Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos

11 02 2026

O vendedor de frutas, 1923

Tarsila do Amaral (Brasil, 1886-1873)

óleo sobre tela, 109 x 95 cm

Coleção Gilberto Chateaubriand – MAM/RJ

 

 

 

Vendedor de frutas, 1924

Vicente do Rego Monteiro (Brasil, 1899-1970)

óleo sobre tela, 70 x 80 cm

Coleção Particular





Lady Gata, trecho de Jeovanna Vieira

10 02 2026

O gato sábio, 1904

Henriëtte Ronner-Knip (Holanda, 1821-1909)

óleo sobre madeira, 28 x 36 cm

Coleção Particular

 

 

De manhã, quando a gente chegava à nossa baia, tinha sempre um gato branco deitado na mesa de P. O encarregado da limpeza disse que podia dar um jeito nele, Tá tranquilo, o bichinho não faz mal pra ninguém. No começo era o gato do hangar. Depois virou o gato da nossa ilha. Até que chegamos um dia pela manhã e o bicho parecia meio morto.  Nunca vi alguém tão desesperado pela vida de um animal que sequer lhe pertencia. Foi aí que ele virou o gato da P.

Penélope segurou o gato, que mais parecia um tigre-de-bengala em seu colo, e correu com dificuldade em direção ao pátio. Pediu ao seu Geraldo, o motorista, que o levasse ao veterinário mais próximo, e rápido.  A lamúria da P. durou uma semana, o tempo da internação. Penélope foi visitá-lo todos os dias e voltava com boletins não solicitados da evolução do quadro. Eu não aguentava mais aquela ladainha toda.  Quando ela voltou com o bicho recém-operado dentro da caixa de transporte, seu Geraldo despontou atrás com sacolas enormes, trazendo o enxoval completo comprado no pet shop. Penélope depositou a caixa cuidadosamente no canto da sua mesa. Dava para ver um colchãozinho xadrez. Não tem gato? Então, não tem. É uma gata. Penélope mostrou a plaquinha de identificação como nome Lady Gata e o número do celular dela. É isso, agora a gata mora aqui com a gente. Alguém tem alergia? Bateu uma caixa de Fenergan em cima da mesa. Sem protestos.

 

Em: Virgínia mordida, Jeovanna Vieira, Companhia das Letras: 2024

 

 





Nossas cidades: Paraty

10 02 2026

Sobrado em Paraty, 19969

Djanira da Motta e Silva (Brasil, 1914-1979)

acrilica sobre tela 54 x 73 cm





Rosa Montero sobre a resposta a seu livro: “A ridícula ideia de nunca mais te ver”

9 02 2026

Leitura na poltrona

Alfonso Cuñado  (Espanha, 1953)

óleo sobre tela, 50 x 50 cm 

 

“Nossos mortos e nossos filhos são as coisas mais importantes que nos acontecem na vida. Sempre recebo muitas mensagens, porque sou bastante acessível. Mas com esse livro foram muitíssimas. E 90% das pessoas me escreviam para contar histórias de mortes próximas. O extraordinário é que essas histórias não eram tristes, eram preciosas, celebravam o amor. Acho que essas pessoas não tinham podido contar isso a ninguém, nem sequer podiam reconhecer que havia alguma beleza ali, porque, quando há uma morte, temos a cabeça mergulhada na dor. Então, o meu livro, sem que eu tivesse a intenção, proporcionou aos leitores o resgate da beleza das mortes próximas.”

