Dia de domingo na praia, 1950
Eugênio Proença Sigaud (Brasil, 1899-1979)
óleo sobre eucatex, 18 X 24 cm
Praia, década de 1960
John Graz (Suíça-Brasil, 1891-1980)
técnica mista, 33 x 33 cm
Dia de domingo na praia, 1950
Eugênio Proença Sigaud (Brasil, 1899-1979)
óleo sobre eucatex, 18 X 24 cm
Praia, década de 1960
John Graz (Suíça-Brasil, 1891-1980)
técnica mista, 33 x 33 cm
Flores Frescas
Mário Gruber (Brasil, 1927 -2011)
óleo sobre tela, 51 x 41 cm
Vaso de Flores,1951
Jorge Mori (Brasil, 1932-2018)
óleo sobre tela, 54 x 65 cm
Praça XV de novembro
Jayme Aguiar (Brasil, 1925-2008)
óleo sobre eucatex, 38 x 46 cm
Coleção Particular
O gato
Sonya Grassmann (Bulgária-Brasil, 1933-1997)
[Anne Marie Elisabeth Graesse]
acrílica sobre madeira, 30 cm x 32 cm
A curiosidade de Offenbach não tem limites animais: basta que alguém de nós pare diante das janelas que dão para rua, para ver Offenbach, atrás e abaixo, tentando olhar o que olhamos, por todos os meios, chegando a miar para que o carreguem ou suba ao televisor e, espichando o pescoço, olhar também o que olhamos.
Um dia chegou em casa a bela G. Ch., numa visita breve, e Offenbach, talvez reconhecendo-a, caprichou seu caminhar à Dietrich para atravessar a sala em direção ao estúdio e para inspirar a simpatia eterna à visita: a mesma coisa acontece com qualquer visitante receptivo aos gatos.
. . . . . . . . . . . .
Ver Offenbach comer ou tomar água é outro deleite: não pode haver maior finura em atos tão animais. Sua língua sobe e desce na água com uma regularidade metronômica, e, ao comer, morde gentilmente a carne e a engole pouco a pouco, à medida que é mastigada por seus débeis dentes.
Offenbach é um espetáculo de ver até dormindo, sobretudo dormindo. Nos dias de sol ele se regala com a luz e o calor, estirando uma pata à frente enquanto coloca sobre ela a cabeça à maneira de almofada. Nos dias frios se recolhe como uma galinha chocando, perto de um dos radiadores, convertendo-se numa verdadeira bola de pelos, apenas a cabeça saindo de dentro do abrigo natural. Outras vezes usa como travesseiro os objetos mais diferentes: o cabo do telefone, a perna de um radiador, o próprio chão, enquanto seu corpo descansa num coxim. Outras vezes… mas basta.
Em: Offenbach, conto de Guillermo Cabrera Infante (1929-2005), em Os melhores contos de cães e gatos, org. Flávio Moreira da Costa, Rio de Janeiro, Ediouro: 2007
Natureza morta
Durval Pereira (Brasil, 1917- 1984)
óleo sobre madeira, 25 x 35 cm
Pimentões
Jorge Ziata (Brasil, ativo na primeira metade do século XX)
óleo sobre tela, 24 x 37cm
Célia de Cássia
“Escrevo-te pra dizer-te”, meu amor,
que minhas já não são as tuas cartas.
De folheá-las — velhas, já sem cor —
as minhas mãos nunca ficaram fartas!
As tuas cartas! Doces e amargas…
Luar iluminando com fulgor
a minha escura estrada! Portas largas,
abrindo pra jardins plenos de flor!
Vão publicá-las. Dei-as de presente
(perdoa, amado, essas ideias loucas
que a meu viver já deram mil escolhos…)
Quero, dando-as a ler a toda gente,
que o amor que morreu em nossas bocas
possa ressuscitar em outros olhos…
Célia de Cássia (MG, 1909-?)
Vaso de flores
Amélia Pastro Maristany (Brasil, 1897 – 1979)
óleo sobre madeira, 26 x 35 cm
Vaso com rosas, 1943
Antônio Cunha (ativo na primeira metade do século XX)
óleo sobre tela, 61 x 50 cm
Aterro do Flamengo com Pão de Açúcar ao fundo
Hyram Ney de Araújo Silva (Brasil, 1934-2010)
acrílica sobre tela, 43 x 64 cm
Nesse exemplo se resume
um prêmio às almas bondosas:
fica sempre algum perfume
nas mãos que oferecem rosas!
(Aparício Fernandes)