Copos de leite, 1984
Carlos Scliar (Brasil, 1920-2001)
Vinil e colagem encerado sobre tela colada em madeira, 56 x 37 cm
Jarro com flores, 1952
Arcangelo Ianelli (Brasil, 1922-2009)
óleo sobre tela, 72 x 60 cm
Copos de leite, 1984
Carlos Scliar (Brasil, 1920-2001)
Vinil e colagem encerado sobre tela colada em madeira, 56 x 37 cm
Jarro com flores, 1952
Arcangelo Ianelli (Brasil, 1922-2009)
óleo sobre tela, 72 x 60 cm
Paulo Mendes Campos
O gato pensa um bocado!
Pensa de frente e de lado!
Esticado ou enrolado!
Satisfeito ou chateado!
Brincalhão ou preocupado!
Sem jantar ou já jantado!
Com saúde ou constipado!
O gato pensa um bocado!
Pensa no império chinês!…
Pensa no irmão siamês!…
Mas um gato sem talento
só tem um pensamento:
CAMUNDONGO! CAMUNDONGO!
Se te pego, te viro assim: OGANODNUMAC!…
Natureza morta com pescado, ovos e limão
Fernando P. [Fernando Clóvis Pereira] (Brasil, 1917-2005)
Óleo sobre tela, 37 x 54 cm
Natureza morta, 1956
Emiliano Di Cavalcanti (Brasil, 1897- 1976)
óleo sobre tela 45 x 60 cm

Fortaleza velha de Santos, Praia da Pouca Farinha, 1968
Aldo Cardarelli (Brasil, 1915-1986)
óleo sobre placa, 24 x 32 cm
Voltando da escola
Alexandre Reider (Brasil, 1973)
óleo sobre tela
Sem título
Francisco Rebolo (Brasil, 1902-1980)
óleo sobre tela
Vaso com flores, 1939
Noemia Mourão (Brasil,1912 -1992)
óleo sobre tela
Vaso de flores
José Wasth Rodrigues (Brasil, 1891-1957)
óleo sobre duratex, 26 x 20 cm

O castelo de cartas, 1869
Théodore Gérard (Bélgica, 1829-1895)
óleo sobre tela, 59 x 74 cm
“Junto à mesa, onde ardia o candelabro, Lúcio estava muito aplicado em levantar castelos de cartas para entreter Adélia.
Feliz idade em que a imaginação entre risos de prazer edifica palácios com essas figuras coloridas! Mais tarde, em vez de castelos de carta, são os castelos de vento, edificados com as ilusões e as esperanças de nossa alma. Vem um sopro de criança e arrasa o suntuoso palácio. O menino reúne as cartas e levanta novo castelo. O homem debalde tenta coligir as ilusões que tombaram: não encontra nem o pó; desfizeram-se em fumo.”
José de Alencar, O tronco do Ipê
Publicado pela primeira vez em 1871, foi o segundo romance regionalista de Alencar. Foi também o primeiro romance “de gente grande”, como minha mãe anunciou, quando me deu para ler nas férias de julho depois de eu completar dez anos no mês anterior. Nem sei quantas vezes o reli. Muitas. Já soube algumas partes de cor. Ainda sei nomear todos os personagens. Aliás foi o início de um bom relacionamento meu com o autor. A história se passa numa fazenda em Teresópolis, cidade com que eu estava familiarizada por passar férias lá. Há menções do rio Paquequer, assim como também acontece em O Guarani. Depois de O tronco do ipê, ainda jovem adolescente, cheia de histórias românticas na cabeça, li todos os outros “perfis de mulher’ dele, ou os chamados romances urbanos: Cinco minutos, A viuvinha, Lucíola (de que não gostei muito), A pata da gazela, Til. Mais tarde, não sei exatamente quando, provavelmente quando tinha quatorze anos, li Senhora, que se tornou um de meus livros favoritos de toda a minha juventude. Qual não foi minha boa surpresa saber, muitos anos depois, que Senhora havia sido traduzido para o inglês e fazia parte de muitos currículos de literatura sobre empoderamento feminino, em universidades nos Estados Unidos. Li também, algumas vezes, Iracema, de que gosto mais do que O Guarani, mas não cheguei a ler, Minas de Prata, nem O Gaúcho. Tínhamos a coleção toda lá em casa, mas esses, nunca chegaram a me interessar. Talvez seja a hora de voltar a Alencar, quem sabe?
Parti direto dos romances urbanos de Alencar para A mão e a luva e Helena de Machado de Assis. Essa foi a minha apresentação, pelas mãos de minha mãe a Machado. Funcionou porque apesar de ler Don Casmurro, depois aos quinze-dezesseis anos, ele não me interessou tanto quanto Memórias Póstumas de Brás Cubaslido em seguida, que foi por um bom tempo meu livro de cabeceira.