Natureza morta, 1997
Clóvis Pescio (Brasil, 1951)
óleo sobre placa, 12 x 24 cm
Café da manhã
Douglas Okada (Brasil,1984)
óleo sobre tela, 80x 100 cm
Natureza morta, 1997
Clóvis Pescio (Brasil, 1951)
óleo sobre placa, 12 x 24 cm
Café da manhã
Douglas Okada (Brasil,1984)
óleo sobre tela, 80x 100 cm
Feira, 1988
Hector Carybe (Argentina-Brasil, 1911-1947)
gravura, 35 x 50 cm
Tasso da Silveira
Nos tabuleiros retangulares
as hortaliças úmidas
acabaram de nascer neste instante:
ainda palpitam do milagre da criação.
E ao seu mágico influxo
a multidão, em torno,
vibra numa alegria iluminada.
Vibra numa alegria
radiosa e plena,
como devem ter sido
as alegrias inaugurais
das primeiras manhãs do mundo.
Em: As imagens acesas: poemas 1924- 27, Tasso da Silveira, Rio de Janeiro, Annuario do Brasil:1928
Paisagem do Silvestre, em Santa Tereza, ao fundo Pão de Açúcar – Rio, 1930
Bruno Lechowski (Polônia-Brasil, 1887-1941)
óleo sobre tela, 33 X 40 cm
Pantanal
Antônio Poteiro (Portugal-Brasil, 1925-2010)
óleo sobre tela, 60 x 70 cm
Hermano Ribeiro da Silva
Caminhar a pé pelos sertões não constitui, por certo, agradável sistema de viagem para os que se habituaram ao sedentarismo das cidades, os quais necessitam dotar-se de enorme dose de estoicismo, a fim de suportar os mil dissabores das jornadas que estafam e até chegam a desacorçoar. E nessa contingência, malgrado a melhor saúde e robustez, forçosamente se tem que submeter, no confronto com os caboclos raquíticos, a uma derrota inevitável e quase desmoralizadora…
Mas caminhar a pé pelos sertões, em contraposição, como que a premiar os padecimentos, traz consigo inumeráveis motivos propiciatórios para as impressões demoradas e mais verídicas do habitat, para as apreensões visuais mais nítidas e mais pormenorizadas dos cenários. A gente, assim, integra-se melhor na rusticidade do ambiente, situação essa que institui fator extraordinariamente favorável par o conhecimento da sua existência total.
Ora, por exemplo, no que concerne à fauna do planalto mato-grossense, se viajássemos em automóvel, pouco haveria de sobrar para a nossa admiração, porquanto o ronco do motor determina a fuga de grande parte dos animais e aves. Ao contrário, seguindo a pé pelas baixadas sempre procurando os trilheiros menos frequentados, constantemente deparamos à nossa dianteira com os testemunhos da magnífica riqueza zoológica que frequenta o desdobramento da Chapada. […]
Nas campinas , nos cerrados, ou nas esparsas nesgas de mato (“pindaíbas”), que compõem a flora do planalto, habitam milhares de veados de todas as espécies, bandos de perigosas queixadas, varas de catetos, os tamanduás solitários, tatus, grupos numerosos das enormes emas velocíssimas, uma infinita população chinesa de siriemas a gritar de sol a sol, perdizes e codornas que a cada momento levantam voo ao nosso lado; depois, à beira dos riachos e dos córregos se escondem as pacas, as capivaras e as antas, e finalmente , a tiranizar o mundo das selvas, surgem as respeitáveis onças nos seus esturros agoniados, ameaçadores.
Nestas linhas não se faz a mera descrição subjetiva de um filme fantasista. Mesmo que não se tenha por finalidade a caça, toda essa fauna vai se apresentando prodigamente aos olhos do viajante que queira fugir da estrada real e possua vontade para enfrentar os dissabores das cavalgadas e das marchas a pé. E é por isso que nos saiu menos enfadonho o longo roteiro a que nos dispusemos efetuar, deslumbrados muitas vezes diante daqueles espetáculos, muitas vezes empenhados em correrias animadas, na expectativa de variar e melhorar as refeições de penitência.
Em: Garimpos de Mato Grosso: viagens ao sul do estado e ao lendário rio das Garças, Hermano Ribeiro da Silva, Rio de Janeiro, Edições Saraiva: 1954, pp 69-70
Corrêa Júnior
Dorme, dorme, bonequinha,
que a Noite já vai chegar,
com o mais lindos dos sorrisos
para o teu sono embalar!
Dorme, dorme, bonequinha,
que a Mamãe já vai chegar,
com a mais doce das cantigas,
para o meu sono embalar !
Em: Barquinho de papel: poesias Infantis, Corrêa Júnior, 1961
Cajus, 1915
Henrique Bernardelli (Chile-Brasil, 1857-1936)
óleo sobre tela, 40 x 55 cm
Verduras e cesto sobre a mesa
José Lima (Brasil, 1910-1980)
óleo sobre tela. 65 x 80 cm
Ipê roxo no meio da Avenida Orozimbo Maia, Campinas, SP
Helena Ohashi (Brasil, 1895-1966)
óleo sobre tela, 30 X 40cm.
Guarapocaia, Ilha Bela
Arlindo Castellane di Carli (Brasil, 1910 – 1985)
óleo sobre eucatex – 40 x 67 cm
Ilha de Paquetá com Baía de Guanabara ao fundo,1947
José Medeiros (Brasil, ? – ?)
óleo sobre madeira, 32 x 44 cm
Marinha
Rodolfo Weigel (Brasil,1907 1987)
óleo sobre eucatex, 40 x 30 cm