Bouquet na janela, 1999
Raquel Taraborelli (Brasil, 1957)
óleo sobre tela, 80 x 80cm
Bouquet na janela, 1999
Raquel Taraborelli (Brasil, 1957)
óleo sobre tela, 80 x 80cm
Praça do Bairro do Peixoto ao fundo pedra do Inhangá Copacabana, década de 1950
Yvonne Visconti Cavalleiro (Brasil, 1901 – 1965)
óleo sobre tela, 61 x 53 cm
Apaixonada por Manet, 2010
Carmo Soá (Brasil, 1962)
óleo sobre tela, 81 x 65 cm
Bananas e tacho de cobre, 1987
Nilton Bravo (Brasil, 1937 – 2005)
óleo sobre tela, 30 x 40 cm
Autoria desconhecida.
Hermes Fontes
Depois de longa ausência e penosa distância,
vi a fonte da mata,
de cuja água bebi, na minha infância.
E que melancolia
nessa emoção tão grata!
Ver — constância das coisas, na inconstância…
ver que a Poesia é uma segunda infância,
e que toda Poesia…
Vem da fonte da mata…
Em: Poesia Brasileira para a Infância, Cassiano Nunes e Mário da Silva Brito, São Paulo, Saraiva: 1967, Coleção Henriqueta, p. 157.

O Hospital da Lagoa foi projeto de Oscar Niemeyer e Hélio Uchôa de 1952 e inaugurado em 1958. Foi obra feita para a Companhia Sulamérica de Seguros e construído pela Construtora Pederneiras. Hoje é um hospital federal. O projeto de jardinagem foi de Roberto Burle Marx, em 1955.

Está situado no bairro do Jardim Botânico, às margens da Lagoa Rodrigo de Freitas [Rua Jardim Botânico 501] tendo às suas costas o sopé do Morro do Corcovado. Este foi o primeiro projeto no Rio de Janeiro a ostentar as colunas em “V”, que se tornaram sinônimos de Oscar Niemeyer. Elas ampliam o espaçamento entre colunas deixando mais espaço livre entre apoio estruturais.

Os quartos dos pacientes dão vista para a Lagoa Rodrigo de Freitas enquanto a parte administrativa é situada de frente para a Rua Jardim Botânico. Nesta parte a estrutura é feita com cobogó para melhor ventilação. O painel de azulejos foi projetado pelo artista plástico Athos Bulcão.

O edifício foi tombado em 1992 pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural. Visitas só agendadas com muita antecedência.


Pelas ruas da ilusão,
o cigano libertino,
lendo o destino na mão,
vive na mão do destino.
(Hegel Pontes)

O Instituto Oswaldo Cruz foi projetado pelo arquiteto português Luís de Moraes Júnior. Construído entre os anos de 1904-1918, o prédio pertence ao estilo Mourisco e foi baseado nos próprios croquis de Oswaldo Cruz. Tem localização privilegiada, no alto de uma montanha, com domínio da paisagem ao redor sobre a principal entrada terrestre da cidade do Rio de Janeiro, a Avenida Brasil. Também chamado de Instituto Manguinhos, graças ao local onde foi construído, este é o principal edifício neomourisco da cidade do Rio de Janeiro, tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico [IPHAN] em 1981.

A varanda é ricamente revestida de azulejos importados, a grande maioria da fábrica portuguesa Bordallo Pinheiro. Enquanto todos os detalhes de ferro forjado como: guarda-corpos, gradis, escadas, luminárias de bronze e elevador foram importados da Alemanha.

O mosaico do piso e os tijolos são franceses. O cimento veio da Inglaterra. Toda a madeira é brasileira, inclusive as madeiras do piso-mosaico de madeiras, raro expoente deste trabalho na cidade, que encontra paralelo só no Castelo da Ilha Fiscal. Também brasileiro é o granito de base do edifício que foi retirado do próprio local da construção.

Além disso, mais notável ainda, é o vitral do quarto andar, executado por Formenti e Cia.

O Pavilhão Mourisco do Instituto Oswaldo Cruz é um exemplo da arquitetura eclética no Rio de Janeiro. Teve três grandes influências em sua construção. A arquitetura do Palácio de Montsouris, em Paris; o Castelo de Alhambra, em Granada, Espanha e a sinagoga de Berlim cujas torres foram totalmente replicadas em Manguinhos.




Hoje esse Castelo Mourisco é ocupado pela Presidência da Fiocruz e seus setores administrativos, pelo Departamento de Patrimônio Histórico (DPH) da COC e pelo Instituto Oswaldo Cruz, unidade técnico-científica da Fiocruz.


Rebanho de ovelhas com pastor
Arthur José Nísio (Brasil, 1906 — 1974)
óleo sobre tela, 75 x 103 cm
Hortênsias
Áurea Bertacchini de Souza Paiva (Brasil, 1946)
óleo sobre tela