Art Collection, África do Sul

 





Rio de Janeiro, Rj, Brasil

11 02 2022

Paisagem de Santa Tereza – Rio de Janeiro, 1978

Joaquim Tenreiro (Portugal/Brasil, 1906-19920

óleo sobre tela, 27 x 35 cm





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

9 02 2022

Composição com frutas da série ‘Oferendas’, 2007

José Guyer Salles (Brasil, 1942)

aquarela sobre papel, 55 x 65 cm

 





O cotidiano, Sayaka Murata

5 02 2022

À beira d’água, 1929

Lucien Jonas (França,1880-1947)

óleo sobre tela , 50 x 65 cm

 

 

 

“Eu, porém, continuo repetindo aquela mesma cena. Desde então, já vi a mesma manhã 6.607 vezes.

Coloquei os ovos delicadamente dentro da sacola. São os mesmos ovos que vendi ontem, mas diferentes. A Senhora Cliente insere os mesmos hashis dentro da mesma sacola de ontem, recebe as mesmas moedas e sorri para a mesma manhã,”

 

Em: Querida Konbini, Sayaka Murata, tradução de Ruth Kohl, São Paulo, Estação Liberdade: 2018, p. 74.





Flores para um sábado perfeito!

5 02 2022

Flores na janela, 2012

Maria José Marinho (Brasil, contemporânea)

óleo sobre tela, 40 x 40 cm





Rio de Janeiro, RJ, Brasil

4 02 2022

Vista do meu atelier no Vidigal, 1982

Geraldo Orthof (Áustria-Brasil, 1903 – 1993)

óleo s ibre tela, 73 x 100 cm





Na boca do povo: escolha de provérbio popular

1 02 2022
Anúncio dos carros Pullman, 1946

A viagem é mais rápida, quando se tem boa companhia.




A cozinha do escritor, Patrick Modiano

29 01 2022

Homem lendo jornal, 1992

Bruno Vekemans (Bélgica, 1952-2019)

serigrafia

 

 

A cozinha do escritor

 

Aquilo que eu mais amo na escrita é o devaneio que a precede. A escrita em si, não, não é muito agradável. Deve-se materializar o sonho na página, assim que se saia do devaneio. Às vezes penso, como é que os outros fazem? Como esses outros autores que, como Flaubert o fazia no século XIX, escrevem e reescrevem, reformulam, reconstroem, e vão condensando a partir da primeira versão até que não reste finalmente quase nada na versão final do livro? Isso soa-me muito assustador. Pessoalmente, contento-me em fazer as correções num primeiro esboço que se assemelha a um desenho que foi feito de uma vez só. Estas correções são numerosas e ligeiras, como uma acumulação de atos de microcirurgia. Sim, é preciso medidas drásticas como faz um cirurgião, ser frio o suficiente com o seu próprio texto de uma ponta à outra, corrigindo, suprimindo, enfatizando. Às vezes basta riscar algumas palavras numa página para que tudo mude. Mas é essa a cozinha do escritor, que é suficientemente chato para os outros.

 

Patrick Modiano, in ‘Entrevista (2014)