Domingo, um passeio no campo!

27 09 2015

 

José Pancetti, Beira do lago, 1944, ost, 54x65Beira do lago, 1944

José Pancetti (Brasil, 1902-1958)

óleo sobre tela, 54 x 65 cm





Refugiados, texto de Charles Simic

27 09 2015

 

navio-de-emigrantes, , de Lasar Segall (1939-41), pintura a óleo com areia sobre tela, 230 x 275 cmNavio de emigrantes, 1939-1941

Lasar Segall (Lituânia/Brasil, 1891-1957)

óleo com areia sobre tela, 230 x 275 cm

Museu Lasar Segall, São Paulo

 

 

“Pessoas deslocadas” era o nome que nos davam, desde 1945, e isso era o que éramos, verdadeiramente. Quando você vê bombas caindo em alguns antigos documentários, seja um exército avançando contra outro, aldeias e cidades consumidas por fogo e fumaça, você esquece dos grupos de pessoas no celeiro. Sr. e Sra. Inocente pagaram alto neste século só por estarem ali. Condenados pela história, como os marxistas gostavam de dizer, talvez pertencendo a uma classe social incorreta, um grupo incorreto ou uma religião incorreta – o que seja – eles eram e continuam a ser uma lembrança desagradável de todas as utopias filosóficas e nacionalistas que não deram certo. Com seus trapos e trouxas e seu ar de miséria e desespero, eles vieram em massa do Leste, fugindo do mal sem ideia de para onde estavam indo. Ninguém tinha muito para comer na Europa e aqui estavam os refugiados famintos, centenas de milhares em trens, campos e prisões, molhando pão dormido em sopa aguada, procurando por piolho nas cabeças de seus filhos e grasnando em dúzias de línguas sobre seu horrível destino.

Minha família, como tantas outras, pode ver o mundo graças às guerras de Hitler e a chegada ao poder de Stalin na Europa Oriental. Não éramos colaboradores alemães ou membros da aristocracia, nem éramos precisamente exilados políticos. Peixes pequenos, não decidíamos por nós mesmos. Tudo foi arranjado por nós pelos líderes do nosso tempo. Como tantos outros que estavam deslocados, não tínhamos nenhuma ambição de sair do nosso bairro em Belgrado. Nós gostávamos de lá. Negociações foram feitas sobre esferas de influência, fronteiras foram redesenhadas, a chamada Cortina de Ferro foi baixada, e nós ficamos à deriva com nossos poucos bens. Historiadores ainda estão documentando todas as traições e horrores que nos atingiram como resultado da Yalta e de outras tantas conferências, e o assunto ainda não chegou a seu ponto final.

Como sempre, houve diferentes graus do mal e da tragédia. Minha família não se deu tão mal quanto outras. Milhares de russos que os alemães haviam forçado a trabalhar para eles nas indústrias e fazendas foram devolvidos a Stalin contra a vontade deles pelos Aliados. Alguns foram assassinados, outros mandados para os ‘gulags’ para que não contaminassem o resto da população com novas ideias adquiridas pelo capitalismo decadente. Nossas perspectivas foram melhores. Tínhamos a esperança de acabar nos Estados Unidos, Canadá ou Austrália. Não que isso fosse garantia. Entrar nos Estados Unidos era particularmente difícil. A maioria dos países da Europa Oriental tinha cotas muito pequenas, diferente da Europa Ocidental. Aos olhos dos especialistas em genética e dos políticos da imigração, eslavos do sul não era material étnico altamente desejável.”

 

Em: “Refugees”, Charles Simic, Letters of Transit: Reflexions on Exile, Identity, Language and Loss, ed. André Aciman, New York, The New Press: 1990, pp. 120-121
Tradução Ladyce West.





Imagem de leitura — Eva Gonzales

26 09 2015

 

 

gonzales, e. no parque,No parque, 1876

Eva Gonzales (França, 1849-1883)

óleo sobre tela, 40 x 33 cm

Coleção Particular





Flores para um sábado perfeito!

26 09 2015

 

 

SYLVIO PINTO,Jarro com Flores vermelhas,ost, dec. 1940, 45 x 55cmJarro com flores vermelhas, década de 1940

Sylvio Pinto (Brasil, 1918-1997)

óleo sobre tela, 45 x 55 cm





Rio de Janeiro comemorando 450 anos!

25 09 2015

 

 

Sérgio Telles,Casarios em  Santa Tereza,RJ,OSM,40 x 60Casario em Santa Teresa, RJ, c. 1990

Sérgio Telles (Brasil, 1936)

óleo sobre madeira, 40 x 60 cm





Sublinhando…

24 09 2015

 

 

albertvon-keller(Suiça)Lesende,1873,osm,18,5x13,5cmLeitora, 1873

Albert von Keller (Suíça, 1844-1920)

óleo sobre tela, 18 x 13 cm

 

“Onde pus a esperança, as rosas
Murcharam logo.”

 

 

Fernando Pessoa (Portugal, 1888-1935) em Onde pus a esperança, 1920.





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

23 09 2015

 

 

Clóvis Pescio - Natureza Morta - Óleo sobre tela - acie - datado de 1999 - 50x70cmNatureza morta, 1999

Clóvis Péscio (Brasil, 1951)

óleo sobre tela, 50 x 70 cm





Imagem de leitura — Franz Marc

23 09 2015

 

 

retrato da mãeRetrato da mãe do pintor, 1902

Franz Marc (Alemanha, 1880-1916)

óleo sobre tela, 98 x 69 cm

Lenbachhaus, Munique





A Primavera chegou!

22 09 2015

 

flowers in gardenFlores no jardim, clívia e gerânio, 1911

August Macke (Alemanha, 1887-1914)

óleo sobre tela, 90 x 71 cm

Lenbachhaus, Munique





Dia Mundial sem carro! Deixe o seu em casa!

22 09 2015

 

 

rainy_walk_with_daddy_afremov_by_leonidafremov-d31pnbbPasseio com papai na chuva

Leonid Afremov (Bielorússia/Israel, 1955)

óleo sobre tela