O cacto, poema de Manuel Bandeira

29 07 2024

Mandacaru, 1951

Dimitri Ismailovitch, (Ucrânia-Brasil, 1892-1976)

crayon e pastel sobre papel, 54 x 36 cm

 

 

 

O Cacto

 

Manoel Bandeira

 

Aquele cacto lembrava os gestos desesperados da estatuária:

Laocoonte constrangido pelas serpentes,

Ugolino e os filhos esfaimados.

Evocava também o nosso seco Nordeste, carnaubais, caatingas…

Era enorme, mesmo para esta terra de feracidades excepcionais.

 

Um dia um tufão furibundo abateu-o pela raiz.

O cacto tombou atravessado na rua,

Quebrou os beirais do casario fronteiro,

Impediu o trânsito de bondes, automóveis, carroças,

Arrebentou os cabos elétricos e durante vinte e quatro horas privou a cidade de iluminação e energia:

 

– Era belo, áspero, intratável.

 

Petrópolis, 1925

 

Em: Libertinagem, Manuel Bandeira, Global Editora, São Paulo, 2013





Paisagens brasileiras…

28 07 2024

Paisagem paranaense, 1948

Kurt Boiger (Alemanha, 1909-1974)

óleo sobre tela, 36 x 48 cm      

 

 

 

Paisagem

Omar Pellegatta (Brasil, 1925-2001)

óleo sobre tela

 

 

 

Casa de fazenda

José Antônio Moreto (Brasil, 1938)

óleo sobe placa, 39 x 23 cm





Rio de sol, de céu, de mar…

26 07 2024

Paisagem de Primavera Florida na Ilha de Paquetá – RJ, 1931

Leopoldo Gotuzzo (Brasil,1887-1983)

óleo sobre tela, 55 X 33 cm





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

24 07 2024

Pomba e Natureza Morta, 1988

Adilson Santos (1944)

óleo sobre tela. 45 x 60 cm

 

 

 

Natureza morta, 1971

Reynaldo Fonseca (Brasil, 1925-2019)

óleo sobre tela,  60 cm x 73 cm





Já na Amazon, para os amantes dos anos 80!

23 07 2024
Uma antologia de textos sobre os anos 1980. Já na Amazon em e-book.

Tive o prazer de ter sido convidada para participar desta antologia de textos variados sobre os anos 80. Minha contribuição é de um conto, chamado MAR10, que se passa nos dias de hoje durante uma competição entre jogadores do campeonato do e-game Super Mario Brothers.

Mas há diversos autores e portanto muitas maneiras de se comemorar essa década que marcou tanto a cultura popular.

Espero que vocês gostem.

Edição eletrônica gratuita se você faz parte do Kindle Unlimited. Se não faz parte, o custo é R$16,00 para edição eletrônica. Em papel: sob demanda, 7 a 10 dias. Veja preço na Amazon.

Edição, organização e produção de Monique Machado.

Também em: espanhol, francês e inglês.

ESTAREMOS NA BIENAL DO LIVRO EM SÃO PAULO.





Paisagens brasileiras…

21 07 2024

Paisagem cultivada, 1972

Géza Heller (Hungria-Brasil, 1902-1992)

óleo sobre eucatex. 33 x 48 cm

 

 

Paisagem

Henrique Cavalleiro (Brasil, 1892 – 1975)

óleo sobre tela, 52 x 64 cm

 

 

 

Paisagem com casas

Jayme Aguiar (Brasil, 1925-2008)

óleo sobre placa, 38 x 56 cm





Flores para um sábado perfeito!

20 07 2024

Explosão em vermelho

Wilson Tafner ( Brasil,1967)

acrílica sobre tela, 90 x 110 cm

 

 

 

Vaso de flores, 1995

Yugo Mabe (Brasil, 1955)

óleo sobre tela. 60 x 73 cm





Rio de sol, de céu, de mar…

19 07 2024

Passagem do Carmo – Rio, 1979

Pedro Nascimento (Brasil, 1927-1986)

óleo sobre tela, 60 X 30 cm





Três idades, poesia de Manuel Bandeira

18 07 2024

Três idades da mulher, 1905

Gustav Klimt (Áustria, 1862-1908)

óleo sobre tela, 180 x 180 cm

Galeria Nacional de Arte Moderna e Contemporânea, Roma

 

 

Três idades

 

Manuel Bandeira

 

A vez primeira que te vi,

Era eu menino e tu menina.

Sorrias tanto… Havia em ti

Graça de instinto, airosa e fina.

Eras pequena, eras franzina…

 

A ver-te, a rir numa gavota,

Meu coração entristeceu

Por que? Relembro, nota a nota,

Essa ária como enterneceu

O meu olhar cheio do teu.

 

Quando te vi segunda vez,

Já eras moça, e com que encanto

A adolescência em ti se fez!

Flor e botão… Sorrias tanto…

E o teu sorriso foi meu pranto…

 

Já eras moça… Eu, um menino…

Como contar-te o que passei?

Seguiste alegre o teu destino…

Em pobres versos te chorei

Teu caro nome abençoei.

 

Vejo-te agora. Oito anos faz,

Oito anos faz que não te via…

Quanta mudança o tempo traz

Em sua atroz monotonia!

Que é do teu riso de alegria?

 

Foi bem cruel o teu desgosto.

Essa tristeza é que diz…

Ele marcou sobre o teu rosto

A imperecível cicatriz:

És triste até quando sorris…

 

Porém teu vulto conservou

A mesma graça ingênua e fina…

A desventura te afeiçoou

À tua imagem de menina.

E estás delgada, estás franzina…

 

 

Em: Estrela da Vida Inteira- poesias reunidas, Manuel Bandeira, Rio de Janeiro, José Olympio: 1979, pp 27-28.





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

17 07 2024

Natureza Morta, 1956

Ione Saldanha (Brasil, 1919-2001)

óleo sobre tela, 50 x 65 cm

 

 

 

Vaso com flores e frutas

Lúcio Cardoso (Brasil, 1912-1968)

óleo sobre tela, 65 x 92 cm