Curiosidade literária

14 02 2022

Moça lendo

Richard Edward Miller (EUA, 1875-1943)

óleo sobre tela

Bronxville Public Library, Bronxville, NY

Enquanto escrevia Notre-Dame de Paris, Vítor Hugo desenvolveu um método de trabalho bastante excêntrico.  Ele retirava todas as roupas e as guardava num armário.  O objetivo era evitar quebrar sua concentração e não sucumbir à tentação de ingressar no mundo fora de casa.  Nu, ele se sentia obrigado a ficar sentado escrevendo sua obra-prima.

 





Domingo, um passeio no campo!

13 02 2022

Fazenda

Riokai Ohashi (Japão, 1895-1943)

óleo sobre cartão colado em placa, 31 x 40 cm





Eu, pintora: Maggie Laubser

12 02 2022

Autorretrato, 1928

Maria Magdalena (Maggie) Laubser (África do Sul, 1886-1973)

óleo sobre tela, 47 x 33 cm

Sanlam Art Collection, África do Sul

 





Flores para um sábado perfeito!

12 02 2022

Papoulas, 1946

Leopoldo Gotuzzo (Brasil, 1887-1983)

Óleo sobre tela,  64 x 80 cm





Rio de Janeiro, Rj, Brasil

11 02 2022

Paisagem de Santa Tereza – Rio de Janeiro, 1978

Joaquim Tenreiro (Portugal/Brasil, 1906-19920

óleo sobre tela, 27 x 35 cm





Dois escritores bretões: Renan e Chateaubriand, Afonso Arinos de Melo Franco

10 02 2022

A leitora

Jean-Louis Mendrisse (França, 1955)

óleo sobre tela

 

 

“Curioso contraste o que separa os dois heróis literários da Bretanha, Renan e Chateauberiand! O primeiro, exibindo uma descrença levada quase à volúpia, era, no fundo, um crente — mais que isso, um crédulo — nas pretendidas verdades da razão e da precária ciência do século XIX. Sua obra confiantemente afirmativa (embora animada do mais soberano espírito negativista) está hoje muito retificada, muito desautorada pelos modernos estudos de História e de Filologia.  Nos seus solenes volumes, que eram o orgulho de nossos avós, há muito bagaço, muita sugestão aventurosa, muita improvisação. Fica, é claro, o escritor, grande e sofrido, que respeito, embora não o ame especialmente.  Fatiga-me a sua solenidade arredondada e fria; parnasianismo da prosa. De qualquer forma, o papa do agnosticismo dispunha de uma espécie de sólida fé negativa. Chateaubriand, ao contrário, homem de crença profunda, foi sempre atraído pelo assombramento do nada, a obsessão do esvaimento constante de tudo, pelo silêncio vertiginoso do Tempo. Lembro especialmente duas passagens das Memórias em que essa consciência da inutilidade da vida é quase fisicamente dolorosa: a evocação dos reis de França sepultados em Saint-Denis, e a descrição do enterro de Lafayette, passando pelos boulevards parisienses. São duas páginas em que o desespero do nada, que é a vida, domina inteiramente o fervor do crente. Chateaubriand é o anti-Renan; é o crente angustiado pela dúvida, enquanto o outro é o descrente convencido das verdades racionais. O crente, procura sofrendo; o descrente pensa que tudo encontrou.”

 

 

Em: A alma do tempo: memórias, Afonso Arinos de Melo Franco, Rio de Janeiro, editora José Olympio: 1979, volume II, páginas 428-9.

 





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

9 02 2022

Composição com frutas da série ‘Oferendas’, 2007

José Guyer Salles (Brasil, 1942)

aquarela sobre papel, 55 x 65 cm

 





Palavras para lembrar: Umberto Eco

8 02 2022

Retrato de Mimi Gross Grooms, 1966

Benny Andrews (EUA, 1930-2006)

óleo sobre papel colado em placa, 37 x 29 cm

 

 

“Todos os grandes escritores são grandes leitores de dicionários: eles nadam através das palavras.”

 

Umberto Eco





Em casa: Elin Kleopatra Danielson Gambogi

6 02 2022

Depois do café da manhã, 1890

Elin Danielson-Gambogi (Finlândia, 1861-1919)

óleo sobre tela, 67 x 94 cm

Coleção Particular





O cotidiano, Sayaka Murata

5 02 2022

À beira d’água, 1929

Lucien Jonas (França,1880-1947)

óleo sobre tela , 50 x 65 cm

 

 

 

“Eu, porém, continuo repetindo aquela mesma cena. Desde então, já vi a mesma manhã 6.607 vezes.

Coloquei os ovos delicadamente dentro da sacola. São os mesmos ovos que vendi ontem, mas diferentes. A Senhora Cliente insere os mesmos hashis dentro da mesma sacola de ontem, recebe as mesmas moedas e sorri para a mesma manhã,”

 

Em: Querida Konbini, Sayaka Murata, tradução de Ruth Kohl, São Paulo, Estação Liberdade: 2018, p. 74.