 

Essa foi a resposta do público que Rosa Montero recebeu depois da publicação de seu livro: A ridícula ideia de nunca mais te ver, tradução de Mariana Sanchez, Editora Todavia: 2019

 

Citação encontrada no livro: Sobre a ficção, Ricardo Viel, Companhia das Letras: 2025





Imagem de leitura: Felipe Diniz Sanguin

9 02 2026

Veraneio, 2023

Felipe Diniz Sanguin (Brasil, 1986)

acrílica sobre tela, 100 x 80 cm





Paisagens brasileiras…

8 02 2026

A colheita, 1903

Antonio Ferrigno (Itália-Brasil, 1863-1940)

óleo sobre tela, 100 x 150 cm 

Museu do Ipiranga

 

 

 

Café, 1940

Candido Portinari (Brasil, 1903-1962)

óleo sobre tela, 46 x 55 cm





Flores, porque hoje é sábado…

7 02 2026

Natureza morta

Yvonne ViscontiCavalleiro (França-Brasil, 1902 – 1965)

aquarela sobre papel, 31 x 20 cm

 

 

 

Vaso com flores

Tadashi Kaminagai (Japão-França, 1899-1982)

óleo sobre tela – 58 x 43 cm

 





O avestruz lírico, poema de António Manuel Couto Viana

6 02 2026

Espere, alguma coisa não está correta!, 2023

Stephen Hall (Escócia, 1954)

acrilica sobe tela,  102 × 76 cm

 

NOTA: os emojis fazem parte da tela.

 

 

 

O avestruz lírico

 

António Manuel Couto Viana (1923–2010)

 

 

Avestruz:

O sarcasmo de duas asas breves

(Ânsia frustrada de espaço e luz,

De coisas frágeis, líricas, leves);

 

Patas afeitas ao chão;

Voar? Até onde o pescoço dá.

Bicho sem classificação:

Nem cá, nem lá.

 

Isto sou (Dói-me a ironia

– Pudor nem eu sei de quê).

Daí a absurda fantasia

De me esconder na poesia,

Por crer que ninguém a lê.

 

 

Em: O avestruz lírico, 1948

 

Nota: encontrei esse poema hoje, por acaso.  Não resisti, tive que trazê-lo para cá.  Ri muito.





Da janela vê-se o Corcovado…

6 02 2026

Praia de Copacabana, 1995

Ivan Freitas (Brasil, 1932-2006)

óleo sobre madeira industrializada, 80 x 106 cm





Os gatos de Picasso

5 02 2026

Gato caçando pássaro, 1939

Pablo Picasso (Espanha, 1881-1973)

óleo sobre tela, 100 x 81 cm

Museu Picasso, Paris

 

 

Gato com caranguejo , 1965

Pablo Picasso (Espanha, 1881-1973)

óleo sobre tela

Guggenheim Museum, NY

 

 

Gato com lagosta, 1965

Pablo Picasso (Espanha, 1881-1973)

óleo sobre tela

Guggenheim Museum

 

 

Gato comendo um pássaro, 1939

Pablo Picasso (Espanha, 1881-1973)

óleo sobre tela, 81 x 100 cm

Museu Picasso, Paris

 

 

Natureza morta com gato e peixe, 1962

Pablo Picasso (Espanha, 1881-1973)

óleo sobre tela

Museu Picasso, Barcelona

 

 

Gato, 1955

Pablo Picasso (Espanha, 1881-1973)

aquarela sobre papel

 

 

Dora Maar com gato, 1941

Pablo Picasso (Espanha, 1881-1973)

óleo sobre tela

 

 

Jacqueline sentada com seu gato, 1964

Pablo Picasso (Espanha, 1881-1973)

óleo sobre tela

Musée des Beaux Arts, Montréal

 

 

Nu reclinado com gato, 1964

Pablo Picasso (Espanha, 1881-1973)

óleo sobre tela 

 

 

 

Nu reclinado com gato, 1964

Pablo Picasso (Espanha, 1881-1973)

óleo sobre tela 

Museu Picasso, Málaga

 

 

NOTA: em todas as telas que conheço de Picasso, e nem todas estão aqui, porque não tenho detalhes ou confirmação de onde estão, os gatos para Picasso não são todos fofinhos e deliciosos de se ter no colo.  São muito agressivos.  O que vocês acham?

 

 

 

Pablo Picasso com seu gato.