Na boca do povo: escolha de provérbios populares

20 03 2025
 
 
“Panela que muitos mexem ou sai crua ou queimada.”




Sobre o ciúme: José de Alencar

19 03 2025

Leitura, 2011

Reynaldo Fonseca (Brasil, 1925-2019)

óleo sobre tela

 

 

“O ciúme não nasce do amor, e sim do orgulho. O que dói neste sentimento, creia-me, não é a privação do prazer que outrem goza, quando também nós podemos gozá-lo e mais. É unicamente o desgosto de ver o rival possuir um bem que nos pertence ao cobiçarmos, ao qual nos julgamos com direito exclusivo, e em que não admitimos partilha. Há mais ardente ciúme do que o do avaro por seu ouro, do ministro por sua pasta, do ambicioso por sua glória? Pode-se ter ciúme de um amigo, como de um traste de estimação, ou de um animal favorito. Eu quando era criança tinha-o de minhas bonecas.”

 

José de Alencar, em Senhora, em domínio público.





A janela e o sol, soneto de Alberto de Oliveira

18 03 2025

O quarto dela, 1963

Andrew Wyeth (EUA, 1917 -2009)

têmpera sobre placa

Coleção Particular

 

 A janela e o sol

 

Alberto de Oliveira

 

“Deixa-me entrar, – dizia o sol – suspende

A cortina, soabre-te! Preciso

O íris trêmulo ver que o sonho acende

Em seu sereno virginal sorriso.

 

Dá-me uma fresta só do paraíso

Vedado, se o ser nele inteiro ofende…

E eu, como o eunuco, estúpido, indeciso,

Ver-lhe-ei o rosto que na sombra esplende.”

 

E, fechando-se mais, zelosa e firme,

Respondia a janela: “Tem-te, ousado!

Não te deixo passar! Eu, néscia, abrir-me!

 

E esta que dorme, sol, que não diria

Ao ver-te o olhar por trás do cortinado,

E ao ver-se a um tempo desnudada e fria?!”

                                   

Publicado em 1886. no livro Sonetos e poemas





Nossas cidades: Piracicaba

18 03 2025

Às margens do Rio Piracicaba, 1941

Álvaro Paulo Sêga (Brasil, 1917-1991)

óleo sobre tela





Paisagens brasileiras…

16 03 2025

Noite com arco-íris,1991

Ivan Freitas (Brasil, 1932-2003)

acrílica sobre tela (aerografo), 85 x 100 cm

 

 

Noite de luar,1989

Glauco Rodrigues (Brasil,1929-2004)

óleo sobre tela, 60 x 73cm





Flores para um sábado perfeito!

15 03 2025

Flores

Vera Sabino (Brasil, 1949)

acrílica sobre tela

 

 

Vaso com flores na janela, 1990

Lia Mittarakis (Brasil,1934-1998)

óleo sobre eucatex,  73 x 53 cm





Vento do mar e o sol no meu rosto a queimar…

14 03 2025

Lagoa Rodrigo de Freitas, 1894

João Baptista da Costa (Brasil, 1865-1926)

óleo sobre madeira, 25 x 61 cm





O verde do meu bairro: árvore guarda-chuva

13 03 2025
Árvore guarda-chuva, na rua Conselheiro Lafayette, no Posto 6.

Há tempos eu não trago o verde do meu bairro para o blog. Esteve por muitos anos entre as postagens favoritas daqui. Em parte porque meu telefone antigo, o que uso para andar na rua, não produz mais fotos tão boas pelos padrões de hoje, e nas horas em que geralmente ando pela cidade, no calor que tem feito, as ruas estão mais desertas. Também porque ando vendo muito do mesmo nas ruas por que ando aqui no meu canto do Rio de Janeiro.  Ontem, olhando para cima, eu me deparei com as flores em forma de longos dedos cobertos de florzinhas vermelhas, nessa árvore no Posto 6 de Copacabana na divisa com Ipanema.  Custei a achar seu nome.  Acabei consultando uma amiga bem mais versada no assunto.  Essa é a Schefflera actinophylla, conhecida no Brasil como árvore guarda-chuva, árvore-polvo, brassaia, cheflerão.

Fiquei surpresa de ser uma Schefflera. Porque as Scheffleras que eu conhecia até hoje eram arbustos.  Na verdade, tive uma em vaso, dentro de casa nos Estados Unidos, por mais de 20 anos.  Ela cresceu até uns 150 cm.   Mas nunca deu flor, e nunca soube que daria flor.  

Apesar de sua aparência tropical não é natural do Brasil. É nativa das florestas tropicais chuvosas da Austrália, Nova Guiné e Java.  Minha pesquisa na internet me diz que é usada principalmente como árvore decorativa de grandes jardins.  Aqui em Copanema [nome dado pelos moradores a esse quase bairro de Copacabana e Ipanema] ela tem características de que não foi plantada como parte do planejamento urbano da cidade, mas por algum morador, que a plantou em espaço deixado por outra árvore que morreu. 

Muitos talvez não saibam que as ruas da cidade têm árvores que dão sombra, regularmente plantadas pela prefeitura, principalmente nos bairros da zona sul. Essa aqui parece não estar muito feliz, parece estar um tantinho estressada, principalmente quando comparamos com uma árvore dessas bem tratada como a da foto abaixo.  Mas enfeita esse canto do Rio de Janeiro.

 





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

12 03 2025

Natureza morta, 1947

Christina Balbão (Brasil, 1917-2007)

pastel sobre papel, 48x66cm

UFRGS

 

 

Objetos sobre a mesa, 2004

Victor Arruda (Brasil, 1947)

óleo sobre tela, 130 x 110 cm





Nossas cidades: Caxambu

11 03 2025

Paisagem com casario em Caxambu, MG, 1952

Virgílio Tenório Filho (Brasil, ?)

óleo sobre madeira, 29 x 35 cm