A evolução da casa no Rio de Janeiro … texto de Pedro Nava

3 11 2015

 

CAROLLO, Edy Gomes (1921) Solar, o.s.t. - 73 x 60Solar, s.d.

Edy Gomes Carollo (Brasil, 1921-2000)

óleo sobre tela, 73 x 60 cm

 

 

“A casa era uma dessas belas construções do fim do século passado, com jarrões na cimalha, florões, monograma, cinco janelaços de fachada, com gradis prateados  onde dragões simétricos ficavam frente a frente, ladeando o ornamento central; jardim de gramado liso, duas palmeiras imperiais e a fonte de pedra que escorria seu fio de prata sobre limos e peixes vermelhos; portão com pilastras de granito; o clássico caramanchão de cimento imitando bambu e o colmo de palha e todo trançado de trepadeiras. O prédio de D. Adelaide era de porão habitável (cujo pé-direito era mais alto que os dos apartamentos de hoje) e de andar superior luxuoso, cheio de ornatos esculpidos nos tetos, vidraças biseautées, vastos salões, lustres com pingentes de cristal; um sem-número de quartos; portas almofadadas com maçanetas lapidadas; pias, bidês e latrinas de louça ramalhetada; vastas banheiras de mármore onde a água chegava pelo bico aberto de dois cisnes de pescoço encurvado e feitos de metal amarelo sempre reluzentes do sapólio. Bela casa, na segunda etapa de sua existência. Porque a primeira e inaugural era sempre a residência de grande do Império ou figurão da República. A segunda, pensão familiar. A terceira, casa de cômodos. Depois cabeça-de-porco — substituída pelos arranha-céus de hoje. Lá está o atual, com os apartamentos que encimam a Casa Cabanas e a Papelaria Dery. Mesmo número: 252.”

 

Em: Balão Cativo:memórias/2, Pedro Nava, Rio de Janeiro, José Olympio: 1973, p. 188.





Trova das horas contadas

3 11 2015

 

 

moça à noite, Ilustração F Cayley RobinsonMoça à noite, ilustração de F. Cayley Robinson.

 

 

Nos dedos eu conto as horas,

não sei contar diferente,

mas, hoje, sei que demoras

bem mais do que antigamente.

 

(Amália Max)





Caixinha mágica, poesia infantil de Roseana Murray

2 11 2015

 

 

presente jose luis merino, presenteIlustração de José Luís Merino.

 

 

Caixinha mágica

Roseana Murray

 

Fabrico uma caixa mágica
para guardar o que não cabe
em nenhum lugar:
a minha sombra
em dias de muito sol,
o amarelo que sobra
do girassol,
um suspiro de beija-flor,
invisíveis lágrimas de amor.

 

Fabrico a caixa com vento,
palavras e desequilíbrio,
e para fechá-la
com tudo o que leva dentro,
basta uma gota de tempo.

 

O que é que você quer
esconder na minha caixa?

 

Em: Fábrica de poesia, Roseana Murray, São Paulo, Scipione: 2008





Domingo, um passeio no campo!

1 11 2015

 

 

Yara Tupinambá, Serra do Cipó, 2003, ost, 80x 100Serra do Cipó, 2003

Yara Tupinambá (Brasil, 1932)

óleo sobre tela, 80 x 100 cm





Flores para um sábado perfeito!

31 10 2015

 

 

MANOEL SANTIAGO (1897-1987) -Natureza Morta - Vaso de Flores, óleo sobre tela, Déc. 50, med. 50 x 60cm, assinado frente e verso, datado 1950 e localizado RioNatureza morta, vaso com flores, 1950

Manoel Santiago (Brasil, 1897-1987)

óleo sobre tela, 50 x 60 cm





Rio de Janeiro, comemorando 450 anos!

30 10 2015

 

Rescala, Paisagem do RJ com Pão de Açúcar ao fundo, 1950, 40 x 30 cm – OSMPaisagem do Rio de Janeiro com o Pão de Açúcar ao fundo, 1950

João José Rescála (Brasil, 1910-1986)

óleo sobre madeira, 40 x 30 cm





Na boca do povo: escolha de provérbio popular!

30 10 2015

 

coelhinho Lino e a borboleta, M W IlustraçõesCoelhinho Lino e a borboleta, ilustração MWEditores.

 

 

“Depois de fugir o coelho, toma o vilão o conselho.”




Sublinhando…

29 10 2015

 

Poul Friis Nyboe (Dinamarca,1869-1929)Um autor favorito, ost, 63 x 48 cmUm autor favorito

Poul Friis Nybo (Dinamarca, 1869-1929)

óleo sobre tela,  63 x 48 cm

 

 

“Até nas flores se encontra
A diferença da sorte!
Umas enfeitam a vida
Outras enfeitam a morte!”

 

Jerônimo Guimarães (Brasil, 1836-1897) em As Flores.





Descantes, poema de Stella Leonardos

27 10 2015

 

 

jardim, jardineiro, casa, árvores, Pierre Brissaud, House and Garden 1927-03Ilustração de Pierre Brissaud, para a revista House & Garden, março 1927.

 

 

Descantes

 

Stella Leonardos

 

 

Ah pássaro triste!

Quem larga cantigas

de penas tão cinzas

nas horas que voam?

 

Ah flor escondida!

Choraste tão triste

nas gotas de brilho

do orvalho que foi-se.

 

Ah nuvem lá em cima

fugindo fugindo

tão triste tão triste

tão alma de sonho!

 

Vem, chuva dos tristes,

irmã comovida

cinzentas retinas

chorando horizontes!

 

Em: Ar Lírico, Stella Leonardos, Rio de Janeiro, Livraria São José: 1961, p. 21





Nossas cidades: Florianópolis

26 10 2015

 

 

Eduardo Camões, Ponte Hercílio Luz, Óleo sobre tela, 20 alt X 40 larg (cm), acid e verso, Ano 1988 FloripaPonte Hercílio Luz, 1988

[Reconstituição da paisagem em Florianópolis]

Eduardo Camões (Brasil, 1955)

óleo sobre tela, 20 x 40 cm