Natureza morta com figos e uvas
Alfredo Volpi (Itália/Brasil, 1896-1988)
têmpera sobre papel colada sobre placa, 20 x 31 cm
Natureza morta com figos e uvas
Alfredo Volpi (Itália/Brasil, 1896-1988)
têmpera sobre papel colada sobre placa, 20 x 31 cm
Anhangabaú, 1980
Gregório Gruber (Brasil, 1951)
acrílica sobre tela, 100 x 140 cm
Duas lendo
Maurice Asselin (França, 1882-1947)
óleo sobre tela, 96 x 94 cm
Cheltenham Art Gallery & Museum, Grã-Bretanha
Mapa do inferno, 1480-1490
Ilustração para A Divina Comédia de Dante
Sandro Boticelli (Florença, entre 1444-1445 — 1510)
Bibliotheca Apostolica Vaticana, Roma
Pouca gente sabe que o pintor florentino Sandro Botticelli, cujo nome de nascença era Alessandro di Mariano di Vanni Filipepi, ilustrou a Divina Comédia de Dante, a pedido de Le Popolano, ou seja, Lorenzo di Pierfrancesco de Médici (1463 –1503), membro da família de banqueiros de Florença e político. Botticelli começou a ilustrar essa obra por volta de 1490. Muitas das páginas de ilustrações se perderam no século XV para serem redescobertas no século XVIII. Havia inicialmente um conjunto de 102 ilustrações. Hoje são 92 e estão divididas entre o Vaticano e Berlim.
Estrada arborizada, 1990
Cristiano Amadeo Lorenzato (Brasil, 1900 – 1995)
óleo sobre chapa de madeira, 90 x 70 cm
Flores
Anita Gueiros (Brasil, contemporânea)
óleo sobre tela, 60 x 80 cm
Autorretrato duplo, 1976
Richard Estes (EUA, 1932)
óleo sobre tela
MOMA, Nova York
DETALHE
Autorretrato duplo, 1976
Richard Estes (EUA, 1932)
óleo sobre tela
MOMA, Nova York
Bondinho do Corcovado, 2006
Mauro Ferreira (Brasil, 1958)
óleo sobre tela, 46 x 75 cm
Natureza morta
Wilton Tonelli (Brasil, 1905-1977)
óleo sobre tela, 80 x 100 cm
Leitura
Cid Morrone (Itália, 1956)
óleo sobre tela
“Seu comportamento extravagante preenchera toda a minha vida, ele viera se aninhar em cada recanto, ocupava todo o quadrante do relógio, devorando cada instante. Acolhi essa loucura de braços abertos, depois os fechei para apertá-la com força e dela me impregnar, mas temia que uma loucura mansa como esta não fosse eterna. Para ela, o real não existia. Eu tinha encontrado um Dom Quixote de saias e botas, que, toda manhã, com os olhos recém-abertos e ainda inchados, pulava sobre seu pangaré, freneticamente lhe batia nos flancos e saía a galope para investir contra seus distantes moinhos cotidianos. Ela conseguira dar um sentido à minha vida, transformando-a numa balbúrdia perpétua. Sua trajetória era clara, tinha mil direções, milhões de horizontes, meu papel consistia em fazer a intendência seguir, em cadência, em lhe dar os meios de viver suas demências e não se preocupar com coisa nenhuma. Quando na África avistamos uma grou ferida à beira de uma trilha, ela desejou pegá-la para cuidar dela. Tivemos de prolongar nossa estada uns dez dias, e depois, uma vez a ave curada, ela quis trazê-la para Paris, mas não entendeu que era preciso obter certificados, cobri-los de carimbos, assinaturas, preencher montanhas de formulários para passar pela fronteira.
— Por que todas essas maluquices? Não me diga que toda vez que essa ave sobrevoa as fronteiras tem de preencher este formulário e deve aguentar todos esses funcionários! Até a vida dos pássaros é um calvário! — ela vociferara, exasperada, enquanto batia com o carimbo na mesa do veterinário.”
Em: Esperando Bojangles, Olivier Bourdeault, Belo Horizonte, Autêntica: 2017, tradução de Rosa Freire de Aguiar, páginas 45-6.