Partir é quase morrer.
É deixar na despedida
um pouco do próprio ser
e muito da própria vida…
(Izo Goldman)
Partir é quase morrer.
É deixar na despedida
um pouco do próprio ser
e muito da própria vida…
(Izo Goldman)
Paisagem de Petrópolis
Cândido Portinari (Brasil, 1903-1962)
Óleo sobre madeira, 32 x 41 cm
Bastos Tigre
—Ora um beijo… afinal que custa um beijo?
Eu não digo que o dês a toda gente;
Porém a mim, se se apresenta o ensejo,
Por que mo negas, peremptoriamente?
Lábios juntos… zás-trás! E o meu desejo
Satisfeito! É tão rápido!… Consente!
Nenhum grande pecado eu nisso vejo;
E que fosse! O bom Deus é complacente…
— Não dou, já disse! E grito se mo deres!
— Bem, não faças tamanho espalhafato…
(Beijos não faltarão, haja mulheres!)
Mas, meu benzinho, vamos ser cordatos;
Como é que a dar-me um beijo, tu preferes
Dá-los na boca ignóbil dos teus gatos?!…
Em: Antologia Poética, Bastos Tigre, Volume 2, Rio de Janeiro, Francisco Alves: 1982, pp, 389-90
Flores
Adriana Banfi Passarelli (Itália/Brasil, 1947)
aquarela sobre papel, 17 x 24 cm
Figos, 1989
Madiano Tomei (Itália-Brasil, 1936-2002)
óleo sobre tela colada em placa, 30 x 40 cm
Vaso de flores
Yvonne Visconti Cavalleiro (Brasil, 1901-1965)
aquarela sobre papel, 38 x 26 cm
Nu feminino com paisagem da baía de Guanabara, 1971
Décio Vieira (Brasil, 1922-1988)
lápis e guache sobre papel, 68 x 33 cm
Jardim
Henriqueta Lisboa
— Menina faceira
de laço de fita
não vás tão bonita
sozinha ao jardim.
Se pensar Beija-Flor
que teu laço é flor,
pelos ares levará
um anel dos teus cabelos.
— Mamãe, não tenha cuidado,
eu sei dar laço bem dado.
— Menina trigueira
de faces vermelhas
no jardim sem teu irmão
não fiques, não.
Se Beija-Flor imagina
que teu rosto é flor,
menina, minha menina,
de certo um beijo te dá.
— Quando ele me der um beijo,
nas minhas mãos estará.
Em: O menino poeta, Henriqueta Lisboa, (Edição ampliada) Imprensa Oficial de Belo Horizonte, Governo do Estado de Minas Gerais: 1975, pp 65-66
Natureza morta, 1975
Raymundo Colares (Brasil, 1944-1986)
acrílica sobre tela, 18 x 26 cm
Igreja de N. Sra de Montserrat, Santos, SP, 1997
Armando Romanelli (Brasil, 1945)
óleo sobre tela, 73 x 100 cm










