Natureza morta, 1953
Iberê Camargo (Brasil,1914-1994)
óleo sobre tela, 38 x 46 cm
Natureza morta
Lucy Citti Ferreira (Brasil, 1911-2008)
óleo sobre tela, 55 x 46 cm.
Natureza morta, 1953
Iberê Camargo (Brasil,1914-1994)
óleo sobre tela, 38 x 46 cm
Natureza morta
Lucy Citti Ferreira (Brasil, 1911-2008)
óleo sobre tela, 55 x 46 cm.
Natureza morta com pães, 1969
Johannes Hendrick Eversen (Holanda, 1906-1995)
óleo sobre tela, 41 x 61 cm
Mara Senna
Pão dormido vira pedra.
Amor também.
Se achas que não,
explica-me, então.
Deve haver algum lugar
para onde vão
as histórias de amor
sem continuação.
Em: Ensaios da tarde. Ribeirão Preto, SP: Editora Coruja, 2012.

O Siroco, 1909
Jan Ciaglinski (Polônia, 1858-1912)
óleo sobre tela, 29 x 37 cm
Museu Nacional da Cracóvia
“Richard então se lembra de que, passeando entre videiras com um colega vienense por ocasião de um simpósio no sul da Áustria, o colega de repente se deteve, inspirou profundamente o ar e perguntou-lhe se também ele estava sentindo o cheiro: o siroco vem da África, disse, atravessa os Alpes e, às vezes, chega mesmo a trazer consigo areia do deserto. E, de fato, nas folhas das videiras podia-se ver uma fina camada de poeira avermelhada vinda da África. Richard passou o dedo por uma das folhas e notou como aquele pequeno gesto de súbito deslocava seu ângulo de visão e seu senso de medida.”
Em: Eu vou, tu vais, ele vai, Jenny Erpenbeck, tradução de Sergio Tellaroli, Cia das Letras: 2024
Duas notas:
1 – Esse talvez tenha sido o livro que li em 2025 que mais me impactou. Certamente estaria entre os três primeiros do ano passado, no início do ano. Recomendo. Esse meu final de ano foi tão conturbado, e ainda não está normal, que nem a lista dos melhores do ano eu fiz. Que vergonha!
2 – Conheci o Siroco no ano em que morei na Norte da África acompanhando meu marido professor convidado pela Universidade de Oran. É realmente um fenômeno sem igual. O céu se torna avermelhado com o colorido do sol se pondo. É a nuvem de areia do deserto que passa muito acima da terra, em direção à Europa. Deixa, de fato, uma finíssima camada de pó (não é areia) avermelhado ao longo do caminho que faz em direção norte.
À beira-mar, 1878
James Tissot (França, 1836–1902)
óleo sobre tela, 112 x 85 cm
Museu de Arte de Cleveland

Anjos, 1965
Raimundo de Oliveira (Brasil, 1930-1966)
óleo sobre tela, 80 x 120 cm
“Olhe para o Brasil em termos de religião. O que é o Brasil? Aqui, como dizia Guimarães Rosa, quanto mais religião, melhor; você tem um amigo judeu, você pede para o rabino dele lhe abençoar, você tem um amigo do candomblé, você pede para a mãe de santo dele dar uma bênção, ao amigo muçulmano, você pede uma intervenção do xeique, padre, pastor, o que vier está valendo. Essa é bem a mentalidade brasileira religiosa. Antropólogos dizem que isso é possivelmente herdado dos índios brasileiros, que continuavam a praticar as suas crenças, mas, quando o padre vinha, aprendiam o pai-nosso, e quando o padre ia embora, retornavam às suas crenças. Então a gente ficou meio vadio com religião. Você assimila a religião que melhor pegar naquele momento. É claro que, quando se introduz a cunha do mercado, como a gente vive hoje, tudo vira produto.”
Em: Diálogos sobre a natureza humana: Perfectibilidade e Imperfectibilidade, Luiz Felipe Pondé, Versos Editora: 2023
Vaso com flores, 2001
Stella Bianco (Brasil, 1944)
óleo sobre tela, 80 x 97cm
Vaso com flores, 2002
Sou Kit Gom (Brasil, 1973)
acrílica sobre tela. 115 x 115 cm
Mesa com frutas, 1940
Gino Bruno (Itália, Brasil, )1899 -1977)
óleo sobre tela, 40 x 60 cm
Natureza morta, 1939
Joaquim Lopes Figueira (Brasil, 1904-1943)
óleo sobre tela, 50 x 30 cm
Moça com gorro, lendo, depois de 1880
Marie R. Dixon ( EUA, ? – 1896)
óleo sobre tela, 44 x 36 cm
W. Somerset Maugham